Sobre Pedrógão

Disse o jornal O Público : “Inquérito a incêndio de Pedrógão já tem dez arguidos”.

Desconfiado de tanta “generosidade” e tamanha “produtividade” da investigação e da nossa justiça, fui ler o artigo para ver quem faz parte deste rol de arguidos.

E tal como suspeitava, é tudo “raia miúda”. Não há ali qualquer referência a um único membro do governo, a um único “boy” em cargo de nomeação política realizada pelo actual governo, nem um único Organismo Público.

Tudo pessoas singulares, encontrados mesmo a jeito, para servirem de escapatória para fauna política que actualmente está em funções.

Não há ali um único nome de um ministro, de um secretário de Estado, de um Dir. Geral, de um qualquer executivo público, nomeado pelo actual governo. E, face ao rumo que presenciamos, tudo indica e é cada vez mais garantido, que não irá haver

Está claramente em marcha um processo não de responsabilização, mas de de desresponsabilização, de todos daqueles que em última instância, foram e continuam a ser os legítimos e reais culpados.

Estamos perante um exercício do mais miserável branqueamento de responsabilidades políticas, governativas e executivas, de que há memória neste país.

Claro que podem alguns alegar que os inquéritos ainda não terminaram, e que ainda muita coisa pode vir a acontecer no decorrer destes inquéritos. Mas só em teoria, pois como diz o velho ditado popular: “pelo barulho da carruagem, sabemos de imediato quem lá vai dentro”.

E o que o andar desta carruagem nos diz, é que até ao final deste processo, não veremos nenhum político socialista, nenhum nenhum membro deste governo, nenhum “boy” em cargo de nomeação feita ou afecta ao actual governo, a ser indiciado como um dos responsáveis dos acontecimentos de Pedrógão.

O modus operandi desta fauna, agora está mais refinado. Já não manobram para a culpa morrer solteira, como era seu hábitual procedimento, e tal como está enquistado no regime.

Desta vez o objectivo da fauna governante, é passar a imagem de que não querem deixam a culpa morrer solteira, e por isso o que iremos ver é a culpa a ter que noivar à força e com as noivas erradas e a ir morrer muito “mal casada”.

Vai uma aposta?

Rui Mendes Ferreira

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