Este Governo é um Lixo

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É todos os dias isto. Notícias atrás de notícias a dar conta de mais trafulhices, de mais roubalheira, de mais corrupção. Um fartote de ilegalidades à descarada a que chamam depois de descobertos, “lapsos e percalços” (estão a gozar literalmente connosco) como se fossemos todos mentecaptos! Não há pachorra para tanto abuso de poder à luz do dia enquanto se movimentam como se tudo isto fosse perfeitamente normal num Estado de direito. Só numa semana (sem mencionar os casos acumulados durante os três anos de governação) foi uma catadupa de acontecimentos vergonhosos que nos coloca ao lado dos países mais subdesenvolvidos! É a indecência a governar como na Venezuela! Siza Vieira é agora o protagonista do “filme” (mais um) onde contracena com Ivo Rosa e António Costa . É isso mesmo. Um no MAI, outro na Justiça, outro como 1º Ministro. Que fantástico!

Esta semana foi a notícia de que António Costa fez especulação imobiliária (sim ouviu bem). Usando o seu status de 1º Ministro comprou a um casal de idosos uma casa no Rato por 55 mil, valor muito abaixo do preço de mercado, vendendo dali a 10 meses pelo dobro insinuando que era para a filha, coitadinha, que queria morar ali pertinho do café do irmão. Que ternura! Nada disto teria tido grande importância se não tivesse este mesmo condenado até à exaustão estas práticas nos privados (essa “raça” de gente que ele persegue). Vamos recordar o que foi dito por ele: “O PSD e CDS criaram uma lei das rendas injusta e desumana que nem os idosos poupa a especulação imobiliária”. Está a ver o carácter desta criatura? Pior: usou a confiança depositada pelo casal, que tinha melhor proposta, por ser o Ministro de Portugal. Abominável. Ora a transacção deveria ter sido comunicada ao TC em 60 dias. Só o foi passados 287 e a venda 71 dias depois. Costa alegou lapso. Pois está claro. Esse “senhor lapso” tem as costas largas. Nada de novo.

Seguiu-se outro artista, Siza Vieira, aquele advogado cuja Sociedade de Advogados, a Linklaters, assessorou o contrato do SIRESP assinado por Costa e Constança em 2006 e o transformou naquilo que é hoje: um negócio que iliba a empresa de qualquer responsabilidade em caso de catástrofe. Não é digno de génio? E que depois foi contratada de novo por Constança para dar um parecer sobre essa mesma cláusula!! Ou seja, contrataram a “raposa” para verificar a segurança do “galinheiro” cujo sistema foi implementado por essa mesma “raposa” e fazer assim uma análise “independente”. Veio agora a público que este camarada tinha constituído 24h antes de tomar posse como membro do governo de António Costa, uma sociedade imobiliária – que não possui desde então qualquer registo de actividade – vocacionada para a administração de bens próprios e alheios, assim como actividades de consultadoria, da qual se esqueceu de desvincular por ignorar as incompatibilidades. Assim como se esqueceu que um advogado não pode ser detentor de empresas de imobiliário. Sim porque há que lhe dar desconto. Não é por ser advogado que tem de ter a legislação toda na ponta da língua, não é? Pois. Soubemos ainda que se esqueceu de mencionar que também era presidente da Mesa da Assembleia Geral da Metro e Transportes do Sul S.A. enquanto ministro! Também se esqueceu, coitadito, que fez uma reunião com os chineses em particular antes da OPA, os mesmos que tinham sido seus clientes na Linklaters e pediu só mais tarde escusa do processo. Há 4 meses que o Parlamento espera por respostas a esta trapalhada toda onde se verificou para cúmulo que além dos “lapsos” por “ignorância”, actualizou o seu histórico de actos societários alterando datas. Olha só que interessante.

Outro lapso, precipitado por este, esta semana, foi o do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto que teve de ser alertado pela Assembleia da incompatibilidade do seu cargo com a empresa que possuía. Meu Deus é só gente ignorante!

Mas a semana teve seu “momento alto” quando todos assistimos incrédulos às movimentações das “peças do tabuleiro político” do juiz Ivo Rosa que nos fez relembrar os “saudosos” Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Primeiro com o levantamento do estatuto de arguido a Manuel Pinho, depois com a ordem de destruição de e-mails e por fim o impedimento ao MP de acesso a dados bancários e fiscais de Mexia! Ora digam lá se isto não vos lembra nada? Eu ajudo: a limpeza de provas com os casos de corrupção que envolviam Sócrates.

A juntar a isto, que já é muito, tivemos de ouvir Costa no Congresso do PS afirmar com todos os dentes que tem na boca (e falta de vergonha também) que provaram que era possivel “sair da austeriade” sem sair do euro mesmo com dez subidas consecutivas de combustiveis – e mais uma a caminho – e as cativações escandalosas. Que o PS está na linha da frente no combate à corrupção mesmo com todos os casos de corruptos políticos do PS revelados agora como não há memória em Portugal (a menos claro, que se esteja a referir ao “combate” na eliminação de provas). Que o PS é o partido que melhor governa as finanças públicas mesmo com três bancarrotas no currículo e mais uma a caminho, onde aproveitou para aplaudir Sócrates o pai de uma delas.

Este governo é um lixo. Um bando de gente que se julga acima do poder, imune à justiça, fazendo os maiores atropelos possíveis às leis com um sorriso cínico de quem sabe que ninguém os vai punir, enquanto se mantiverem no poder, por mentirem, aldrabarem, enganarem toda uma Nação. Parafraseando Moita Flores: “A curto prazo a principal organização criminosa de um país será o próprio Estado.” Confirma-se.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

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3 comentários em “Este Governo é um Lixo”

  1. Para acabar com o compadrio, a corrupção, o amiguismo, o favor aos familiares (como o Carlos César do PS) e outros mimos de políticos e membros dos governos, era necessário que as pessoas se indignassem, se agrupassem em movimentos cívicos, se mobilizassem para protestar na ruas com ruido e em força. Também era preciso que os partidos deixassem de ser hipócritas e aprovassem alteração da lei, invertendo o ónus da prova, de forma a que cada português tivesse que justificar como enriqueceu, como juntou riqueza, de onde veio o dinheiro e propriedades que correspondem ao seu património. Foi legalmente, ótimo. Não foi legal, teria de sofrer as consequências. Isto sim era uma demonstração de país evoluído, de honestidade individual, o caminho para a verdadeira democracia!?…

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