O Arguido “Sócrates da Bancarrota” foi Orador na Universidade de Coimbra

13 comentários

Não podíamos enquanto Nação bater mais fundo ao aceitarmos que um ex-primeiro ministro, um falso engenheiro que tirou o curso aos domingos, que fingiu escrever livros, que foi preso preventivamente durante 10 meses por prática de 31 crimes cometidos durante seu mandato – 3 de corrupção passiva de titular de cargo público, 16 de branqueamento de capitais, 9 de falsificação de documentos e 3 de fraude fiscal qualificada –  num processo de 4000 folhas a que deram o nome de Operação Marquês, fosse a uma Universidade Pública como orador de uma conferência subordinada ao tema ” O Projecto Europeu depois da Crise Económica”. Logo ele que além de arguido num dos maiores processos judiciais de que há memória contra um ex-governante,  é ainda responsável pela bancarrota que Portugal suportou em 2011. Um fracasso de líder. Não, não é uma piada. Aconteceu mesmo. Na Universidade de Coimbra.

O núcleo de estudantes de Economia da Associação Académica de Coimbra entendeu que Sócrates  era uma mais valia para este ciclo de conferências por ter governado depois da crise de 2008. É verdade. E quiseram ouvi-lo falar sobre essa experiência.  Ora, isto é o mesmo que pôr um ladrão a dar o seu ponto de vista sobre um assalto – veja-se Camilo Mortágua a falar do seu passado de bandido e assassino com orgulho – ou um pedófilo sobre o “amor” a crianças. Se queriam saber como ele geriu a crise era só convidar o cidadão comum que viu e sentiu tudo na carne com  os famosos contratos ruinosos com PPP’s, os “negócios” na PT, as obras megalómanas do falido Parque Escolar, os favores a empresas de amigos, os negócios do “Magalhães”, o TGV que pagamos mesmo sem o ter, os aeroportos para moscas, do IVA que aumentou 2 vezes sendo o último para 23%, os cortes nos salários e pensões, a criação das sobretaxas, as falências das empresas, o desemprego, a austeridade assinada com a Troika. Enfim, toda a miséria provocada pela SUA bancarrota.

Mas não, convidaram o próprio ex-governante incompetente que recebia garrafas de vinho em envelopes colados com fita cola. E que fez ele? Aproveitou, claro,  a oportunidade para deturpar factos, reescrever a história  dizendo inverdades. Começou a sua brilhante apresentação criticando a austeridade implementada para tirar o país do lodo em que ele o meteu. Não se riam. Ele foi mesmo capaz de dizer isto! Ele que nos PEC’s carregou na austeridade, queria ainda mais PEC’s austeros com medo da bancarrota e que depois de ultrapassado por seu ministro das Finanças, foi obrigado a declarar falência e pedir ajuda à Toika com quem se comprometeu com mais austeridade severa e PRIVATIZAÇÕES! (veja aqui o documento). Mais hilariante foi dizer que este governo deixou a austeridade. Disse: “(…) a recuperação económica portuguesa não está a acontecer porque houve austeridade, mas sim porque se abandonou a austeridade”. Ou seja, este energúmeno tem a lata de dizer isto dum governo que em 3 OE não parou de aumentar significativamente os impostos, criou mais uns quantos e suspendeu todos os pagamentos na administração pública pondo em risco toda a população matando  até centenas de cidadãos com fogos e legionella!!Mas não falou na franca recuperação económica após 4 anos de assistência financeira dos herdeiros do pantanal que ele deixou. Claro. Enganar é preciso.

Tal como durante a sua governação desastrosa,  defendeu perante  estes futuros economistas que Portugal –  endividado por ele até ao pescoço penhorando até 2035 gerações vindouras – não precisa de austeridade precisa de projectos. Tal como ele, que nunca precisou de trabalhar para ter dinheiro, só precisou de ter otários para viver à conta “de empréstimos”  e assim dar largas à sua imaginação para viver como um lorde “num projecto arrojado” de novo rico sem rendimentos justificados.  Auto-elogiou-se, claro, porque os meninos que vestem Armani e se pavoneiam em Paris com os impostos dos contribuintes deste país, não têm vergonha na cara e acham-se um colosso na arte de governar (até o são: com o dinheiro extorquido aos  outros).

