Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política

2 comentários

Os 3 anos de governação de António Costa, com a novidade coadjuvada que sabemos, trouxe-nos a boa nova de sabermos que, para além do Primeiro-Ministro repetir casacos em tempos de tragédia, de tratar “muito bem” a língua portuguesa, Costa iniciou um dos períodos mais negros da nossa história democrática- O inicio de uma ditadura disfarçada, onde só o PS pode dialogar com todos, da esquerda à direita, fazendo desta última uma espécie de saco de caramelos que utiliza quando o casamento com Jerónimo e Catarina entra em tensão, tudo com ajuda dos “primos” que tem na comunicação social, que lhe levam às costas não só por serem igualmente adeptos da cultura esquerdista como por António Costa fazer parte dos círculos “IN” e restritos de Lisboa. Quem é da oligarquia é sempre recompensado de alguma forma, Costa é desta.

Costa não respeita ainda o debate democrático, não responde a perguntas e, quando se dá ao trabalho, responde de forma dúbia, duvidosa, escabrosa e a gozar com o adversário, tiques esses que nos remetem para a era quando era braço direito de quem iniciou essa forma de comunicação baixa em Portugal: Sócrates em tempos de maioria absoluta.

Costa não tem ainda um plano de médio e longo prazo com reformas estruturais que mudem o nossa forma de crescer, Costa não tem um plano de incentivo à poupança interna quer atracção da mesma mas de modo externo, num País que tem um défice de capital enorme o que impede melhoramentos no processo produtivo, mais valor acrescentado e maiores salários. Costa faz tudo ao contrário, sobe salários da função pública e custos/despesas que se tornam cada vez mais rígidas e difíceis de reverter para futuro. Costa contrata despesas futuras com base em impostos futuros que não sabe se pode pagar. O Primeiro-Ministro quer distribuir riqueza sem a gerar primeiro ou dar condições para isso.

Aliás, Portugal não vai passar de investimentos de 50 milhões de euros, 150 milhões de euros ou um pouco acima, se não tem um plano fiscal que seja acordado entre os maiores partidos e que seja à prova de bala face a PCP e BE. Um plano que seja previsível e estável para que os empresários saibam com o que contam. A reversão da reforma do IRC em 2016 mostrou que Costa além de não saber o que faz, não sabe o que é gerir uma empresa, não sabe que uma folha em branco onde todos querem escrever ao mesmo tempo é caos e perda de tempo,  e tempo é dinheiro em negócios. Ter uma Economia a crescer ao sabor do vento, das marés e do sol, sem pensar em algo estruturante quer a nivel económico quer a nivel de finanças públicas, que nos proteja do caos externo, é um prego no caixão de Costa que só ele o pode reverter sozinho.

3 anos perdidos, 3 anos com perda de qualidade democrática, 3 anos em que Pedro Passos Coelho e António José Seguro fazem falta pela hombridade, verticalidade, honestidade, frontalidade com que enfrentavam os problemas. Seguro sabia que o caminho de Passos e do País eram difíceis, ajudou nos bastidores e ao vivo, com uma reforma do IRC que foi elogiada pelas instâncias internacionais. Tempos em que as instituições funcionavam, não foi há muito, mas já deixam saudades.

Mauro Oliveira Pires

Anúncios

2 comentários em “Passos Coelho e Seguro fazem falta à Política”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s