Afinal, era Passos Coelho que unia o PSD

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O título deste artigo já não é novo. Desde o anúncio da sua saída que o PPD/PSD- que passou somente a PS”D”, com Rio- basicamente sofreu uma implosão interna e externa. Implosão porque para se ser líder não é necessário que as purgas internas se tornem externas para ganhar calo e “respeitabilidade” de quem está abaixo de nós. Para se ser líder, é necessário chegar, erguer as tropas e preparar para a batalha de uma das eleições legislativas mais importantes em 44 anos de democracia, pois, a Democracia liberal em Portugal está ameaçada por três partidos marxistas, trotskistas e neo-comunistas. Está ameaçada, porque é uma democracia de governação à vista e sem rumo definido, lançando flores eleitorais e belos prazeres pelas clientelas habituais do PS para que a consolidação do poder seja total.

Rui Rio chegou e com um plano muito bem definido, não para o PSD, não com uma estratégia liberal e nova que colocasse António Costa num canto isolado com as suas políticas do passado, mas sim um plano para tornar um partido reformador como o PSD como uma mera lápide de apoio ao Partido da maçonaria, ao Partido da bancarrota e dos interesses múltiplos e variados. Rio não tem plano e muito menos carisma para liderar um Partido. Rui Rio é competente nas contas? Claramente, mas não chega, um político moderno tem que ter um discurso fresco, aberto e fácil de entender não enganando o eleitorado, chegando ao seu coração e aumentando o seu grau de emoção, tal como fazia Sá Carneiro.

Rio a nível argumentativo não se separa de António Costa, é monótono, faz até pior que o Bloco de Esquerda, colocando taxas em tudo onde se mexe. Se Catarina quer taxar o imobiliário, Rio devia ser o primeiro a opor-se colocando o livre mercado, a livre concorrência deixando o mercado em si funcionar, não o distorcendo com mais uma taxa ou outra. Rio fez diferente do que um líder de direita liberal, que o PSD precisa, deveria ter feito, foi mais esquerdista que o PS, que logo entalou o PSD e o Bloco de uma vez. Estratégia bem oleada de Costa e dos seus companheiros. Xeque-Mate.

Quando o PSD tinha um líder, Pedro Passos Coelho portanto, as purgas internas da ala esquerdista e socialista do PSD não descansaram até colocarem o líder da direita portuguesa do Pós 25 de Abril no chão, de rastos, cansado e com espinhos por tudo o quanto era canto. A vida pessoal de Pedro Passos não ajudou, parte do Partido também não, saiu com glória porque o País é hoje mais sustentável que era em 2011, mas que cujo trabalho está constantemente ameaçado por irresponsáveis que nem a tabuada sabem de cor. Saiu com glória porque, mesmo com erros de percurso, como todos tem, teve a espinha dorsal necessária para que, mesmo isolado de todos,  o barco chega-se a bom porto. Isto é um líder, e ser se líder não se aprende nos livros, nasce-se! E com o passar dos largos anos, a experiência normal da vida molda-nos para algo mais.

Passos Coelho faz falta por isto, mas também pela institucionalidade que transmitia, não só na posse, como na fala, mas igualmente no gesto. A simplicidade é das melhores coisas na vida, seja no homem ou na mulher e o Pedro tinha-o. Ser um Primeiro-Ministro contra o sistema e salvar Portugal de si próprio, da sua camisa de forças, é um feito hercúleo que muitos hoje não dão importância mas que no futuro o País retribuirá e não está muito longe disso. Rio tem os dias contados no reino laranja, por ser socialista, iliberal e com tiques ditatoriais. Faz falta serenidade, e só um homem o pode trazer.

A urgência de trazer de volta Passos Coelho não se prende só por isto, prende-se pelo próprio estado da III República que está perto do fim. Do fim pela corrupção partidária de PS e PSD, pelos interesses misturados entre política e justiça e o fraco ímpeto reformista que a própria Economia Mundial dentro de pouco tempo nos mostrará que continuamos presos por pinças. Portugal precisa de estabilidade, e só o consegue com um Homem, não com políticos da velha guarda que não aprenderam que estamos em pleno século XXI. E sim, podem me criticar por falar de Passos, não me importo, quem ganhou as eleições de 2015 só tem que ter este destaque.

 

Mauro Oliveira Pires

 

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