Adopta-me, José Sócrates!

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José Sócrates Pinto de Sousa é cada vez mais um homem só. Só, não porque finge uma coisa que é e que depois, a senhora Fernanda Câncio, vai a descobrir precisamente o contrário-afinal a senhora tinha expectativas. Obviamente não vou descriminar nem analisar as amizades coloridas do ex-primeiro-ministro, vamos ao que interessa- depois de uma governação de 6 anos marcada por uma governação de tentativas de fascismo na Europa em pleno século 21, como a tentativa de compra da TVI por parte da PT através de ordens suas, construção de uma rede de bloggers e silenciamento à comunicação social de todos os quadrantes, escutas a Cavaco Silva e, por último, o que colocou Sócrates na categoria de um dos piores portugueses de sempre(atenção que não me quero substituir à RTP), uma pré-bancarrota onde Teixeira dos Santos, o seu ministro das finanças, como não esquecer, admitiu com todos os dentes que tem na boca que:” Em Maio não temos dinheiro para pagar salários nem solver compromissos de dívida”.

Cai aqui já um mito que perdura nas hostes do PS que, se o PEC IV tivesse sido aprovado, que o mundo era mágico e rosa. Totalmente errado! Somente as taxas de juro diminuiriam para níveis onde se podia efectuar emissões de divida curto prazo para pagar compromissos mais urgentes e, assim, adiar com a barriga o problema. Em Novembro de 2011 estávamos outra vez de tanga, ou melhor, ainda mais de tanga, e com um stock de dívida ainda maior. Sócrates cometeu crimes de gestão, crimes económico-financeiros que levaram 3 anos a serem reparados de modo bastante leve por Passos, não havia espaço para mais(a constituição não permite),  e que ainda hoje sentimos o efeito de 125% do PIB em dívida nos nossos bolsos diariamente.

Sócrates saiu impune da gestão do País. Foi para Paris estudar numa faculdade caríssima tendo um estilo de vida ao mesmo tempo brutal. O ex-primeiro-ministro ganhava pouco mais de 3 mil euros líquidos nas suas antigas funções, enquanto ministro pouco menos ganhava. Sócrates não teve tempo para amealhar tanto dinheiro que lhe pudesse pagar milhões de euros de despesas em Paris, a não ser que, claro, tenha amigos e familiares de uma qualidade suprema que nós, comuns mortais aqui do reino à beira mar plantado, não temos. E, diga-se de passagem, não temos, Sócrates tem uma vida social que nós não temos, Sócrates vive na casa dos outros- deve ter algum trauma de ter casa própria, coisas entre ele e a Câncio, não nos cabe a nós escrutinar- Sócrates vive do dinheiro dos outros.

Carlos Santos Silva é um ser inimaginável, um homem que devia estar imortalizado com diversas estátuas na Covilhã com o símbolo do euro no peito. Uma espécie de Ebenezer Scrooge invertido, amigo do seu amigo, que ajuda os mais necessitados na hora de comprar um fato Armani e pagar pequenos almoços nas mais prestigiadas pastelarias de Paris. É pena que, o conto de fadas fique por aqui. É com muita pena minha que, tivemos um Primeiro-Ministro que enriqueceu ilicitamente, tem diversas testas de ferro espalhadas, património não declarado. Sim, porque os amigos não são assim tão parvos e esbanjadores, sim, porque 3 mil euros líquidos por mês não dão para tudo.

Mauro Oliveira Pires

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