Catarina Martins e os Macacos do Nariz

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Vamos rebobinar a cassete para tempos da banha de cobra em mistura com pozinhos de maconha, não foi assim um tempo tão longínquo quanto isso caros leitores, mas façamos em conjunto o esforço emocional de tal charada cognitiva.

Vamos recuar ao Orçamento de Estado de 2016 precisamente há dois anos quando a Troika Social fascista estava já no seu assento de modo confortável e, claro, de modo divinamente usurpador.

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FONTE: DN 2016

A Catarina, a Grande, o Vozeirão parlamentar constante, devidamente oleado de olhos soberbos  que atraem gaivotas do Tejo, não queria austeridade, era a sua linha vermelha que meses depois se transformou na areia do deserto da margem sul, Mário Lino dixit, onde as Instituições Europeias guardaram devidamente a areia cerebral da Catarina desta vez, a pequena, num pote de charadas emocionais. Vamos rebobinar ainda mais…

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FONTE: Expresso, 2016

Mas, atenção, tudo começa aqui, a táctica orçamental e as econometrias de Centeno  saíram furadas na execução do OE de 2016, a receita sobreavaliada e a despesa a registar valores acima do Orçamentado, levaram a um défice em constante derrapagem,  aumentava então a fúria Europeia com a Geringonça Governamental, Catarina, a Grande, passava a Catarina a Beata por pragmatismo do tacho. O Bloco sem António Costa é o eterno Partido das causas, da intriga, do fútil e não do Estrutural, do longo prazo, dos acordos que salvem o Regime falido da III República.

Catarina e o Bloco, a pés juntos, ajoelharam-se perante o Monstrengo, o Monstro da NeoAusteridade Cativacionista de António Costa, ajoelharam perante a NÃO Reestruturação da dívida, ajoelharam-se pelo poder Autárquico, nulo até agora, e alguns cargos para futuro num Governo verdadeiramente tricolor, o futuro governo social comunista caso Costa não vença as eleições por Maioria Absoluta. Catarina belisca Costa, Costa retribui-lhe com chinelada, as comadres querem à força toda separar-se, mas o arranjo casamenteiro tem que ser consensualmente uma farsa aos olhos do grande público, Costa, o Social Democrata pragmático, quer Catarina num posso qualquer, Jerónimo num Museu de dinossauros e Rio como afluente principal. A táctica de António Costa é de génio, resta saber quanto nos custa.

Se a esquerda se converteu aos mandos das políticas orçamentais restritivas, ou austeridade, como lhe queiram chamar, os eleitores do Bloco, PCP e PS devem estar confusos, talvez uma direita liberal com pujança e sem medo de enfrentar fascistas seria o ideal, é que actual é bafienta que chegue.

Mauro Oliveira Pires

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