Rui Rio dá Dó

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A tarefa de Rui Rio era difícil, herdou uma enorme herança de credibilidade e confiança dos longos e árduos anos de vigência de Pedro Passos Coelho, toda e qualquer acção que Rio faça estará sempre correlacionada com magistério de Pedro Passos, não vale a pena fingir, porque um foi grande quando todos foram anões, Passos Coelho nãos se escondeu dos problemas, enfrentou-os com mão de ferro, por vezes com erros de percurso, mas no cômputo geral conseguiu um feito inigualável à escala nacional, recuperou um País do maior descalabro económico e financeiro com problemas estruturais gravíssimos, recuperou a credibilidade financeira de Portugal perante os Mercados, foi atacado pelos sectores mais fortes e rentistas da Sociedade Portuguesa, foi o mau da fita dos comentadores de cartilha mas, no fim, como sempre, o que interessa é o fecho de contas, e Passos ganhou num País de gente com literacia financeira que podia ter sido facilmente “desviada” pelas intenções populistas de um líder “fresco” como António Costa.

A tarefa de Rio era colocar o PSD como uma contra parte, um contrajogo da Geringonça governamental ser a última reserva da dignidade, da coerência e dos banhos de ética e claro, colocar um PSD na rota do Liberalismo, não do Socialismo, não conseguiu, não consegue e não quer, votar entre dois socialismos escolha-se o puro, como se diz na gíria, António Costa neste momento é o Dono e senhor da política Portuguesa em termos de jogos, é o jogador, o árbitro Marcelo quer o protagonismo e não gosta do atrevimento e faltas constantes de António Costa, um governo fraco e dependente de outros é o que Marcelo quer, Portugal parece hoje um campo de jogos esburacado com crianças a brincar as espadas.

O País normal de Passos Coelho, aquele que olhava para futuro, tinha um plano, parece estar adiado por motivos egocêntricos e plácidos do individuo que gere a Geringonça Governamental, individuo, porque de líder António Costa não tem características nenhumas, confiar num Primeiro-Ministro que vai para Palma de Maiorca em tempos negros e de cheiro a morte, é como confiar no diabo para nos proteger as costas, ele está sempre lá de facto, mas é para nos apunhalar.

Se Rui Rio não consegue renovar o PSD com ideias inovadoras sem ser a Social Democracia ás avessas, não temos dinheiros nem estrutura demográfica para isso, com aqueles planos escritos com o Português politicamente correcto da “discriminação positiva”, é melhor ficar em casa, se é para votar em mais um plano socialista mais vale votar CDS que não faz alianças tricolores com António Costa. No plano partidário Português um Primeiro-Ministro nunca ou raramente se elogiou um líder de oposição, Costa elogiou Rio, deu lhe a última facada antes da definitiva de Marcelo.

Rio não chega ao Natal, o amigo Ângelo Correia pode ajudar no novo Rumo, talvez encontre a foz.

Mauro Oliveira Pires

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2 comentários em “Rui Rio dá Dó”

  1. Concordo totalmente com o Mauro. O Rui Rio nem sequer alguma vez deu a cara, durante a governação do Passos, que tal como diz com alguns erros, teve a coragem de enfrentar os problemas criados ao País pela anterior Governação.

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