Quem Aguenta o País é o Sector Privado Dr.Costa!

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O ajustamento económico Português foi um sucesso relativo, conseguiu-se redimensionar o sector privado como um todo, as consequências mais “negativas” do ajustamento, isto numa análise meramente económica, como o desemprego que se gerou, teve como proveniência mais constante de um sector que era o “sustentáculo” do crescimento da Economia Portuguesa num tempo recente, como o sector dos bens não transaccionáveis, sector esse composto por actividades que quando operacionalizadas geravam divida constantemente, especialmente privada e externa, que cujo crescimento e desenvolvimento foi fomentado por políticas europeias(culpa de quem nos governou, mas também de quem nos emprestou) e públicas de modo irresponsável.

Por conseguinte, todo o quadro de crescimento sustentado que se queira realizar a médio-longo prazo fica completamente rabiscado não só com um crescimento que estava assente em pés de barro(ainda está, mas menos), com políticas fiscais inconstantes e totalmente imprevisíveis e com a criação de regulações e taxas à velocidade de uma toupeira profissional.

O ajustamento económico-financeiro, veio a “atenuar” estes desequilíbrios macroeconómicos estruturais, para pessoas como Catarina Martins, a pequena, Jerónimo de Sousa, o emplastro, e António Costa, o cativador, que disseram que o tal ajustamento foi um total fracasso, segundo declarações não muito longínquas do seu reino “IURD”, hoje beneficiam não só da “limpeza de Passos” como de condições macro internacionais das melhores de sempre mas, mesmo, assim, o crescimento económico português desacelera e a produtividade cai, mera incompetência canhota.

O Governo de António Costa parece aquelas preguiças com obesidade mórbida, que estão sempre à espera que a fêmea faça algo para o estado de coisas mude e estes ficam na árvore com banhos de sol, os de Ibiza são bons pelo que se diz! O Sector privado aguentou e está a aguentar com uma resiliência franciscana a máquina sugadora de impostos de Mário Centeno, o Estado monstruoso e ineficiente mas como preguiça precisa de sobreviver, ainda deixa as formiguinhas passar, mas chegará o dia em que a factura da desgraça socialista nos chegará outra vez por Pombo correio.

Como a paciência já é pouca para escrever sobre socialistas formatados, vamos ao que interessa, dados, números, vamos à representação numérica do sucesso do sector privado português em tempos de dificuldades que ainda hoje perdura. Como são dados mais “científicos” e nem todos são da área económica fiz um mini-glossário de orientação inicial.

⊗ Balança Comercial: A Balança Comercial não é mais que um registo contabilístico onde agregamos a Balança de Bens e de Serviços, que juntas formam o saldo da Balança. Este registo, mede então os fTacluxos de saída(Exportações) e de entrada(Importações).

• Quando o saldo é >(maior) que zero, temos um superávit, portanto as exportações de bens e serviços ultrapassam as importações, pagando-as totalmente.

• Quando o saldo é <(menor) que zero, temos um défice, portanto as importações de bens e serviços ultrapassam as exportações, assim, o conteúdo exportado não paga totalmente as importações e temos que nos endividar(pedir financiamento) para cobrir tal défice, gerando dívida privada.

⊕ Não esquecer que a Balança Comercial está inserida num registo ainda maior que é a Balança corrente, que tem outras componentes, como as transferências da UE para cá e vice-versa, que em conjunto com a Bal. de capital(fica para outra artigo), formam a balança corrente e de capital(ex-balança de Pagamentos), que esta sim, o saldo da mesma influência definitivamente o percurso da dívida privada e externa.

⊕ Mais uma definição adjacente e importante. Como já referi acima, quando exportamos recebemos divisas, quando compramos bens e serviços ao exterior, ficamos sem elas. Portanto, o que recebemos pode pagar a totalidade do que importamos, ou não… Neste cenário criou-se a Taxa de Cobertura que é a divisão entre as exportações pelas importações multiplicando por 100, dando nos a percentagem das exportações que pagam as importações.

Agora estamos em condições para os gráficos! Vamos ao primeiro!

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FONTE: INE

Como as criaturas do Bloco, PCP e PS podem verificar no gráfico acima, os gráficos não são só uns riscos e charadas sociais de acampamentos, são representações gráficas que representam a realidade, muitas vezes incompleta, mas são uma base de trabalho. A partir de 2010 até 2017, o peso das exportações bens e serviços aumentaram o seu peso de forma exponencial, estamos a falar de um valor que representava 25% do PIB em 2009(meados), até mais 44% do PIB em 2017, um aumento em valores relativos de quase o dobro.

O esforço dos empresários portugueses é heróico, pois, não só em ambiente vil conseguem que a balança comercial fique 6 anos seguidos(!) superavitária, um recorde em Portugal, como conseguem alterar o modo como crescemos, em economês, alteraram o nosso perfil de crescimento, que hoje é bastante mais saudável que há 8 anos. Se a nossa média de crescimento neste século foi de 0,3% aproximadamente, hoje crescemos 2%, muito mais portanto.

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FONTE: INE

Neste gráfico, a PORDATA, mostra isso mais atentamente. A Taxa de cobertura, como já viram no glossário acima, é superior a 100% desde 2012, e em tempos de geringonça continua na média das taxas em final de mandato de Passos Coelho.

O que interessa, portanto, é que uma das componentes que sempre manteve a nossa balança corrente com pressão, a balança de bens, essencialmente porque nós “compramos caro” e vendemos “barato”, é das grandes responsáveis pelo nosso atraso de crescimento e por tão fracos desempenhos. A balança de bens já se está a deteriorar outra vez, especialmente a partir de 2017, onde o saldo se agravou mais de 2,5 mil milhões de euros. Agora, imaginem, que o turismo para de crescer… Se não nos reformámos completamente, por mais que o esforço feito do lado dos privados tenha sido notável, voltamos à armadilha de baixo crescimento.

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FONTE: Pordata

Baixo crescimento, como óbvio, porque o Estado não quer a Taxa de IRC a 8%, um projecto fiscal de médio e longo prazo sem alterações de impostos empresariais e com a sua diminuição, tudo isto porque o Estado Português quer continuar a alimentar as oligarquias. Se isto não é Socialismo caviar, não sei o que é.

Quando em Portugal não tivermos a cultura de que o Estado é um mero árbitro, e nem o devia ser, mas sendo pragmático que o seja, que o lugar dele é deixar que o individuo, as pessoas portanto, trabalhem, recebam o seu salário, produzam, consumam e que façam o que querem com o seu dinheiro, então estamos a ir para o caminho da servidão total.

A equação fundamental portuguesa é: Consumam, produzam e poupem.. Está tudo ao contrário! Devia ser poupem, produzam e consumam! Mas meter isto na cabeça de pessoas na política que não sabem criar emprego… Esqueçam!

Mauro Oliveira Pires

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4 comentários em “Quem Aguenta o País é o Sector Privado Dr.Costa!”

  1. O problema para os portugueses é que a maior parte são pessoas incultas e pobres de espirito. Não têm acesso e nem querem ter ao conhecimento dos problemas que os afetam.
    Dêem-lhes futebol e festanças todos os dias que não necessitam de mais nada.
    É o que os politicos da geringonça querem.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Concordo plenaemante com o texto do Mauro Pires. Fica demonstrada a realidade irrebatível da nossa economia. Pena que os Tugas, gostem de ser enganados, de viver no reino da fantasia e acreditam na dialética dos vendedores de amanhãs que cantam.

    Curtido por 1 pessoa

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