Um País em ruínas

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O país está todo a cair aos bocados. Esta semana foi em Borba onde 5  vítimas inocentes desaparecem num aluimento de uma estrada nacional sinalizada por 5 vezes junto do Estado  e meses depois de Galamba ter reunido com  os autarcas. Em 2001 foram 59 desgraçados que caíram do tabuleiro da Ponte Hintze Ribeiro em Entre-Os-Rios que colapsou. Em 2017, somou-se  centenas de pessoas que morreram queimadas na estrada, por falta de meios das autoridades, outras a morrer de legionella e bactérias multi-resistentes  em hospitais públicos, por falta de manutenção. Como se não bastasse ficamos a saber que esquadras, tribunais, escolas e hospitais estão em estado avançado de degradação com equipamentos obsoletos ou inexistentes, pontes, viadutos e estradas nacionais em perigo iminente. Por falar nisso, alguém já está a intervir nas fissuras da  Ponte 25 Abril depois do alerta dos engenheiros? Claro que não. Costa não sabe de nada até que morra gente.

Mas como é possível receber um país da “ditadura” sem dívidas, com 50 milhões de contos de reis nos cofres e mais de 800 toneladas de ouro, a crescer uma média de 6% ao ano, e com a maior edificação de infraestruturas de qualidade, sem orçamentos inflacionados,  em apenas 40 anos,  ter sido abandonado pela “democracia” para ser hoje uma nação em ruínas e endividada por várias gerações?

A verdade que ninguém fala porque não convém,  é que hoje se vive à custa da herança  deixada pelo Estado Novo.  Quer ver? Então prepare-se porque a lista é longa e cheia de surpresas:

