O Último Bordel do Regime

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Agora que a UE e o BCE obrigaram a colocar um freio nos dentes da CGD, a PT que foi à vida, a EDP e a ANA em mãos estrangeiras, os CTT privatizados, e a CP e o Metro debaixo de um garrote financeiro imposto pelas exigências do cumprimento do tratado Orçamental, são cada vez menos as empresas que podem funcionar como albergues do regime.

Há no entanto uma, que apesar de todas as restrições, continua a aguentar, irredutível, cabendo-lhe cada vez mais o papel de empresa do regime, o bordel do regime: a RTP. Controlar Informação e os meios de seu acesso, é poder, e nenhum regime que se sustenta no controlo da populaça, se pode dar ao luxo de abrir mão desse poder.

Em 14 anos, foram retirados aos bolsos dos contribuintes portugueses 5 mil milhões de euros, para sustentar aquela que é actualmente uma das empresas públicas menos útil, menos necessária, e como tal, a mais parasitária da nação.

Um antro de lambe botas das nomenclaturas, uma prateleira de boys, “generais prussianos”, e avençados do regime.

Sobre a RTP, porque ainda existe esta empresa, o que vale, para que serve, a quem serve, porque a querem manter, e quem a quer manter, são matérias por demais conhecidas, e tão evidentes, pelo que não perderei tempo a abordar essas vertentes.

Porque estamos a falar de uma soma considerável de dinheiro público, dinheiro confiscado aos bolsos dos portugueses, irei simplesmente dar-vos alguns exemplos da grandeza que 5 mil milhões representam, e o que o país poderia ter realizado em 14 anos com esse dinheiro.

Cinco mil milhões, representam quase 3% do PIB médio desse período.

Cinco mil milhões teriam dado para construir, equipar e pagar na totalidade toda a despesa equivalente a 6 hospitais centrais como o novo hospital de Braga, que é a unidade de saúde mais moderna, mais eficiente, mais produtiva, e com os melhores indices de qualidade e satisfação dos utentes do país.

Cinco mil milhões, para a malta de Coimbra, de onde sou natural, dariam para construir o equivalente a 12 autoestradas entre Coimbra a Viseu, que eliminaria em definitivo o IP3, que é a estrada mais sinistrada e mortal do país, daria para construir mais uma serie de pontes sobre o Mondego, daria para construir o Metro de Superfície com ligação à Lousã, um novo palácio da justiça, daria para construir um enorme e moderno aeroporto internacional em Coimbra ou na Figueira da Foz, construir uma série de resorts com campos de golfe ao redor da Figueira da Foz e Coimbra, e transformar a zona numa área com turismo todo o ano. Daria para construir um enorme parque eólico ao longo de toda a costa da zona centro e tornar todo o pais totalmente independente de combustíveis fosseis, daria para alargar e construir uma nova e moderna zona industrial na Costa de Lavos, na margem sul do Mondego, construir um nó de acesso directo da zona industrial à A8 e construir uma linha de caminho de ferro de ligação directa ao parque industrial, e dali ao porto da Figueira da Foz, e em ligação a Espanha e a toda a Europa, e criar ali um enorme e atractivo pólo industrial de nível europeu com acesso directo a porto de mar, linha férrea e auto estradas, para dar emprego aos formandos do campus universitário de Coimbra, que actualmente são obrigados a abandonar a região, por inexistência de empresas e de postos de trabalho nas suas áreas de estudos. Daria para tudo isto, e ainda sobravam uns trocos para o Manel Machado, presidente da CM Coimbra, poder mandar lavar os contentores do lixo de vez em quando, limpar as ervas e reparar alguns dos buracos na calçada das ruas desta cidade.

Cinco mil milhões, daria para criar todo um sistema de aquedutos e transvazes captando a água que actualmente é desperdiçada para o atlântico, na foz do rio Minho e rio Douro, conduzido-a só até pela força da gravidade, para a barragem da Aguieira, dali para a barragem de Castelo de Bode, e dali para a Barragem do Alqueva, e do Alqueva para todas as restantes pequenas barragens do Alentejo e Algarve, e daria para criar um sistema de irrigação de TODO o sul do país,que passaria a poder utilizar todos os terrenos agrícolas em produtivas culturas de regadio, transformado o sul do pais numa potência de produção, e produtividade agrícola, e gerando criação de novas empresas de processamento de alimentos, mais exportações, mais postos de trabalho, e tornaria positiva a nossa balança alimentar, que é deficitária.

Cinco mil milhões daria para armazenar e aproveitar todos os os excedentes de agua que existem no norte do país, e que actualmente são totalmente desperdiçados para o Atlântico, e resolver em definitivo os problemas de falta de agua que o pais tem, durante o verão, e em particular nas zonas do sul.

Cinco mil milhões, dariam para construir 4 novos e moderníssimos aeroportos de Lisboa, e ainda sobrava dinheiro para a construção de uma ponte directa e uma auto estrada/avenida em viaduto, a ligar directamente o aeroporto ao Barreiro, Seixal, Almada, e Caparica e ainda sobravam uns trocos para construir um moderno cais no novo aeroporto do Montijo e para a Transtejo comprar uma grande frota de modernos e rapidíssimos “Jetfoil” para fazer a travessia entre o novo aeroporto e a praça do comercio, a zona da Expo, Belém e Cascais e Vila Franca de Xira..

