Portugal não tem Primeiro-Ministro

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O governo português está em plena “gestão”, desde final de  2015, a dois níveis: ético e planeamento estratégico do desenvolvimento do futuro económico e financeiro de Portugal. Praticamente temos o país suspenso e preso por “arames”, como já disse o ex-ministro Daniel Bessa, onde Costa subjuga tudo e todos para cumprir o seu ego que faz jus ao tamanho das chamuças de “pano”, que se vendem na D.João V em Lisboa. Primeiro a austeridade de Passos era contraproducente, num segundo plano já não era, Bruxelas colocou o governo Costa nas cordas com espinhos, que cuja picada levou Centeno e Costa a ficarem em sentido. Vendo também a súbida das taxas de juro das obrigações, a política financeira mudou e a austeridade de Passos responsável e equilibrada – os serviços públicos não chegaram ao ponto de saturação onde estão hoje- rapidamente se transformou num instrumento de gestão de navegação à vista para a “troika e bruxelas verem”. Aproveitando o máximo do ciclo de expansão económica de Passos, que se iniciou em 2013, Centeno conseguiu uma folga inicial que lhe pudesse distribuir num primeiro momento, mas sem contar com o futuro, política de vistas curtas que hoje se arrepende.

Não havendo homem ou político no verdadeiro sentido da palavra, ao leme do País, também não o temos no institucionalismo básico que qualquer Primeiro-Ministro deve ter em plena assembleia da república. António Costa há muito que passou dos limites do aceitável em muitas situações: Nos fogos, onde teve atitudes gélidas e maquiavélicas e em outros desastres governativos onde usou os seus ministros como bonecos de voodoo, usando-os contra espelho reflector da sua própria inaptidão para ser um ser, no mínimo, competente. A gota de água chegou hoje no debate quinzenal, onde Assunção Cristas pergunta a Costa sobre a situação do bairro da jamaica no Seixal. Costa responde do seguinte modo:” A senhora faz me essa pergunta, devido ao meu tom de pele“.

A táctica usada pelo Primeiro-Ministro é de uma ingerência e de um ar vitimizador brutal. Nem Sócrates, no seu pior, tinha declarações tão chocantes e hipócritas como o seu ex-ministro(sim, lembrem-se que Costa foi ministro de Sócrates). Refugiar-se em soundbites a baixo de cão para fugir à pergunta foi no mínimo, um erro de principiante político coisa que Costa não é, pelo contrário, é uma raposa velha, e a raposa meteu a pata na poça. Costa parece que só agora se lembrou ou soube da existência de um bairro problemático como o Vale de Chicaros(ou jamaica), onde temos tráfico de droga, falta de saneamento, ligações ilegais de comunicações ao nível da ligação por cabo.

Os senhores deputados, ministros e o próprio primeiro-ministro, enfim, a corte de Lisboa no alto da sua arrogância e pouco mundo, não resolveram o problema do bairro e claro, a nivel local a câmara muito menos. Tentativas frouxas e atitudes de receio dos moradores ilegais não são desculpa, são sim uma capa de invisibilidade que demonstra que não é afinal só interior que está ao abandono, as zonas que não são do “diâmetro” e área de influência, tudo o que saia do perímetro da capital é desprezado. António Costa foi ministro, secretário de estado um carreirista político chico-esperto. Não passa disso. Em 2019 ganhará por mera anestesia do povo português e nada mais. Em 2021, o povo português ajustará contas depois de sacudir o tapete do Sr. Primeiro-Ministro.

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

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2 comentários em “Portugal não tem Primeiro-Ministro”

  1. Como um Liberal conseguiria falar de António Costa e dar-lhe o valor que ele tem…??!

    Não podia. Infelizmente há pessoas que só olham para o seu umbigo…

    Curtir

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