  1. Construção de Bairros Sociais. (Arco do Cego; Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Bairros para Polícias).
  2. Construção do Aeroporto Internacional da Portela.
  3. Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa. (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).
  4. Construção do Instituto Superior Técnico.
  5. Construção da Cidade Universitária de Lisboa.(Faculdade de Direito, Faculdade de Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário).
  6. Construção do novo Edifício da Escola Técnica Industrial Marquês de Pombal.
  7. Construção do Liceu Filipa de Vilhena, no Arco do Cego.
  8. Construção da Escola Técnica elementar Francisco de Arruda e mais oito similares.
  9. Construção da Escola Comercial Patrício Prazeres.
  10. Construção da Biblioteca Nacional.
  11. Construção do Instituto Nacional de Estatística.
  12. Construção do  Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
  13. Construção do Edifício do Ministério das Corporações e Previdência Social (Hoje Ministério do Trabalho).
  14. Construção do Metropolitano de Lisboa. (As primeiras 20 Estações).
  15. Construção da Ponte Salazar. (Incluindo os respectivos acessos).
  16. Captação e condução, para Lisboa, das águas do vale do Tejo.(Comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques).
  17.  Plantação do Parque Florestal de Monsanto.
  18. Construção do Estádio Nacional (no Jamor) e alguns dos seus Anexos.
  19. Construção do Estádio 28 de Maio.
  20. Construção do Laboratório Químico Central do Instituto Superior de Agronomia.
  21. Construção do primeiro troço da Auto-estrada da Costa do Estoril.
  22. Construção do troço de Auto-estrada Lisboa a Vila Franca de Xira.
  23. Construção do Hospital Escolar de Santa Maria.
  24. Construção do actual Edifício do Instituto Ricardo Jorge.(Incluindo o arranjo paisagístico da área envolvente).
  25. Construção do Instituto de Oncologia.
  26. Construção do Hospital Egas Moniz.
  27. Assistência Nacional aos Tuberculosos.(Criada ainda na época da Monarquia e com sede em Lisboa foi, durante o Estado Novo muito ampliada, pela instalação de vários Sanatórios e criação de dezenas de Postos de atendimento espalhados por todo o território; alguns feitos de raiz e todos equipados com os meios humanos e materiais adequados; tornaram assim possível, a obrigatoriedade do rastreio anual às populações do Comércio, da Função Pública e Estudantil. Daqui resultou uma forte e efectiva regressão, para valores mínimos, do número de pessoas infectadas pelo bacilo).
  28. Electrificação da linha do Estoril.
  29. Exposição do Mundo Português.(Permitiu a criação da Praça do Império, hoje a Sala de Visitas de Lisboa. Nela se destacam as zonas ajardinadas, a Fonte Luminosa, o Museu de Arte Popular, o Espelho de Água e o Monumento aos Descobrimentos).
  30. Construção e regularização da Estrada Marginal, Lisboa – Cascais.
  31. Criação da Emissora Nacional de  Radiodifusão.(Incluindo a criação da unidade de Porto Alto e o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, de onde saíram muitos dos Cantores e Apresentadores portugueses de renome).
  32. Criação da Radiotelevisão Portuguesa.(Incluindo montagem das antenas retransmissoras necessárias à cobertura de todo o Território).
  33. Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP).(Incluindo a criação das Oficinas de Manutenção de Aeronaves, famosas em todo o Mundo).
  34. Construção da Nova Casa da Moeda. 
  35. Construção do Edifício Pedro Álvares Cabral. (Destinado à Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Hoje abriga o Museu do Oriente).
  36. Criação da Junta Nacional do Vinho e construção do respectivo Edifício. (Hoje sede do Instituto da Vinha e do Vinho, IP).
  37. Construção do Palácio da Justiça de Lisboa.
  38. Construção do Edifício da Polícia Judiciária.
  39. Construção das Gares Marítimas de Alcântara e da Rocha do Conde Óbidos.
  40. Regularização integral do Parque Eduardo VII e construção da Estufa Fria.
  41. Construção de vários Mercados Municipais.(Dois exemplos apenas: Campo de Ourique e Arroios, este, na altura da sua construção, foi considerado o melhor de Portugal).
  42. Construção da Feira das Indústrias.(Na Junqueira; hoje Centro de Congressos).
  43. Construção do Palácio das Comunicações.(Na Praça D. Luiz. Hoje nomeado “Central Station”, está destinado ao Empreendedorismo e à Criatividade)
  44. Criação de várias Escolas do Magistério Primário(Continente e Ilhas).
  45. Construção das Escolas Primárias do Plano dos Centenários em quase todas as Freguesias do País e criação de Cantinas Escolares, adstritas a muitas delas.(Em duas décadas, 1930/1950, passou a taxa de analfabetismo, em valores aproximados, de 73% para 20,3% ; em 1957, apenas menos de 1% das crianças, em idade escolar, não recebia instrução).
  46. Criação dos Liceus Nacionais e dos Liceus Normais (Masculinos e Femininos), em todas as capitais de Distrito e dezenas de outros Liceus e Escolas Secundárias, espalhados por todo o País.
  47. Criação, ampliação e apetrechamento de cerca de quarenta Escolas Comerciais e Industriais, Escolas de Artes Decorativas e Escolas de Regentes Agrícolas.
  48. Construção da Escola Náutica Infante D. Henrique.(Em Paço de Arcos – Oeiras).
  49. Construção da Cidade Universitária de Coimbra.(Novos edifícios: Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral, Observatório Astronómico, Estádio Universitário, Complexo da Cantina onde, para além de uma excelente e moderna Cantina, se inclui a Escadaria Monumental, o Teatro Gil Vicente e as instalações da Associação Académica e ainda todo o reordenamento urbano da Alta).
  50. Construção do Hospital Escolar de S. João.(No Porto; Edifício idêntico ao do Hospital Escolar de Santa Maria, em Lisboa).
  51. Criação da Estação Agronómica Nacional.(Sacavém/Oeiras).
  52. Criação da Estação Nacional de Melhoramento de Plantas.(Em Elvas).
  53. Criação do Laboratório de Física e Engenharia Nuclear.(Na Bobadela – Sacavém, para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação. Portugal tornou-se, então, o 35º País do Mundo, a dispor de tão moderno equipamento científico).
  54. Construção do Aeroporto de Pedras Rubras.(No Porto – Maia, hoje ampliado e com o nome de Francisco Sá Carneiro).
  55. Construção da Ponte da Arrábida(No Porto).
  56. Construção da Ponte Marechal Carmona.(Em Vila Franca de Xira).
  57. Construção dos Aeroportos das Lajes e de Santa Maria.(Nos Açores; com comparticipação estrangeira).58) Construção do Aeroporto do Funchal (primeira fase).
  58. Construção dos principais aproveitamentos hidroeléctricos nacionais, concretizados em dezenas de Grandes Barragens.(Por exemplo os sistemas do Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere e Tejo, incluindo a construção e ampliação, por todo o território, de Subestações e da Rede Nacional de distribuição de electricidade, em todos os escalões).
  59. Construção de inúmeras Obras de Hidráulica onde se incluíram dezenas de Barragens de médio porte para regadio e, nalguns casos, também para a produção hidroeléctrica.(Incluindo a construção de centenas de km de canais de regadio, secagem de pântanos, protecção das margens e correcção de alguns cursos de rios, por todo o Território Nacional).
  60. Construção de mais de 240 Pontes e Viadutos e ainda maior número de Pontões.(Já mencionadas três pontes, itens 15, 55 e 56, mas podemos acrescentar ainda, só a título de exemplo, o Viaduto Duarte Pacheco em Lisboa, a Ponte de Santa Clara em Coimbra; a Ponte sobre o Douro em Barca d’Alva; Pontes de Entre-os Rios, de Chaves, de Santa Clara – a – Velha no Concelho de Odemira, da foz do Dão – hoje submersa, etc., etc.).
  61. Melhoria geral da rede Rodoviária Nacional.(Em 30 anos apenas, entre Estradas Nacionais, Municipais e Caminhos em construção integral – com terraplanagens, pavimentações e reparações – o País foi enriquecido com mais de 21 600 km de Vias de Comunicação).
  62. Melhoria geral de toda a Rede Ferroviária Nacional. (Renovação parcial da via e das viaturas de passageiros e mercadorias; melhoria das passagens de nível, da sinalização, das comunicações telegráfica e telefónica entre Estações e completa modernização de todas as Estações de Caminho de Ferro).
  63. Ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional(Incluindo também a melhoria geral de outros serviços de Telecomunicações: Telegrafia e TSF).
