Volta Galamba, que estás perdoado

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Em 2011 e em 2013, durante o consulado do anterior governo, ficaram célebres as seguintes frases, proferidas por Victor Gaspar, Ministro das Finanças de então, e por Luis Morais Sarmento, Sec de Estado do Orçamento:

«Não há dinheiro. Qual é a parte desta frase que não entende?» e “qual é a parte de não há dinheiro que não entendeu?”.

A resposta do PCP, e do BE, de então, foi basicamente a seguinte: “se não há dinheiro parem de cortar na despesa e deixem derrapar o déficit”.

Traduzindo: “se não há dinheiro a solução é gastar mais e depois enviem a factura para outros pagarem”. Bem demonstrativo da profunda ignorância e demagogia destas gentes.

Mas, à parte das respostas do BE e do PCP, ficaram igualmente famosas as reações do deputado João Galamba, o então rottweiler de serviço do PS, das quais destaco só algumas:

– “Governo é um “bando de irresponsáveis”
– “o Governo com o congelamento da despesa, está a parar o país e a sequestrar toda a administração pública”.
– “o despacho de Victor Gaspar de congelamento da despesa no Estado, é uma birra do Governo”
– “o congelamento da despesa do Estado, traduz o desnorte total do Governo”
– “o congelamento da despesa no Estado, é uma desconsideração a “a todos os portugueses, e toda a administração pública”
– “atitude inaceitável”, que mostra a prepotência e “terrorismo” deste Governo”
– “Paralisar o país inteiro, como está o governo, não é aceitável”
– “o Governo “não tem ideia do que fazer ao país, a não ser destruir o país”.
– “uma vendeta, uma “irresponsabilidade” e uma demonstração que estamos entregues a um bando de irresponsáveis, que não tem outro objectivo que não seja cumprir orientações da União Europeia”.

Chegados a 2017 e a 2018, após a famosa “viragem da página da austeridade. que nos levou há mais alta carga fiscal de sempre, e a termos já os combustíveis e a energia mais cara do mundo, eis que António Costa, nos brinda com as seguintes frases:

“A ilusão de que é possível tudo para todos, já não existe”
“Não há dinheiro”
“Não tenho os 600 milhões que os professores exigem”
“não temos dinheiro, que quer que faça?”

Até aqui, nada de novo, pois apesar da maior receita fiscal de sempre, o país continua com um deficit nas contas públicas e a dívida pública acumulada não para de crescer.

É o resultado das actuais políticas que têm feito crescer, uma vez mais, as despesas fixas dentro da administração pública, das quais se destacam as despesas salariais no sector público, as pensões das reformas mais elevadas, e as subvenções a políticos e a partidos políticos.

O que é novo, é o silêncio hipócrita do PCP e do BE, ainda que já esperado, pois hipocrisia é algo a que já nos habituaram.

Mas novidade mesmo, é o total e absoluto silêncio, desaparecimento até, do camarada Galamba, e logo agora, quando as suas palavras do passado, tanto se justificavam.

Por onde andas camarada Galamba? Volta, que por mim, já estás perdoado.

Rui Mendes Ferreira

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