Rui Rio: O Campanário

um comentário

A expressão:” Campanário”, foi talvez das mais céleres expressões usadas na Tertúlia Liberal que se realizou ontem no Grémio Literário em Lisboa, com participação oratória do sempre irreverente Vasco Pulido Valente e do Liberal e afável Adolfo Mesquita Nunes, Vice-Presidente do CDS.

Vasco Pulido Valente enfatizou a clara,  a mais que evidente, hecatombe que o PSD sofrerá num futuro próximo com as eleições legislativas de 2019. Rio é o contrário do Passismo, em tudo, primeiro porque Pedro Passos Coelho por mais que não o falasse directamente, era e é um liberal envergonhado, Passos detesta as oligarquias, as famílias do regime e todo o conjunto de chico-espertismos envolventes.

Pedro Passos Coelho, se fosse hoje líder da oposição, não oferecia de bandeja o seu Partido a um outro Partido que é uma agremiação a céu aberto de malfeitores, despesistas, bancarrotistas e com interesses ocultos, querendo somente o orçamento para a distribuição de cargos a César e sua família coadjuvante bem como as famosas adjudicações directas que todos nós conhecemos e que, claro, fazem com que muitos políticos com rendimentos a rondar os 3 a 4 mil euros líquidos andem de Porsche por aí.

Passos não vendia a alma ao diabo, ao Primeiro-Ministro que não ganhou as eleições, Rio vendeu, Costa é hoje o “moderador” do regime dos aventais, Costa saltita por debaixo da terra como uma toupeira profissional, descobrindo caminhos ocultos e buracos ultrajantes que façam tropeçar PCP e Bloco ao mesmo tempo e criando uma teia ao PSD e CDS, que não são oposição séria ao Socialismo pragmático de António Costa.

Uma direita, não a temos, mas alguém que fosse minimamente mais “rotativo”, que se desse ao trabalho de falar para os seus eleitores, aos votantes do chamando centrão, aos socialistas pragmáticos do Norte, era uma direita ganhadora. Agora, uma suposta “direita” que não aproveita calinadas de um Primeiro-Ministro que atira hipocritamente a todos os ventos que:” O PS é o Partido que melhor Governa a Economia e as Finanças Públicas”

Mas, camaradas, aqui temos o nosso problema, o PS fala, age, como se nós fossemos estúpidos. Um Partido que em 2015 dizia em alto e bom som que a austeridade de Passos era desnecessária e hoje, atenção, HOJE, reduz o défice público e coloca-o como prioridade basilar da sustentação do seu poder, reduz a despesa pública da maneira mais cega de todas, com cortes meramente conjunturais e que são revertíveis ao mínimo sopro de uma fase descendente do ciclo económico é no mínimo de rir que Costa tenha um suposto sucesso com medidas mais perto da linha de Passos, mas não tão perto que lhe permitam ter sucesso estrutural e contínuo.

Se a direita não pega nisto, não pega em recortes de jornais, não pega nas afirmações do passado, o PSD e o CDS servem precisamente para quê? Para comporem o arco do Socialismo que temos no Parlamento? Se o PS é o que quer consoante o vento, PCP e Bloco são o que são, o PSD é de centro esquerda, segundo o seu líder, o CDS diz-se de direita, e bem, mas continua dentro de si com neo-conservadorismos e beatismos inúteis.

No fechar de contas e, apresentando resultados, o saldo final não é saber para onde vai a direita, é para onde vai um Regime que nasceu torto há 44 anos e morrerá ainda mais torto, resta saber quando. Se o PSD de Rio não é solução, ela já saiu, Pedro Passos Coelho continua a ser o maior activo da direita e da réstia do pouco liberalismo que trouxe.

Pobre País.

Mauro Oliveira Pires

 

Anúncios

1 comentário em “Rui Rio: O Campanário”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s