Comunismo nunca mais!

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Fiquei, o dia todo de 25 de Novembro, à espera que a Comunicação Social dita de referência lembrasse esta data histórica que em 1975, impediu que Portugal fosse tomado pela ditadura comunista. Nadinha! O silêncio foi absoluto. O que não deixa qualquer dúvida: os tempos são de ditadura vermelha e com eles a fazer parceria no governo de Costa, é proibido lembrar o terrorismo  comunista que aconteceu logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.

Para começar convém relembrar que o 25 de Abril não foi uma luta pela  liberdade de um povo. Não! Foi uma acção levada a cabo por militares descontentes com a guerra no ultramar e carreira militar,  que levou à queda do governo. Qualquer outra narrativa é falsa. Que o diga o próprio Otelo.  Porém,  os movimentos de esquerda não tardaram a reclamar os louros de uma revolução que nem sequer fora encabeçada por nenhum deles, apanhando-os a todos de surpresa.

Sob a bandeira falsa da liberdade, enganou-se o povo fazendo-o acreditar que toda aquela revolução era em seu nome e para o beneficiar. Assim, legitimou-se o assalto aos cofres do país, a expulsão dos patrões das suas empresas, dos  proprietários das suas terras e herdades – instaurou-se a “reforma” agrária que não foi mais do que um roubo por decreto às terras produtivas mas não foram ocupados latifúndios incultos ou terras abandonadas porque essas davam trabalho a recuperar –  as nacionalizações da  indústria, dos serviços (até do teatro),  as ocupações dos edifícios e casas, o assalto aos jornais, revistas, rádio e televisão.  Muitos trabalhadores da esquerda enriqueceram, um deles bem conhecido, Belmiro Azevedo, e o  próprio PCP hoje detentor do maior património imobiliário existente dentro de partidos.  Tudo em acções pouco democráticas em nome do povo onde não faltou, nalguns casos, o terror para intimidar e expulsar. Objectivo? Impor uma sociedade socialista. A expropriação violenta era o processo “democrático” escolhido para a pôr em marcha. Vá lá, vá lá, não nos puseram a mirrar à fome como na Ucrânia. Menos mal.

Durante este “magnífico” período revolucionário, outras mudanças aconteceram:  os professores passaram a ser colocados por computador; os preços dos bilhetes de comboio e transporte de mercadorias subiram substancialmente com as portarias 404/75 de 30 Junho e 635/75 de 5 Novembro; aumentou-se  exponencialmente  o selo do carro e impostos sobre produtos petrolíferos depois das vendas de carros terem disparado pós 25 Abril.

Assim, em apenas um ano,  começou a sentir-se os efeitos nefastos da revolução na carteira e em consequência, em 79, o país inaugurava já  a primeira bancarrota sem sequer ter ainda criado o tal Estado Social que eles tanto reivindicam hoje como sendo uma conquista de Abril, com o peso que já conhecemos nas finanças nacionais. Ou seja, faliram o país ainda antes de fazerem fosse o que fosse, só com a estatização dos meios de produção e serviços e apropriação violenta de propriedade privada.

Durante o PREC, divergências entre a esquerda democrática e a esquerda radical  revolucionária na aplicação do conceito de sociedade socialista,  levou estes últimos  a perspectivar uma aceleração da revolução com vista à tomada total e absoluta do poder à semelhança de Cuba. Neste contexto dá-se o golpe de 25 Novembro de 75 com os bravos Comandos liderados por Jaime Neves e Ramalho Eanes, a frustrar a tentativa de assalto dos comunistas para impor uma ditadura militar.  O tiro sai completamente ao lado e nas eleições para a Constituinte, o PCP é arrasado ao eleger apenas 30 deputados  junto com seus comparsas  do MDP com 5 e UDP com apenas um.

Não satisfeitos com estes resultados, entraram na clandestinidade criando as FP25 com elementos da esquerda radical das antigas Brigadas Revolucionárias, da LUAR e da ARA , dando início a  acções  terroristas com ataques à bomba, assassinatos e roubos violentos. Esta organização liderada por Otelo opunha-se a um sistema representativo parlamentar de base partidária e a reactivação do sistema económico-social de pendor capitalista. Acusavam serem desvios graves à constituição de 1976, o abandono do socialismo, o abandono da Reforma Agrária e a perda de expressão  da vontade popular. Acabaria por ser desmantelada e graças a indultos, amnistias e absolvições por “falta de provas”, não foram condenados.

Ficamos livres da ameaça vermelha dos comunistas? Não! Infiltrados na comunicação social, mesmo sem conseguirem mais do que 7% dos votos dos portugueses  têm mais palco que quaisquer outros partidos de direita. É vê-los a toda a hora a sair em notícias por cada comentário que façam por muito insignificante ou parvo que seja. São comentadores de TV, fazedores de opinião nos jornais, estando em toda a parte porque controlam os média desde 74. Estão ainda infiltrados nas escolas e universidades onde doutrinam também desde a revolução, desconstruindo os valores sociais para ser mais fácil tomar o poder, como mandam seus líderes ideológicos.

Não podemos jamais esquecer que o PCP e BE de hoje são os herdeiros  revolucionários frustrados  de um golpe que correu mal. Que almejam uma ditadura comunista como os factos históricos inegáveis o comprovam. Lutaram por isso mas  não vingaram. Ainda. E só por isso estão “subsmissos” e pacientes no Parlamento à espera de nova oportunidade. Uma oportunidade que quase quase está chegando com esta coligação negativa que Costa protagonizou e os levou a sonhar com uma integração no seu Governo.

O comunismo que queria nos impor uma ditadura vermelha e que ainda há pouco tempo aprovou votos de pesar pela morte de Fidel Castro (um ditador sanguinário), está inexplicavelmente ainda vivo  no Parlamento, não tendo ainda sido banido, quando nossa Constituição proíbe partidos fascistas em Portugal.  Alguém que explique isto.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

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