O Momento Catarina Martins de António Costa

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Costa parvo
Jornal Público, 2014 visita de Sigmar Gabriel a Portugal

Corria o ano de 2014, António Costa tinha acabado de apunhalar a sangue frio António José Seguro, o líder mais credível do PS da sua história como um todo. O discurso era errático, uma característica peculiar de sua Santidade é que tamanhos pensamentos macro craniais e que, cujas vibrações sensoriais chegam a Marte, coadjuvam com o cata-vento do Presidente Marcelo. Para Costa, em 2014, a Austeridade, esse nome que foi contraído do nome técnico Política Orçamental contraccionista dos macro economistas, era o bicho de sete cabeças essa criatura lendária parecida com o acordar da Catarina às 7 da manhã das segundas feiras.

Em 2015, especialmente em Janeiro, com aquele discurso pró Syriza em que:” O Syriza era o caminho a seguir”, os pensamentos de Costa foram atenuando, com Mário Centeno na elaboração do programa económico do PS e a Agenda para a década que, diga-se de passagem, não durou 5 meses, a feitiçaria de Mário Centeno previa uma expansão dos gastos públicos num momento inicial para, segundo ele, “incrementar o volume do crescimento”, para depois esse suposto crescimento gerar um aumento de receitas para os cofres do Estado e assim diminuir o défice, uma receita da lógica da batata.

Passos vence as eleições legislativas de 2015 em Portugal, o Messias Costa perde em toda a linha, o discurso da loja dos trezentos foi consumido à Cruela de Vil e em modo de cebolada. Depois usurpa o poder, usa duas estacas de nome Catarina e Jerónimo para consolidar o seu poder interno e fazer de moderador do Reino do quintal à Beira mar plantado.

Os ditames das finanças, aqueles números bastante complexos e com processos matemáticos complicados para tamanho cérebro Costista, levaram a que a Comissão Europeia ameaçasse com Sanções à Troika Social Comunista por levar a cabo uma política económica inexistente, estrutural portanto, e uma política orçamental irresponsável. Aqui começaram a dança das cativações, Costa cativou a Europa, Juncker ao pequeno ao almoço, especialmente com um vinho caro, e ainda cativou o povo português, que cuja ignorância não permite ver a realidade como ela é.

Dizem que a realidade é imperfeita, mas as mentiras de Tsipras, a austeridade de Tsipras fez bem à Grécia, hoje é um País com Superávit nas contas públicas, Portugal já não o tem desde 1974, expulsou Varoufakis e regressa aos mercados. Costa repete a receita, mas de maneira errada, porque os cortes que faz são facilmente revertíveis  com o ciclo económico e o aumento de despesa pública em alguns sectores estratégicos para votos, em tempos apertados claro, são uma variável venenosa para nós.

Enquanto boa parte dos Países europeus tem défice orçamental zero ou superávit nas contas, o nosso défice de -3%(com Caixa) é dos maiores da Europa, mas excluindo o efeito Caixa não estamos melhor. Entretanto os beijinhos hipócritas de Costa à Imperatriz Europeia, mulher mais poderosa do Mundo, são mordidas de Naja. Nada que António Costa não saiba fazer, bonito na frente, um oco por trás.

Nem Sócrates faria melhor, se um é Sociopata outro é um ser mentalidade perigosa, muito perigosa. Sim, a Catarina vendeu-se a Costa por 1€, Costa vendeu-se a Merkel por mais uns tostões.

Mauro Oliveira Pires

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