Marcelo tornou-se vulgar

A vulgaridade da actuação de um homem que é representante máximo, de um órgão soberano de poder político em Portugal, é o descaracterizar do simbolismo do cargo e magistério de influência que este tem no andamento dos dias do País. Marcelo é egocêntrico, Marcelo gosta que falem dele, Marcelo quer a direita, a esquerda e o centro em uníssono na próxima votação presidencial, mas hoje, arrisca-se a pelo menos não ter 2 dos três variantes do espectro político: A direita e o centro. Tudo por querer saciar, primeiramente, um ego incontrolável e, por outro, conseguir dar corda a António Costa para que este se enforque no final. Sim, desenganem-se que Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, goste de gerir tempestades, isso fica para contas de outro rosário, para estadistas de elevado calibre que consideram que cata-ventos não são aptos para a função presidencial.

Reparem que não é mau que Marcelo dê corda a António Costa, é uma estratégia política inteligente e bem conseguida, até como se vê pelas reacções cada vez mais intempestivas do primeiro-ministro a qualquer indignação contrária de elementos opositores à sua farsa governativa, o problema, é que Marcelo para conseguir “exceder”, os poderes constitucionais que tem, gorando o poder de António Costa e tornando-se a primeira figura do plano político português, teve que sacrificar o institucionalismo “normal” do seu cargo para que o poder dos afectos, lhe dessem ainda mais legitimidade do que já tem enquanto detentor de mais de 51% dos votos dos portugueses.

A manutenção dessa estratégia da “mão invisível”, uma ideia minha que tenho insistentemente escrito em artigos sobre Marcelo, tem custos. Não existem almoços grátis na consagração harmoniosa e consensual de um presidente da república especialmente em tempos estranhos, onde um homem usurpa o poder por motivos patológicos, e temos uma geringonça social-comunista pronta para nos levar para a quarta bancarrota em 45 anos de democracia. Marcelo de facto tinha que inovar, tinha que ser o principal, conseguiu, mas os modos para lá chegar roçaram o inacreditável nos últimos tempos e os portugueses em geral perceberam isso retirando valores às notas exorbitantes de popularidade de Marcelo.

Não havendo primeiro-ministro com níveis de decência, visão e articulação gramatical aceitáveis, não havendo um presidente da república capaz de gerir conflitos e que seja o pedestal da “reserva política” da nação, Portugal caminha a passos largos para a nova armadilha do ciclo económico descendente, sem ter feito reformas estruturais para se aguentar em períodos negros e, isto tudo, sem líderes no comando da navegação. Os portugueses tem que reflectir, em Outubro de 2019, se querem mais 4 anos de estagnação ou se querem que o Estado saia da frente, em áreas onde se gere riqueza, e possamos finalmente a sentir o cheiro do dinheiro nas nossas carteiras.

Mauro Merali

 

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9 comentários em “Marcelo tornou-se vulgar

  1. Estou á espera que ,os trbunais(?) Portugueses ilibem o famigerado socrates dos roubos,que fez ao pais,para entregar,o meu passaporte ao palhaço marcelo,porque como portugues sinto vergonha,deste governo,ainda mandar neste pais.Nao quero ser conivente em PALHAÇADAS

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