  64. Construção de cerca de duzentas Estações de Correios.
  65. Construção generalizada, por todo o País, de Redes públicas de abastecimento de água potável e Redes de saneamento.(Iniciou-se nesta época, a construção das primeiras ETAR, em alguns Concelhos).
  66. Execução de inúmeras Obras Portuárias por todo o Litoral português.(Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Sesimbra, Sines, Algarve, Madeira e Açores; menciona-se, por exemplo a construção de alguns esporões de protecção da costa, a construção e apetrechamento dos Portos de mar e Molhes, incluindo dragagens; construção de Cais, Docas, edifícios para as Capitanias, Lotas e ainda o apetrechamento dessas instalações com toda a espécie de equipamentos usados na movimentação e armazenagem portuária).
  67. Criação das Bases aéreas.(Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc. incluindo a aquisição no Estrangeiro de um vasto conjunto de aeronaves e equipamentos afins e a criação das OGMA, verdadeira escola de Mecânica fina de elevada qualidade, totalmente dedicadas à Construção e Manutenção de Aeronaves militares)
  68. Renovação da Base naval da Marinha.(No Alfeite; simultaneamente Escola Naval e Estaleiro de construção e reparação Naval onde se construíram e repararam várias dezenas de vasos de guerra de toda a espécie).
  69. Aquisição do Navio Hospital “Gil Eanes”.(O segundo deste nome, o qual constituíu um apoio inestimável à Frota Bacalhoeira).
  70. Criação das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores.(Incluindo a construção de centenas dos respectivos edifícios).
  71. Construção de novos Hospitais e Sanatórios e beneficiação dos antigos.(Apenas dois exemplos, dos muitos construídos por todo o País: a construção do Hospital Rovisco Pais – Leprosaria – na Tocha com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha, aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito; construção do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid – próximo de Coimbra – com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha).
  72. Criação e implantação do Plano de colonização interna.(Permitiu grandes desenvolvimentos agrários em várias zonas do País, quase desabitadas e improdutivas. Um exemplo: Pegões, onde se aproveitou também uma doação do benemérito Rovisco Pais. Todos os colonos recebiam gratis, para além de uma casa de habitação, terreno para cultivar, sementes, algumas alfaias agrícolas e apoio pecuniário nos primeiros anos de instalação).
  73. Construção de dezenas de Palácios da Justiça, de Casas dos Magistrados e remodelação de muitos Tribunais.
  74. Construção de diversos Edifícios Prisionais, Prisões – escola e Residências de Guardas Prisionais.
  75. Construção das Centrais Termoeléctricas do Carregado e do Funchal.
  76. Contam-se por muitas centenas, as obras de recuperação efectuadas em Castelos, Igrejas e Catedrais, Museus e outros Edifícios e Monumentos Nacionais, Parques e Jardins.(Um pouco por toda a parte incluindo, geralmente, também as respectivas áreas envolventes.De referir ainda a construção de dezenas de Estátuas, Bustos e outros Monumentos evocativos de Grandes Portugueses e Assuntos Pátrios notáveis, que hoje adornam muitos locais públicos).
  77. Construção e guarnição dos Postos de Controlo Fronteiriço e Alfandegário ao longo de toda a Fronteira terrestre e junto aos Portos de mar e Aeroportos.
  78. Construção de diversos Silos, de grande capacidade, para o armazenamento de cereais.
  79. Construção de diversos Quartéis de Bombeiros.
  80. Construção de diversos Mercados Municipais.
  81. Construção de mais de uma centena de Bairros Sociais por todo o território.
  82. Construção de mais de uma dezena de Edifícios dos Paços do Concelho e construção do edifício da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal(Complementarmente, quase todos edifícios dos Paços do Concelho existentes foram remodelados ou ampliados).
  83. Criação dos “Livros únicos” para os Ensinos Primário e Secundário.(Esta medida proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época. Mais de 60 anos passados, após a primeira edição dos três primeiros Livros de Leitura do Ensino Primário, eles continuam a ser procurados nas sucessivas edições que o mercado reclama, porque a sua inegável qualidade, os mantêm valiosos e úteis).
  84. Criação das Pousadas de Portugal.
  85. Criação da FNAT.(Hoje INATEL).
  86. Construção de diversas Colónias de Férias para crianças.(Em Viana do Castelo e na Gala – Figueira da Foz , para só citar duas).
  87. Construção do “Portugal dos Pequeninos”.(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)
  88. Construção da Creche/Infantário Ninho dos Pequeninos.(Em Coimbra; uma obra muito apoiada pelo Dr. Bissaya Barreto)
  89. Construção de diversas Casas da Criança.(Espalhadas pela Região Centro e também sugeridas e apoiadas pelo Dr. Bissaya Barreto).
  90. Instituição do ABONO DE FAMÍLIA, para todos os filhos de pais assalariados.
  91. Instituição da ADSE
  92. Aplicação  efectiva e geral da Semana de Trabalho de 48 horas.
  93. Construção de vários Quartéis militares.(Por exemplo, Adidos da Força Aérea no Lumiar, Lisboa – hoje Hospital da Força Aérea, Comandos na Amadora, Caldas da Rainha, Viseu, Braga, etc.). De salientar também a ampliação e remodelação dos edifícios e apetrechamento de todos os Quartéis já existentes incluindo até, em alguns casos, a construção de habitações para Oficiais e Sargentos e suas Famílias).
  94. Desenvolvimento e apetrechamento sofisticado da Manutenção Militar, dos Hospitais Militares, do Laboratório e Farmácia Militar e também das Fábricas de Armas, Munições e Explosivos militares.(O fabrico nacional de variado material de guerra, de veículos específicos, navios para a Armada e até de aeronaves, veio permitir o desenvolvimento de capacidades e tecnologias muito avançadas para a época tornando assim possível, a exportação de produtos de alto valor acrescentado: Fábricas em Braço de Prata, Moscavide, Bracarena, Oeiras, Tramagal, Alverca, etc.).De referir aqui, igualmente, o esforço continuado, ao longo dessas quatro décadas, para melhorar e modernizar o Ensino e o Treino militar: Academia Militar, Escola Naval, Academia da Força Aérea, Navio Escola Sagres, Escolas de Pilotagem de Aviões – Aveiro, Sintra, Ota – Escolas de Fuzileiros Navais, Marinheiros, Pára-quedistas, Infantaria, Artilharia, Comandos, etc.: Vale de Zebro, Vila Franca de Xira, Mafra, Tancos, St.ª Margarida, Lamego).
  95. Acolhimento fraterno e seguro, prestado pelo Estado Português a inúmeros refugiados de guerra.(Entre os quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento e segura protecção, dotou adequadamente a Fundação que tem o seu nome, a qual tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses, há mais de cinco décadas a esta parte, nos mais diversos ramos do Saber, da Arte e da Cultura).
  96. Concessão, pelo Estado Português, de apoios diversificados a muitos dos investidores privados nacionais e estrangeiros (grandes e pequenos) que, pelas suas iniciativas, criaram ou desenvolveram empreendimentos de vulto e dos quais resultou Pão, Trabalho, Formação, Segurança e Apoio a milhares de famílias portuguesas, apoio traduzido na criação de Bairros operários, Escolas, Creches, Cantinas, Postos Médicos, Colónias de Férias, Clubes de Futebol, Serões para Trabalhadores, etc.(Exemplos de Organizações e Indústrias então criadas, desenvolvidas ou introduzidas em Portugal: Siderurgia Nacional, Cuf, Lisnave, Setenave, Mague, Sorefame, Cometna, Fundições, Carris, Duarte Ferreira – Tramagal, Indústrias de Camionagem, de Montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, Fabrico de  Pneumáticos e Componentes mecânicos para Automóveis, Sacor, Cimenteiras, Construtoras Civis, Casa do Douro, Têxteis da lã e do algodão, Confecções, Fabrico de Fardamento Militar, Curtumes, Calçado e Chapelaria, Fósforos, Cordoaria, Agro-Alimentar, Indústria Conserveira, Moagem de cereais, Nestlé, Indústria Vidreira, Indústria Cerâmica, Philips Portuguesa, Standard Eléctrica, Siemens, Efacec, Indústrias de Cabos Eléctricos e de Motores eléctricos, Indústrias do Papel, Exploração Mineira, Indústria Farmacêutica, Companhias de Navegação, Grandes empreendimentos Hoteleiros e tantas mais). (Fonte Portadaloja)

