” Se não consegues derrotar o teu inimigo, mata-o”, da Rússia com Amor

Este artigo é inspirado no documentário transmitido dia 18 de Junho pelo Canal de História, sobre a ascensão de Vladimir Putin, de criança reprimida, a agente do KGB, Primeiro-Ministro e finalmente Presidente da “Mãe” Rússia.

Nascido em Leninegrado, actual São Petersburgo,  num seio familiar e social como um todo degradado, Vladimir era um ser de pequena estatura, tímido e mediano nos estudos, o comum mortal diz na sua panóplia de certezas que tal criatura não tinha um futuro “risonho”, mas, engana-se! Vladimir Vladimirovitch Putin, cresceu com a vontade e o desejo de poder, sempre o desejou e um dia prometeu que não se ficariam a rir dele, assim o disse e assim o fez.

Foram precisos 47 anos de jogadas de bastidores intensas, divididas como agente mediano destacado na Alemanha Oriental, em Dresden, do KGB, estudos na Rússia, onde foi um excelente aluno e, voltando ao KGB, um carreira de espião que sempre quis mas que cuja estagnação profissional lhe levou de volta para a Rússia onde  os sinos da queda da URSS já tocavam.

Depois de tentar “moderar” o regime, Mikhail Gorbachev tentou modernizar os modos de convivência do Estado com os seus cidadãos, Gorbachev legalizou os anteriores partidos que tinham sido reprimidos e ilegalizados devido ao regime opressor, fascista e assassino, dito de outro modo, comunista, que lhes reduziu a pó. Legalizou outra vez as manifestações e as “conversas” normais de discussão periódicas de todos os feitios, em resumo, Gorbachev repôs o normal de uma democracia madura, a liberdade de expressão.

Depois da queda da URSS, sai Gorbachev e realizam-se as primeiras eleições livres do Ex-Urso Soviético, a Mãe Rússia estava ferida quase de morte, recessão, desemprego galopante e contas externas desequilibradas para terem ideia, em 1999 Portugal(perdoem-me este à parte) tinha um PIB(127,47 Bilhões de Dólares) não muito distante do Russo( 195,9 Bilhões de Dólares), hoje o cenário é muito diferente, a Economia Russa cresceu em média quase 6% de 2000 a 2010 e Portugal uns míseros 0,2%.

Regressando ás eleições, após a queda da URSS, as primeiras eleições livres da Rússia resultaram na eleição de Boris Yeltsin. Depois da passagem de Putin pela Política na sua cidade natal, São Petersburgo, onde foi acusado de roubo de “dinheiro público”, mais de 100 milhões de dólares pois Putin era o “gerador” de contratos e o responsável pela sua execução, os alimentos que deviam ter chegado aos cidadãos nunca chegaram, na altura uma vereadora da Câmara tentou tudo para incriminar Putin, nada conseguiu.

Putin passava pelos pingos da chuva, além disso, a sua experiência no KGB era uma preciosidade para os políticos. Depois da passagem pela política local, o actual Presidente Russo foi nomeado como chefe de gabinete da Presidência de Yeltsin, que cujas boas actuações a desviar a imprensa dos actos de corrupção do Presidente Russo, bastaram para ficar nas boas hostes de Yeltsin.

Vladimir Putin era uma raposa velha, estava perto de conseguir tudo o queria, poder, os conselheiros de Boris apressaram se a ensinar a Putin os “instrumentos” políticos necessários na actuação da política nacional. Com Yeltsin doente, nomeia Putin como Primeiro-Ministro da Rússia, onde poucos meses depois actuava no conflito da Tchetchénia e com mão de ferro. Subia nas sondagens, era adorado, finalmente o pequeno Vladimir tinha atingido o Olimpo, faltava um degrau para ser Zeus, a Presidência.

No ano 2000, Putin é eleito Presidente Russo e acaba a experiência “democrática” Russa. E agora sim, começa a era do Urso renascido das cinzas, a era de Vladimir Putin. Putin desde 2000 que é governante à já 18 anos, com uma interrupção na Presidência devido à Constituição Russa da limitação a dois mandatos consecutivos, aqui entra Dmitri Medvedev que passou a Presidente Russo e Putin  Primeiro-Ministro. Mas desenganem-se, que Medvedev era o chefe do jogo, era o fantoche de Putin.

Todos que enfrentaram o Presidente Russo, como diz o título deste artigo, acabaram no caixão ou perto de Deus nosso senhor. Mais de 30 jornalistas mortos, opositores mortos, um com mais de 5 tiros nas costas como foi Boris Nemtsov, morto perto do Kremlin. Outro foi Alexander Litvinenko, Tenente Coronel do FSB que digamos era um “Polícia honesto”. Uma pessoa que conhecia Putin dos tempos KGB, todos os podres. Litvinenko falou “demais”, em Londres, onde emigrou com a sua família devido à complacência zero que tinha com o regime de Putin.

Alexander fora envenenado em Londres, veneno esse com compostos nucleares só ao alcance de poucos governos, destruiu cada órgão, um a um, até este ficar em coma e morrer 6 meses depois.

O grande problema dos E.U.A, da Europa e do Mundo civilizado não são os brinquedos nucleares e a gordura a mais de Kim Jong Un que Trump domesticou com hotéis e com capitalismo que consolidarão o poder do ditador Coreano mas que, ao menos, podem permitir relativa estabilidade e paz mundial, o grande problema para a paz no Mundo chama-se Vladimir Putin, o criminoso de guerra Russo.

Para Putin, se não consegues derrotar o teu inimigo, mata-o. Simples!

Mauro Oliveira Pires

 

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