Cinco mil milhões daria para a construção total de toda a rede nacional de TGV e para as linhas de ligação à Espanha e restante Europa, e dada as comparticipações a fundo perdido que a UE ofereceu para estas obras, dos tais cinco mil milhões, ainda sobrariam 1,5 mil milhões que dariam para construir 15 mil apartamentos de habitação de custos controlados em Lisboa, e comparticipar na reconstrução e recuperação de TODOS os imóveis degradados, devolutos, desocupados, ou com fachadas degradadas, em Lisboa, resolvendo em definitivo a totalmente o problema de habitação da capital, e tornando-a em simultâneo numa cidade esteticamente e visualmente limpa e com todos os seus imóveis conservados e de cara lavada

Cinco mil milhões, dariam para construir 300 novas alas de pediatria do Centro Hospitalar de São João, no Porto. A tal que o governo já anunciou por 5 vezes que iria construir, desde fins de 2015 até hoje.

Cinco mil milhões, dariam para, construir todos os complexos residenciais necessários, em todas as cidades com universidades e politécnicos, com 250 mil quartos individuais, e providenciar habitação de forma gratuita, ou a preços acessíveis, para TODOS os alunos que estão matriculados no ensino superior que se encontram estão deslocados das suas áreas de residência.

A aplicação dos 5 mil milhões de euros que a RTP torrou em 14 anos, na construção de 250 mil quartos/residências para estudantes do ensino superior, se fossem alugados a 300 euros mensais (ainda assim um valor abaixo dos valores que pagam aos privados e com melhores condições) iria gerar uma receita de 900 milhões de euros anuais, que após retirada a parte necessária para a manutenção e conservação dos edifícios dessas residências, a restante receita poderia ser toda canalizada para investir nas universidades, tornando ao fim de alguns anos, a nossa rede de universidades e politécnicos no que de melhor se encontraria no mundo, em instalações, em meios, em equipamentos, em laboratórios e centros de investigação a produzir conhecimento e formação de excelência.

Para além de resolver em definitivo o problema de habitação dos estudantes, tb teria criado centenas de milhares de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, e libertava para o mercado de arrendamento familiar, os imóveis privados que actualmente estão arrendados a preços proibitivos a estudantes, aumentado a oferta nesse segmento e fazendo por essa via baixar as rendas médias nesse mercado.

Cinco mil milhões, em conjunto com comparticipação das autarquias locais, teriam dado para construir mais de 250 mil habitações de qualidade por todo o país, assegurando em definitivo que hoje TODOS os portugueses teriam no mínimo um tecto condigno onde habitar, e a custos controlados. Teriam ainda por essa via, criado centenas de postos de trabalho na construção civil, e nas empresas de produção de materiais de construção, reduzindo o desemprego, e evitado que muitos milhares de portugueses tivessem emigrado.

Cinco mil milhões daria para criar um sistema de ensino obrigatório até ao 12º ano, com todos os livros, alimentação e transportes públicos totalmente gratuitos, assegurando que todos os portugueses, no mínimo, conseguissem estudar para obter um diploma com formação em alguma area técnica e profissional, com equivalência ao 12º ano de escolaridade, e subsequentes cursos médios de especialização em cooperação e em co financiamento comas empresas, criando a mão de obra mais bem formada, mais habilitada, mais especializada, de toda a União Europeia, o que nos tornaria no mercado de trabalho mais atractivo de toda a UE, em termos qualidade competências e capacidades da mão de obra.

Cinco mil milhões de euros, daria para pagar 17 vezes a totalidade de aquisição de novos comboios que a CP necessita, para poder servir condignamente todas as linhas que opera e todos os utentes dessas linhas. Sim, ouviu bem, daria para pagar 17 vezes TODOS os comboios necessários para servir o país.

Cinco mil milhões, teria dado para pagar 2,5 vezes a totalidade da dívida acumulada da CP, libertando definitivamente a empresa desses garrote financeiro, daria para construir linhas de ligações ferroviárias modernas a TODAS as capitais de distrito, comprar modernos comboios Alfas pendulares, e modernas composições regionais, para servir TODO o país.

Cinco mil milhões daria para ter coberto todo país com uma rede ferroviária, e com o que de mais moderno há no mundo. Daria para termos actualmente o melhor serviço, o mais moderno, e a mais eficiente empresa ferroviária de TODO O MUNDO.

Cinco mil milhões daria para construir mais 4 pontes a ligar Lisboa à margem sul, mais 2 pontes a ligar Porto a Gaia, outras tantas em Viana do Castelo sobre o Rio Minho, mais duas em Coimbra sobre o Mondego, uma a ligar directamente Setúbal à península de Tróia, e ainda sobrava dinheiro para modernizar e requalificar toda a zona das praias da serra da Arrábida, construindo uma bela e arborizada avenida em via dupla, criação de equipamentos, estacionamentos, acessos condignos, tudo com as mais modernas técnicas de desenho paisagístico, com construção, devidamente enquadrado com a paisagem e a natureza envolvente, com a criação de zonas para construção de resorts com unidades hoteleiras de topo, tornando aquela zona numa das mais atractivas e belas zonas turísticas de toda a Europa, enorme fonte de postos de trabalho e de receitas para a região e para o país.