Comparando com a actualidade, constatamos que 44 anos depois da “ditadura”, temos um país que, mesmo com a herança em património e dinheiro deixado pelo Estado Novo e  milhões de euros de  apoios da  CEE,  desde a nossa adesão em 1985:  já faliu 3  vezes a caminho do tetra;  tem mais quilómetros  de autoestradas por habitante que o Reino Unido ou Alemanha para ter muitas às moscas;  fechou escolas por todo o continente para fazer o Parque Escolar que inflacionou em 450% sem estar sequer concluído; tem uma Expo 98 com milhões de prejuízo e luvas; tem um Euro 2004 com milhões de prejuízo, e também com luvas; um Metropolitano de Lisboa, Casa da Música e Casa do Cinema no Porto, Centro Cultural de Belém em Lisboa inflacionados e com luvas;  tem uma Ponte Vasco da Gama com um contrato ruinoso; não tem um TGV  mas terá de pagar indemnizações por isso; tem um aeroporto em Beja para aterrar gaivotas; destruiu de forma  massiva o tecido empresarial onde só 2 empresas têm mais de 1000 empregados quando em 1974 eram 71; destruiu o sector das pescas e agricultura; aumentou o desemprego; cobra ao contribuinte rendas colossais  de negócios suspeitos com privados;  encerrou  serviços  indispensáveis às populações isoladas e envelhecidas criadas pelo Estado Novo. Como é isto possível?

