A hipocrisia monumental de Marcelo

Depois da vitória na segunda volta das presidenciais brasileiras de Jair Bolsonaro, no fresco da manhã, Marcelo Rebelo de Sousa é convidado a comentar a eleição do seu actual homologo brasileiro. Marcelo, com o seu ar cínico e teatral de sempre, diz que:” O mundo tinha acordado com más notícias de intolerância, chauvinismo e xenofobia“. Dias depois, o mesmo Marcelo, começa a preparar terreno e coloca-se em “bicos de pés”, para emendar a situação e ser convidado para a tomada de posse, logo diz Marcelo que era necessário a colaboração dos dois Países nas áreas fundamentais exigidas para o funcionamento das relações bilaterais dos dois Países. Na tomada de posse de Bolsonaro, ontem, Marcelo cumprimentava o “xenófobo”, “chauvinista” e “intolerante” Jair Bolsonaro com sorrisinhos fáceis, pancadas nas Costas fúteis e um quase que “apegamento” à aura ganhadora que Bolsonaro adquiriu com o voto democrático e o discurso louvável de sua mulher.

Marcelo ainda diz que, a sua conversa com o Presidente Brasileiro, foi entre “dois irmãos” e louva os bons desenvolvimentos. Se tudo isto não fosse uma autêntica palhaçada e Marcelo fosse somente um assessor da Presidência, até nos podíamos rir de um novo comediante caviar da direita portuguesa. Mas não. Marcelo é representante máximo das forças armadas portuguesas, que teve um roubo em Tancos no seu mandato e mandou apurar e nada. Marcelo é igualmente chefe de estado, e por isso dirige um Estado que falhou aos seus cidadãos em Borba, com falhas na actuação sabendo já do caso, e nos incêndios de 2016 e 2017 que devastaram famílias e negócios inteiros.

O que dava alguma credibilidade política a Marcelo era este, pelo menos devia ser, ser o único garante do Estado democrático e das instituições uma vez que temos um governo dirigido por um individuo com problemas acentuados de egocentrismo e necessidade imperiosa de nos fazer de parvos, e que não reforma nada de significativo a não ser garantir uma rede sólida de votos que lhe garanta por sua vez a sua eleição em Outubro de 2019, sem olhar para a sustentabilidade das finanças públicas, nem para problemas crónicos de crescimento que nós temos. Marcelo juntou-se a Costa, depois descolou-se, prevendo a desgraça económica que vamos ter e que pode “entalar”, o seu antigo aluno num segundo mandato. Mas Marcelo colou-se demais a Costa, deu colo demais a Costa, agora é tarde.

Se era necessário a Marcelo a tal “mão invisível”, extra que lhe garantia poder adicional que coloca-se Costa no sítio nas alturas certas, os tais preciosos afectos que lhe colocam como a única reserva política do País caso algo corre-se mal, hoje essa mão invisível esgotou-se. Marcelo utilizou-a mal, e quando a devia ter utilizado foi brando, foi brando quando aprovou as 35 horas semanais para os funcionários públicos dizendo que provavelmente não teria custos, quando que por mera lógica matemática sabia-se que existiam custos que iriam crescer.

Tudo isto são pregos no caixão do Presidente. Pregos que lhe tiram credibilidade e força para falar de outros Estados e de outros Presidentes eleitos. Marcelo não tem mão na sua casa e fala da casa dos outros, quando este nem começou a governar. Marcelo manda “bocas soltas”, a Bolsonaro e depois chama-lhe “irmão”. A cobra que Marcelo é em política portuguesa, é um peluche em política internacional, porque, sinceramente, ninguém quer saber de sua personagem. Aliás, até os jornais internacionais o colocaram como populista ao lado de Orban, primeiro-ministro Húngaro. Se não é mau ter uma picareta falante como Presidente da República não sei o que é então o significado de “mau” ou degradante.

Bolsonaro, o “boçal”, o “malcriado”, o tudo da direita “Haddad” portuguesa, até foi muito bem educado e gentil para quem lhe insultou. Relativizou. Foi um senhor. Outros tomam banho no tejo. Paciência.

Mauro Oliveira Pires

5 comentários em “A hipocrisia monumental de Marcelo

    1. Eu até nem desgostei de ler o artigo. Tem razão no que diz. Mas, ás vezes há um mas…que pena que o senhor Mauro Pires não saiba escrever na sua língua !

      Curtir

  1. O cuecas não presta, é cúmplice da desgraça que tem assolado o País. Infelizmente temos também um povo asno e cego que corrobora com o sistema. Quando um dia, que não deve demorar muito, este mesmo povo sentir na pele toda a asneirada feita pela esquerdalhada, um dia será tarde e pagaremos todos (infelizmente) com língua de palmo o efeito. Traidores!!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe uma resposta para Guilherme Pinto Cancelar resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s