Cinco mil milhões daria para retirar o porto de contentores de Lisboa e de Setúbal, e eliminado todo o tráfego de navios mercantes e altamente poluentes, do Tejo e no Sado, , requalificar toda a área ribeirinha da capital e de Setúbal, retirar toda a industria pesada e poluente da zona de Lisboa e de Setúbal, e transferir tudo para Sines, alargar e modernizar totalmente o porto de Sines, tornando-o num dos mais modernos, eficientes e movimentados portos comerciais da toda a Europa, construir uma moderna, totalmente equipada zona industrial, com os meios necessários para produção local de energia renovável, e oferecer terrenos e energia a custo zero às empresas, para atrair para Sines grandes empresas mundiais da industria química e da manufactura pesada, transformando Sines num dos maiores pólos industriais de toda a Europa, e ainda daria para terminar de construir uma ligação em auto estrada do porto de Sines até Espanha, e construir em paralelo uma linha de caminho de ferro exclusivamente dedicada a transporte de mercadorias e outra só de passageiros, ligando Sines directamente a Espanha e a toda a Europa.

Cinco mil milhões, teriam dado para todos estes projectos, e muitos mais, criando centenas de milhares de postos de trabalho, produtivos, utilizando esses dinheiros para criar projectos verdadeiramente estruturantes, criadores de riqueza, reprodutivos, criadores de bem estar, ao invés de terem sido gastos a alimentar uma das maiores inutilidades parasitárias do regime.

Estes são só alguns exemplos de projectos, que apresento como sugestão, como alternativa à RTP, mas existem muitos mais que seriam igualmente possíveis e bem mais úteis e necessários.

Cinco mil milhões, dariam para tudo isto, e muito, muito mais, e ainda sobravam uns trocos, mais que suficientes para fechar a RTP, despedir toda a corja parasitária que lá existe, pagar-lhes as habituais lautas indemnizações, e igualmente importante, é que tudo isto seria pago a pronto, sem ser necessário fazer aumentar a dívida pública. Para tal, bastaria somente desviar da RTP a Taxa de Audiovisual e todas as injecções de capital e transferências do OE que o Estado, vulgo contribuintes, andaram a fazer, ao longo dos últimos 14 anos, e canalizar esses montantes para os projectos que mencionei.

Se fechassem a RTP, continuaria a pagar de bom gosto a Taxa de Audiovisual, se me garantissem que tais receitas, poupanças e impostos fossem canalizados para os projectos que em cima mencionei, ou para outros similares, desde que fossem projectos verdadeiramente estruturantes, fomentadores de criação de riqueza e geradores de postos de trabalho sustentáveis.

Não me importarei de pagar impostos desde que bem aplicados. Importo-me sim, é de ver os nossos impostos, a serem mal gastos, e desbaratados em projectos e areas que nada produzem, nada acrescentam, nada valorizam, nada melhoram as vidas das populações, a não ser acrescentar despesa inútil ao país.

Governar e gerir, é tomar decisões e fazer opções, de alocação de meios que são finitos. É ter que definir prioridades, e escolher a quais dessas prioridades se dará resposta, e saber perceber o que é mais importante para uma empresa ou um país, naquele dado momento.

Nas minhas opções, a RTP jamais irá figurar numa listagem de prioridades, ou necessidades. A RTP já foi em tempos útil e necessárias, mas já não o é mais. As realidades alteram-se e evoluem, e não se pode ficar parado no tempo e permanecer agarrado ao passado. Mais ainda quando isso nos está a custar milhares de milhões de euros em impostos.

O país actualmente já não precisa da RTP para nada. Absolutamente nada. E muito menos “esta” RTP. E o que não falta são outras necessidades bem mais prementes, bem mais necessárias, mais mais úteis para as populações e para a nação.

E não me venham com a falácia do Serviço Público, pois a RTP não faz absolutamente nada que as estações privadas não estejam a fazer melhor, de forma mais eficiente, e bem mais barata para os contribuintes.

O melhor “Serviço Público” que um qualquer governo poderia prestar à nação, seria decretar o encerramento ou a privatização da RTP, e assumir perante a nação, a canalização das poupanças e das receitas da taxa de audiovisual, para a execução de projectos dentro das premissas e objectivos que em cima referi. Este sim seria um enorme acto de serviço público, por oposição à situação actual, que mais não é que uma situação de parasitagem do público e do estado, sobre a nação.

Não, não me importo de pagar impostos. Não quero é estar a pagar para sustentar inutilidades, parasitagens, esbulhos, desperdícios, albergues de boys, pasquins, nem bordeis dos avençados do regime.
Como é claramente o caso a RTP.

Rui Mendes Ferreira

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