O jogo mudou, caro António

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António Costa tem características irritantes mas que, ao mesmo tempo, mostram a sua fraqueza. Por um lado, Costa tem um sorriso seráfico, manhoso, mentiroso, quase que projectando um homem de pedra ao nivel sentimental, o que lhe leva para “patamares superiores” no debate político, intimidando e cansando os seus adversários com uma mascara bem oleada. Por outro, essa mascara cai sempre que o primeiro-ministro é confrontado com a realidade, Assunção Cristas tocou num ponto normalíssimo- qual o plano de actuação do governo na área e se condenava os actos no bairro da jamaica- e, sabendo que a pergunta era incómoda, Costa refugiou-se num sound bite básico e etéreo como a “sua cor de pele”. Do maquiavélico estratega, ao cobarde capaz de verbalizar e usar o conceito minoritário étnico para se esconder de uma resposta que não sabia dar.

Este é o primeiro-ministro, não eleito pela vontade popular, que temos. Não só no campo de actuação do combate político, como no exercício pleno do uso dos seus poderes. Costa não usa o poder que lhe foi conferido pelos trâmites constitucionais, efectuando uma aliança contra natura, para gerar reformas que mudem a estrutura de crescimento da Economia Portuguesa a médio e longo prazo, usa o seu poder como um mero jogo táctico político de sobrevivência da sua própria espécie, que já mostrou aos portugueses que o seu mandato, não é passível de ser renovável por muito mais tempo, não só pela petrificação dos serviços gerais públicos, prejudicando quem não tem rendimentos de maior e liberdade de escolha por esse facto, como usar os próprios serviços como forma estrutural de consolidação orçamental, reduzindo o défice artificialmente para Bruxelas e povo verem.

Claro que o trabalho de Costa e dos seus ministros que cuja família se instalou no reino do assalto ao orçamento, não está terminado. A oligarquia socialista, as mesmas famílias de sempre que nos colocam pobres já faz umas décadas, tem que se perpetuar de vez na corte de Lisboa. Se Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque, cortaram a fita de Salgado, o mesmo quer dizer que disseram um redondo não à oligarquia vigente que só funciona com dinheiro alheio, compadrio e não com recursos próprios, Costa quer voltar a colocar as mesmas peças de xadrez no mesmo sitio de sempre. E é isso que em Outubro de 2019 temos que impedir: Que Portugal fique outra vez nas mãos das famílias rentistas do regime, que criam impérios, rendas certas e garantidas bem como influência na gestão e contratos públicos que tanto lhes agrada.

Portugal tem que dizer sim ao que Passos Coelho fez, sim ao corte com os mesmos de sempre, sim à redução da intervenção do Estado que não deixa crescer pequenas e médias empresas com custos de contextos, impostos e pagamentos especiais por conta sufocantes, sim à liberdade de escolha entre sectores. Sim a um Portugal livre do socialismo clientelar de Estado.

Mauro Merali

 

 

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