Carlos César: O hipócrita

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Os dirigentes do largo do rato tem as costas bastante quentes no que diz respeito ao campo colorido da contradição. Em Portugal, qualquer partido de direita que diga uma coisa e faça outra, mesmo num curto espaço de tempo, ou tenha uma falha ética no que a assiduidade e pontualidade ou registo falso de presenças no parlamento diz respeito, a direita é sempre chacinada em praça pública com intervenções de todo um conjunto de cartilheiros escolhidos a dedo pelo líder do supremo da agremiação socialista que, é sempre necessário relembrar, deixa sempre o País de tanga antes de abandonar o barco. Digno de ratos de esgoto de pura qualidade.

Já o PS e o BE controlam as redacções, controlam o espaço mediático e de informação. Qualquer jornalista associado ou com ideias de direita como José Rodrigues dos Santos facilmente é um alvo a abater pelas raposas velhas do regime. Em Portugal ser-se de direita, ainda por cima liberal, é sufocante, angustiante mas ao mesmo tempo um prazer pelo simples facto de querermos livrar Portugal da oligarquia socialista e das famílias rentistas de sempre que nos colocam problemas estruturais de crescimento e nos empobrecem a prazo.

Carlos César é daqueles puritanos que enche o peito para falar das criaturas alheias, mas, a principal, ou seja, a sua pessoa, é impoluta, não tem primos, nem família colocado por sua excelência em cargos políticos. Portanto, um santo incontestável. Dia 6 de Dezembro, César também não disse o seguinte:” O líder parlamentar do PS, Carlos César, avisou esta quinta-feira que acionará mecanismos para afastar da bancada socialista deputados que comprovadamente tenham comportamentos fraudulentos, como falsas presenças ou registem moradas sem correspondência com a realidade.“.

Portanto, vamos lá ser realistas, e colocar a César o que é de César. Se o senhor deputado fosse coerente, pelo menos no mundo das vacas voadoras, o senhor deputado que colocou familiares na política, acto nobre diga-se, então o seu comportamento que, ao que parece, é fraudulento mas que foi accionado por causas divinas “maiores”, então o senhor César também devia ter a porta da rua aberta. António Costa não agiu, quer dizer que compactua com o pensamento e acção do seu camarada.

Se tem dúvidas vamos a isto:

César
FONTE: Sábado

 

Ainda no Expresso no mesmo dia:

Cesar iii.png
FONTE: Expresso

Agora, caros leitores, vamos verificar a santa coerência que a comunicação social não verifica. Vamos fazer de Polígrafo! Vamos responder seguinte pergunta:” Carlos César mentiu ao dizer que afastaria deputados com comportamentos fraudulentos?” a resposta é…

César II
FONTE: Expresso

Sim, César mentiu. César não afastou deputados com comportamentos fraudulentos. Os banhos de ética não se tomam com lama senhor César, tomam-se com água de rosas que, pelo que parece, está esgotada. Tenha begonha César!

Mauro Oliveira Pires

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