Chamar os Bois pelos Nomes

Sobre Marcelo ter apelidado Arnaldo Matos de “ardente defensor da liberdade”, e que ficaria na memória de todos nós como tal.

Caro Marcelo, uma vez mais, estás do lado errado da história, e mais uma vez fazes questão de insultar e enxovalhar os valores e a memória de todos aqueles que após o 25 de Abril tiveram que andar a lutar contra a implantação de uma sanguinária ditadura de esquerda, e que são os que te elegeram.

Arnaldo Matos foi tudo menos um “ardente defensor da liberdade”. Se algo ele alguma vez ardentemente defendeu, foi precisamente o mais absoluto contrário da liberdade e dos valores democráticos.

Arnaldo Matos era um radical imbecil a roçar o psicopata, com um longo percurso político maoista, que se notabilizou pelo seu radicalismo esquerdopata! Um perigoso manipulador de massas, sem escrúpulos que não olhava a meios para atingir os fins, que se tivesse chegado ao poder, não haveria liberdade nem democracia para ninguém.

Arnaldo Matos era um assumido execrável aspirante a ditador sanguinário. Era um Hitler, um Estaline, um Mao, e um Pol Pot em potencial, que se tem tido acesso ao poder, à semelhança dos acima descritos, teria matado e mandado matar todos os que diferente dele pensassem, todos os seus opositores, e que só não o foi nem o fez de facto, porque a história simplesmente não lho permitiu.

Objectivo, desejo, vontade, de ser tudo isso, de emular todos esses, foi algo que esteve sempre presente ao longo de toda a vida e em toda a linha de pensamento e acção do Arnaldo.

Arnaldo Matos era um fascista, de esquerda, exemplo vivo de que fascismo e comunismo são somente duas faces de uma mesma moeda.

Todos sabemos quem foi de facto o Arnaldo, os valores que defendia, e o que ele teria sido se o tivessem deixado ser, pelo que alegar que o Arnaldo foi um “ardente defensor da liberdade” para além de ser uma completa idiotice, e uma descarada mentira, são também um exercício de enorme embuste, e hipocrisia. Uma inútil patética tentativa de branquear aquilo que foi efectivamente o Arnaldo.

Caro Marcelo, que adoptes postura e discurso muito pouco apropriado com o cargo de PR, e muitas vezes mais condizente até com um qualquer vulgar idiota, nada contra, pois cada um é como é, e em democracia e em liberdade temos que aceitar e respeitar as diferenças, mas agradeço que o faças só em teu nome, e que fales só por ti, não em nome de todos nós, e que  não pretendas arrastar-nos juntos contigo pelas vias da mediocridade que optaste trilhar.

Não caro Marcelo, o Arnaldo não foi um ardente defensor da liberdade e menos ainda da democracia, e não ficará na memória de todos nós como estando associada a tais lutas e a tais valores.

E assim sendo, não aceitaremos que nos trates insultuosamente como se fossemos todos mentecaptos e ignorantes, ainda que haja de facto nesta nação muita gente ignorante e mentecapta.

E  não aceitaremos que queiras fazer de todos nós uma cambada de imbecis, nem que gozes com a memória de todos aqueles que deram a sua vida a lutar contra os Arnaldos deste mundo.

Se o queres ser e fazer, então sê-o e fá-lo sozinho e somente em teu nome

Rui Mendes Ferreira

Cada artigo corresponde à opinião de cada colunista e não à linha editorial geral.

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