Pelo fim da cultura do comunismo

A previsão de Marx era que o comunismo iria substituir o capitalismo e seria o último estádio da humanidade antes de uma sociedade sem Estado. Errou em ambas.

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A previsão de Marx era que o comunismo iria substituir o capitalismo e seria o último estádio da humanidade antes de uma sociedade sem Estado. Errou em ambas.

O comunismo não substituiu o capitalismo, dado que não apareceu no Reino Unido ou na América capitalista, mas sim na Rússia agrária imposto à força por um grupo com resultados minoritários nas eleições. O comunismo também não foi a última fase da humanidade, porque como se viu a maioria dos países comunistas passou para o capitalismo.

Nesta fase da discussão costumam aparecer alguns comunistas a dizer que aquilo não era verdadeiro comunismo (porque eles têm infinitos tipos de Comunismo para se irem ilibando uns aos outros). Mas mesmo assumindo que não é “o verdadeiro” comunismo, o que importa é que durante esta fase quase capitalista da humanidade em cerca de 200 anos a população mundial em pobreza extrema passou de 95% para 9%. Já nos países comunistas também houve um decréscimo … de pessoas a viver.

Para além disto, outras previsões de Marx sobre os juros ou sobre o desaparecimento da classe média (aconteceu exactamente o oposto nos USA), por exemplo, provaram-se totalmente erradas. Mesmo a base do argumento de Marx – a teoria do valor trabalho e a teoria da mais valia – foi refutada logo no século XIX antes das experiências comunistas por autores como Böhm-Bawerk e Carl Menger (infelizmente a emoção – o desejo de perfeição e a utopia – falaram mais forte que a razão crítica). No comunismo, o indivíduo é um objeto de forças que não estão ao seu alcance. Esta é uma teoria bastante simplista ou reducionista da sociedade.

Importa ainda referir que os comunistas acham que a natureza humana é totalmente alterável: querem criar o homem novo que se liberta das instituições e da sociedade onde vive – acham que são as famílias, as empresas, a religião, as associações / clubes, etc. que os prendem a pensar de uma forma errada. Não conseguem conceber como alguém pode pensar diferente e não chegar lá “à verdade” que as suas mentes perfeitas já atingiram. Daí resulta que não olharão a meios para atingir os fins que culminam num total redesenho da sociedade.

A liberdade custa, não é perfeita, tal como nós, e os efeitos económicos não são imediatos depois de reformas grandes. Já a igualdade aparenta o oposto, motivo pelo qual muitos preferem ser iguais na miséria do que livres em algo melhor (mas não perfeito).

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