A verdade é que, com  a liberdade e democracia, chegou também os gatunos da Nação. Uma estirpe de gente sem escrúpulos, vestida de fato e gravata, que em nome da democracia se  apropriou do erário público como se fosse deles, saqueando e destruindo sem pudor.  Enquanto estes enriqueceram, o país foi emprobrecendo. Sob a falsa propaganda de que hoje se vive melhor, ficamos todos manietados a dívidas de créditos ao consumo, dívidas soberanas pagas com aumentos brutais de impostos todo os anos, salários miseráveis  e muitos subsídios do Estado que nos torna dependentes, só para lhes eternizar o poder.

Num país que está no ranking dos que mais cobram impostos, não é aceitável morrer-se por negligência do Estado só porque simplesmente este se demitiu de cuidar e proteger seus cidadãos. E se isso acontece, não é porque agora Centeno resolveu cativar mais do que qualquer outro no passado. É sim,  porque ao longo de décadas até aos dias de HOJE, ainda não se parou de roubar ao cidadão, desviando verbas essenciais vindas dos impostos, para encher os bolsos dos de sempre –  políticos, empresários, banqueiros e amigos do sistema – em detrimento da Nação.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

 

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5 comentários em “Um País em ruínas”

  1. “Como explicar, então, que os povos, ainda hoje, acreditem na Democracia? – Possivelmente porque o homem ouve, complacentemente, os que o convencem que ele é mais do que é e lhe prometem mais do que pode ter.” (in A DEMOCRACIA FALIU?, por Jean Bayle, pág. 11, Livraria Clássica Editora – 1949).
    Obrigado, Cristina, por este excepcional artigo tão bem documentado.

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    1. « o homem ouve, complacentemente, os que o convencem que ele é mais do que é e lhe prometem mais do que pode ter.»?
      Os únicos que se consideram mais que o que são na realidade, são os ricos, a quem ninguém prometeu nada mas que arrecadam tudo ou quase tudo. Porque têm as leis à sua disposição, leis que fabricam graças aos políticos que corrompem, com o dinheiro que obtiveram da exploração sem controlo da economia. A Economia, no sistema económico existente, é que comanda a Politica.
      A Democracia só beneficia os que a corrompem, na impunidade absoluta que esta lhes confere.
      Os mais desfavorecidos pagam imediatamente o roubo dum pão. Os abastados, nunca pagam.
      A Democracia é o menos mau dos sistemas, com a condição que ela seja para todos.

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  2. Lamento que a Cristina Miranda tenha censurado o outro comentàrio, embora seja normal para alguém que aparentemente apreciou o Estado Novo, com tudo o que isso representou para os Portugueses durante meio século. Porque o Estado Novo foi mais alguma coisa que aquilo que escreveu. Foi o terror da policia politica e da ditadura, entre outros.

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