Precisamos de Liberalismo rock “n” roll em Portugal

Portugal é um país tremendamente sui generis, tem um Partido Comunista agreste por fora, e, por dentro, afável nas negociações – o ex-ministro da Economia de Passos Coelho, Álvaro Santos Pereira, escreveu no seu livro que a CGTP, braço armado do PCP, nas negociações no tempo do resgate financeiro contribuía de bom agrado nas negociações laborais, e, quando abandonava a sala, alterava o seu discurso para agradar aos seus eleitores da luta eterna dos camaradas – portanto, um PCP com poder na estrutura do Estado, capaz de parar um país, e um povo (8%) que vota nisto! A Europa de leste sabe o que é o comunismo e não vota em ditadores disfarçados. Para além disso, temos um Bloco de Esquerda, do chamado “NeoComunismo”, onde tal partido é claramente a favor das liberdades individuais de cada um, e muito bem, mas depois banaliza-os com discursos histéricos, mal estruturados, de ódio, colocando as chamadas “minorias” e outros indivíduos de orientação sexual diferente numa situação ridícula.

Depois temos o partido do regime, que controla os pilares essenciais da nação: a comunicação política, social, a Maçonaria e as faculdades de pensamento económico, social do seu lado, marxizando o ensino e criando futuros robôts votantes de tal agremiação partidária, o PS. É o partido “impoluto” com toques de sagrado, pois arruinou a economia do país três vezes em 44 anos – com três pré-bancarrotas – permanecendo em modo vítima perante um povo que é claramente da área das humanidades e não das matemáticas. O partido da subtracção, do sumir, das contas de sumir, de sumir com as nossas vidas actuais e futuras hipotecando-as com contas de somar, somar em dívidas, impostos e menos liberdade económica de gerarmos recursos de modo livre em prol da prosperidade para Portugal.

Por fim, temos a “direita”, um conjunto de Partidos Sociais Democratas que pouco diferem do PS no modo de política económica, mas com uma política orçamental diferente, para melhor, mas ao mesmo tempo inconsistente. Uma direita que devia ter como pilares, ou como matriz fundamental, a propriedade privada, a liberdade do indivíduo e um Estado menor que nos consumisse menos recursos e que o pouco que fez foram paliativos, cujas mãos estavam igualmente armadilhadas no cerne da questão, a Constituição da República Portuguesa claramente socialista e apologista do sector público. A mesma que não deixou Pedro Passos Coelho seguir o seu caminho reformador na sua totalidade, mas, mesmo assim, deixando um património de credibilidade ao país que jamais outro em democracia deixou. Se não queremos o nosso País na corda bamba constante, ano após ano, com remendos ali e acolá, uns pós aqui e outros ali -não falo dos pós da Catarina – falo da maquilhagem, dos retoques orçamentais conjunturais que se fizeram e que se fazem actualmente.

Precisamos de redefinir o que queremos do Estado, porque com esta dimensão e imensidão não conseguimos financiar um monstro que é ineficaz por natureza, mas que por uma razão de pragmatismo tem que existir. Precisamos igualmente de um líder carismático, impoluto, de preferência que saiba o que é o calo do trabalho, que conheça o sector privado e as suas necessidades, que tenha meios – não é preciso ser rico – mas alguém que não surja no jogo político para arranjar os contactos necessários para chegar às empresas de maior dimensão, mas sim reformar o país de cima a baixo sem pedir autorização aos mesmos de sempre, à oligarquia vigente, às famílias do regime e ao partido da bancarrota, o PS.

Um líder político que seja liberal na economia, mas que ao mesmo tempo seja capaz de explicar o que é isto de liberalismo, um líder genuíno que seja capaz de levantar parte da abstenção e reerguer o orgulho de se amar a liberdade individual e económica. Um líder que não olhe para o liberalismo como uma ciência do passado, com filósofos à mistura, o povo não sabe, não quer e não tem a paciência para saber disso, as contas tem que se pagar ao final do mês, e as políticas socialistas do tira e volta a dar são jogadas caras de hoje e amanhã, o futuro constrói-se olhando para o coração das pessoas, não exaltando o pior delas, mas saber falar sem a cartilha de sempre.

O PSD de Rio não é solução, não por este ser uma má pessoa, é um homem competente no seu ofício, mas, aliado à falta de carisma, Rio nada difere de António Costa, zero! Cristas sabe a pouco, tem boas intenções e tem ao seu redor liberais interessantes, mas falta pimenta. Por isso, meus caros, em quem votar? Se Espanha deu oportunidade aos novos partidos, tendo como o Ciudadanos como exemplo, ou Macron em França – não gostando eu muito do senhor, mas adiante – parece-me que a Democracia21, a Iniciativa Liberal e o Partido Libertário são projectos a seguir de perto. Falar mal de políticos é fácil, difícil é agir, e a acção começa no voto.

Mauro Oliveira Pires

 

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