Onde estão as feministas para repor a igualdade?

Ultimamente as feministas não me têm dado tréguas por eu ter dito que elas não defendem a igualdade entre géneros. Aconselharam-me inclusivamente a ir ao dicionário porque segundo elas, eu andava equivocada e quiçá sem saber, era uma feminista.  Ora de facto a definição não deixa dúvidas:  feminismo é  “um Movimento ideológico que preconiza a ampliação legal dos direitos civis e políticos da  mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem“, ou seja, luta-se por uma igualdade de direitos das mulheres em relação ao homem. E quando a mulher passa a ser maioritária, luta-se por manter essa igualdade entre géneros? A definição do dicionário é omissa mas os dados oficiais não deixam dúvidas: não. 

Dizem esses dados que em 2017, na função pública estavam empregados:  no norte 17 634 homens contra 19389 mulheres (oh diabo!); na área metropolitana de Lisboa 13 516 homens contra 17 251 mulheres (oh diabo!); no Algarve 3 624 contra 4 917 mulheres (oh diabo!). Apenas o Alentejo, regiões autónomas dos Açores e Madeira é que – por enquanto – mantêm as mulheres em minoria.

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Se analisarmos de acordo com a distribuição de  profissionais nas áreas da saúde, educação e justiça, temos APENAS menos mulheres no ensino superior (44%):

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(Fonte Fundação Francisco Manuel dos Santos)

Um exemplo concreto foi-me dado por um leitor, também com dados oficiais. Em Leiria: a Câmara Municipal tem 56,5% de mulheres contra 43,5% de homens; na Comarca, 71,2% de mulheres e 28,8% de homens; na Segurança Social, 91,1% de mulheres contra 8,9% de mulheres; no Instituto Politécnico, 52,1% são mulheres, 47,9% são homens. É impressão minha ou em Leiria já faz falta impor quotas para homens?

Mas há mais: as estatísticas revelam que actualmente em termos populacionais as mulheres dominam: 4.891.983 homens e 5.433.469 mulheres o que significa que em pouco tempo, com a legislação actual que as protege,  serão elas maioritárias em quase todos os sectores. Por outro lado também são elas que vivem mais tempo. As mulheres têm uma esperança média de vida à nascença de 83 anos, contra 78 dos homens. Portanto, para além de serem em maior número, morrem menos (isto promete). São elas também que representam 88% das famílias monoparentais. No ensino 49% dos alunos matriculados desde o pré-escolar até ao superior, são mulheres.  Nas universidades, elas estão em maior número onde representam 54%. Dentro dos doutoramentos, 1.587 são de mulheres, contra 1.382 de homens. Onde é que faz falta afinal quotas ou outros estímulos para haver “igualdade”? A mim parece-me que se os homens não se puserem à cautela, não tarda nada, terão problemas sérios (ah! ah! ah!).

Em relação aos salários desiguais, mais uma meia verdade transformada em verdade sobre a dita  desigualdade. Ninguém diz – porque essa parte não interessa à agenda feminista – que os estudos são sobre o rendimento e não, o salário. Ou seja, as diferenças não são sobre valores salariais pagos constantes nas tabelas do CCT por cada categoria profissional, mas sim valores auferidos. Significa isto que, de facto,  as mulheres recebem menos no final do ano pelo mesmo trabalho realizado, não por ter um salário desigual, mas por trabalharem menos. Eu explico: a mulher é por natureza quem se sacrifica para levar os filhos ao pediatra, ficar em casa quando estão doentes, levar a mãe ou o pai a uma consulta, que falta para ir à escola falar com professores, participar numa actividade escolar ou qualquer outro assunto relacionado com a família e é também quem dá à luz os filhos.   É  isto que a Fundação Francisco Manuel dos Santos, responsável por muitos estudos, não mostra. Mais: estive no ramo empresarial durante décadas  e posso garantir que não é possível, com a legislação actual, lançar na contabilidade salários diferentes para as mesmas funções sem que em pouco tempo, com uma queixa de apenas um funcionário, a empresa não seja invadida por um batalhão de  fiscais do ACT a vasculhar todos  os arquivos, a pente fino, durante semanas  e em caso de se registarem irregularidades,  ver aplicadas avultadas coimas! Só mesmo um empresário irresponsável e que goste de perder muito dinheiro  se mete numa grande aventura dessas.  No dia em que as mulheres não faltarem ao trabalho por assistência a familiares  e não se importem de prescindir de tempo para a família, como eles homens,  para fazer muitas horas extras, os salários auferidos serão iguais. Até lá, será  isto.

Tenho a “certeza” que as feministas que me juravam que este movimento defendia a igualdade entre géneros, depois de tomar conhecimento destas injustiças, vai lutar para pôr fim a esta supremacia feminina em curso.

Aguardemos.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

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