A Receita para o Desastre Continua

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A tendência para os governantes portugueses, não liguem ao “governantes, é somente necessário para dar aquela colherada institucional à coisa, a diante, os nossos comuns mortais que estão engravatados em potes de mediocridade continuam com aquela visão míope de curto prazo, do:” Vamos lá surfar a onda que isto se resolve..”, com isto o aumento do produto(PIB) em 2017 foi claramente em termos reais dos maiores do século XXI, as reformas estruturais, as poucas que se efectuaram na vigência de Passos, resultaram, estamos talvez no auge do ciclo económico, mas, mesmo assim, com um crescimento anémico face ao que devíamos ter para conseguir acelerar o decréscimo da dívida pública, este teima em ser algo errático, primeiro porque parte de bases “boas”, ou seja, de um crescimento das exportações de bens e serviços a darem um contributo positivo para o crescimento do PIB, mas uma procura interna impulsionada por uma taxa de poupança em mínimos e que cujo aumento de consumo, se faz já sentir na nossa Balança Corrente de Capital(no seu saldo), vulgo balança de pagamentos, aquele registo que mede os fluxos económicos que nós temos com o Resto do Mundo.

Um crescimento económico com bases a enraizarem-se no passado, fará com que o nosso saldo externo volte de novo ao negativo, o problema, é que a nossa dívida privada é hoje maior do que era em 2010 ou 2009, é como se lançássemos uma bomba sobre uma Savana com alguns habitantes num ano e passado alguns anos já era uma Vila respeitável.

Se queremos consolidar a nossa reforma económica como um todo, temos que ter pactos de regime efectivos, vou repetir-me, pactos entre os maiores Partidos(não blocos centrais), para estabilidade e previsibilidade fiscal, desregulação e desburocratização. Se não temos poupança interna, há que a buscar ao exterior, para atrair investimento avultado, não aqueles de 5 milhões e 100 milhões mas no grau dos bilhões, não podemos ter um IRC e mais derramas com a taxa a ser maior que 23% e a Hungria ter uma taxa de 8% sobre os lucros das empresas, Portugal está a suicidar-se aos poucos.

Se este Governo não tem política económica e orçamental, estratégia pelo menos, que preste, navegando à vista para socorrer uns náufragos obrigando estes a votarem para uma eleição democrática do capitão do navio(Vamos admitir esta charada como verdade), a neoausteridade do Sr.Centeno já tem consequências graves, a qualidade dos serviços públicos a deteriorarem-se de dia para dia e não só, se não se sabe efectivamente onde são as cativações, a sua criança na sala de espera com febre 3 ou 5 horas à espera já sabe e sentiu.

A Matemática de Centeno é pura Alquimia socialista, os que não tem possibilidades de escolha na saúde e noutros sectores, porque o Estado não deixa, Centeno destrói os serviços onde são obrigados a ir, os pobres sofrem, e as migalhas que as cativações permitem libertar do orçamento, Centeno distribui pelos párocos da Função Pública para o polvo não sair da casca.

Confuso? Não, o Socialismo de Estado e Capitalismo de Estado clientelar é isto mesmo, ficas presos em arames por culpa de um monstro que além de controlar a tua vida, ainda a piora. A visão de curto prazo da dupla Costa&Centeno está à vista, vamos ao gráficos.

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FONTE: Banco de Portugal

Em 2 anos e 3 meses de mandato, a dupla da Mixórdia Governamental aumentou a dívida pública em 14,5 mil milhões de euros, com variações mais avultadas pelo meio, atenuadas por pagamentos de empréstimos(dívidas ao FMI etc..) e reembolsos de dívida pública, que mascararam o aumento do monstro, que, como se vê, no inicio do novo ano, já acumula uma súbida de 3,5 mil milhões de euros isto de Fevereiro de 2018 para Dezembro de 2017. Se o rácio da dívida, ou seja, a divisão da dívida em valores absolutos pelo total do PIB, dando uma percentagem, em 2017 diminuiu face a 2016, não foi por esforços de consolidação orçamental, foi pelo efeito PIB e também claro por menores necessidades de financiamento por parte do Estado, mas essencialmente pelo PIB ter crescido a um ritmo mais alto que a dívida.

Centeno, já podes dar bruxaria aos sábados.

Mauro Oliveira Pires

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