Isabel Moreira: As unhas que podiam ser dos pés

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Há deputados no parlamento português, ou jardim zoológico, fica a vosso cargo escolher tal charada social, que podiam coabitar junto com espécies altamente exóticas e intrigantes! Jerónimo de Sousa podia coabitar com dinossauros, Catarina Martins com sapos e chinchilas, Galamba com camarões, enfim.. uma enormidade de escolhas sem fim que nos leva por fim à nova espécie rara do Parlamento: Isabel, a Moreira. Moreira não é um nome dinástico, mas podia, não é nome de verniz cor de rosa, mas podia, é sim o nome de uma deputada do PS que podia estar num sub-capitulo de um artigo do esquerda.net sobre acampamentos e introdução a rituais satânicos. Infelizmente é hoje a categoria de deputados que temos a “representar”, o povo português. Digo e admito, Isabel Moreira não me representa, pode representar uma franja do eleitorado do Bloco que gosta rodas humanas de cócoras altamente discutíveis,  mas a mim não.

Obviamente que grande parte da comunicação social divulgou a notícia, ao menos isso, mas não fez disso um escândalo de maior. Repare-se num entalhe importante, se fosse Assunção Cristas- claro que é um cenário imaginativo, a classe da senhora é diferente de outras criaturas- ou outra mulher da direita, ou até um homem que goste dessas aventuras- não censuro- a grândola vila morena estava ao rubro, o Daniel Oliveira do Bloco estava com espasmos emocionais, a Clara Ferreira Alves deixava o “caviarismo” de lado e toca de fazer barulho. Mas não, como é a esquerda bem pensante, “intelectual”, dona da razão e de universos paralelos adjacentes, controladora e influenciadora de muitas redacções, o escândalo é minimizado.

Aliás, para “amantes”, ou pelo menos para a musa mor do reino do nosso ex-primeiro-ministro, aquele que viveu do dinheiro do amigo em Paris, diz o seguinte:

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FONTE: Twitter da Câncio

Como se vê, não existe problema por parte de quem manda nas estruturas de comunicação social  e política. Fernanda Câncio, a distribuidora de sociologias de ciências sociais ocultas, apoia a amiga. O Mundo é colorido, tem vários arco-íris e somos todos iguais. Daí esta gente navegar em águas que nós, comuns mortais comparados com esta gente chique e caviar, não navegamos. A falta de respeito para Fernanda Câncio era um deputado do PSD ou CDS chamar fascista, e com razão, a deputados do PCP,  enquanto que o contrário é mais que frequente e não se pode contra argumentar. Para Câncio, é ainda normal o Primeiro-Ministro tratar a língua portuguesa como trata os chinelos de praia. Pisa. Corre e anda em cima dela.

Daí tanta tolerância ao pintar de unhas- talvez um dia haja aulas privadas para o Dr Costa- se existe uma criatura que nem falar sabe, como querem que a pintura seja alvo de crítica. Afinal, tudo é uma construção social.

Mauro Oliveira Pires

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