Foram duas horas de palestra com o Sócrates da Bancarrota a explicar, de forma inconsciente, tudo  o que não se deve fazer em governação para uma plateia de futuros economistas bacocos que acham que têm muito a aprender com os  falhados deste país.

Podia rir-me disto tudo se não fosse trágico ver manchar o prestígio da Universidade de Coimbra que aos olhos dos países civilizados verão com estranheza esta escolha. E com razão. Só mesmo um país do terceiro mundo põe ex-políticos indiciados por corrupção e pais de bancarrotas, a fazer palestras numa instituição desta natureza.

Mas é o país de crise profunda de valores que temos.

Via Blasfémias

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13 comentários em “O Arguido “Sócrates da Bancarrota” foi Orador na Universidade de Coimbra”

  1. AMIGA CRISTINA
    Sobre este coveiro de Portugal,já nem tenho ânimo para dizer seja o que for . Está tudo dito!
    Fico é destroçado por ver tantos vermes a idolatrarem este escroque.
    Enquanto houver mentecaptos assim,não tenho esperança em bons resultados eleitorais

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    1. Se são estes os futuros gestores dos dinheiros deste país, então estamos confessados! Se levarem à letra a sabedoria ali deixada pelo tal eng. relativo, iremos ter inúmeras cópias de Carlos Silva!

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  2. Grande Cristina, nada de admiração, pois Coimbra, como centro de aprendizagem e de doutores, já o foi. Hoje, a universidade de Coimbra secundarizou-se a ela própria . Outrora, foi um farol de saber e quem lá se formava era considerado uma mais valia relativamente às restantes universidades do país . Hoje, pouco ou nada se fala da cidade dos doutores e pelas piores razões. Perdem-se na penumbra as razões para que tal tenha acontecido . É que a qualidade do ensino agora lá ministrada é deslavada e sem qualquer proeminência. A estudantada que por lá passa nesta geração está imbecilizada. E quando passa para o mercado de trabalho, só nos deparamos com canudos de ignorantes que mal sabem escrever . Daí também a razão por que há tanto licenciado em economia , e não só, em caixas de supermercados. É que a exigibilidade da qualidade dos docentes está aqui bem patente.: escolheram este energúmeno , com o curriculo bem conhecido e que tu tão brilhantemente aqui descreveste para lhes transmitir conhecimentos sobre a maneira como se roubam os dinheiros públicos , se leva um país à banca rota e se hipotecam gerações que dificilmente conseguirão erguer a espinha. Enfim, uma vergonha. Tal professor e tais alunos estão bem uns para os outros. Paz Campos

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  3. É lamentável a ligeireza com que este indivíduo se move depois de tudo o que fez ao país. Mais lamentável é que seja convidado por universidades para dar este espetáculo.

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  4. Cristina Miranda e Alberto Paz Campos, na vossa cegueira de criticarem, nem conseguem esconder o nervosismo, a primeira, escreve Toika em vez de Troika, o segundo escreve banca rota em vez de bancarrota. Sinceramente, acho que deveriam voltar à primária, para escreverem correctamente, e Alberto Paz Campos ver a diferença entre banca rota e bancarrota.

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    1. Ena! Só consegue fazer esse contraditório do texto? Espetáculo! Então estou de parabéns. Ah! Sim, havia 1 pequeno erro ao escrever “Troika”. Muito obrigada. Está a ver? A vantagem de ter 1 texto imaculadamente impossível de contestar faz com q se veja pormenores sem importância q qualquer pessoa vê q não passa de 1 engano. Muito bom!! Ahahahahahahahahah

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  5. Esta Coimbra dos doutores, com Universidades que nos tempos idos representavam como que Sorbonnes Portuguesa, acolher um facínora que ajudou, digo bem, ajudou, a hipotecar o futuro dos portugueses, facínora esse reclamado, pasme-se, por futuros economistas, é a mais bela vitrine da decadência cívica, intelectual e moral a que chegaram não só as nossas Universidades como ainda quem as frequenta. Tais futuros doutores, uma vez finalizados seus cursos, poderão colocar seus diplômas ao dispor nas sanitas públicas para que os respectivos utentes lhes forneçam o destino que merecem.

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