O ISLÃO ESTÁ NA ALMA DE PORTUGAL

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Tem o Presidente da Républica, constitucionalmente, o dever de garantir a unidade do Estado, sendo o seu mais alto dignatário. Ele é directamente eleito pelos portugueses, na única eleição nominal e universal do nosso sistema político pelo que a sua legitimidade democrática é inquestionável.

A eleição do Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, distinto académico e homem de cultura, gerou uma enorme expectativa positiva para a generalidade da população e a forma como ele tem desempenhado o cargo tem confirmado, em absoluto, a bondade de tal expectativa.

Enquanto cidadão, com conhecimentos rudimentares da nossa história e pouco informado sobre o Islão, fico ligeiramente perplexo com dois acontecimentos protagonizados por Sua Excelência o nosso Presidente da Républica, pelo que decidi escrever este pequeno texto, em jeito de reflexão, na esperança de vir a ser esclarecido. São estes os acontecimentos a que me refiro: 1. A condecoração da Comunidade Islâmica com a Ordem da Liberdade e 2. A afirmação: “O Islão está na alma de Portugal

  1. CONDECORAR A COMUNIDADE ISLÂMICA COM A ORDEM DA LIBERDADE

Uma frase com as palavras “islâmica” e “liberdade” só é coerente se for negativa. Não é possível na minha opinião, haver concordância entre estes termos. Das duas uma: ou a comunidade é falsamente “islâmica” ou a condecoração é falsamente da ”liberdade”.

Pois se a comunidade é autenticamente islâmica, então:

  •  Não existe liberdade religiosa. A apostasia é crime. Ver quran 4:89:

if they turn back (from Islam), take (hold) of them and kill them wherever you find them”  

  • Não existe liberdade de expressão. Criticar o “profeta” ou o quran é punido com a degolação. Ver quran 33:57 a 33:61:

Lo! those who malign Allah and His messenger, Allah has cursed them in this world and the Hereafter, and has prepared for them the doom of the disdained.
Accursed, they will be seized wherever found and slain with a (fierce) slaughter.

  • Não existe liberdade política. O Islão é, para além de uma religião, um sistema judicial (com a lei da Sharia) e um sistema político totalitário (o califado).

“The vision of an Islamic state and the purpose of its political authority is to implement the divine law.  Thus, the ideal Islamic state is a community governed by the Law revealed by God.  This does not entail that such a state is necessarily a theocracy under direct rule of the learned men of religion, nor is it an autocracy that vests absolute power in the ruler.”

  • Não existe liberdade sexual. Um homem e uma mulher só podem usufruir de sexo se a mulher for sua esposa ou escrava (o que é quase exactamente o mesmo!).

“And if you fear that you cannot act equitably towards orphans, then marry such women as seem good to you, two and three and four; but if you fear that you will not do justice (between them), then (marry) only one or what your right hands possess; this is more proper, that you may not deviate from the right course.

Sendo ambos livres, a punição é de 100 chicotadas. Tratando-se de adultério, a punição é de apedrejamento até à morte:

The punishment for illegal sexual act with a woman is hundred lashes. The penalty of illicit sexual intercourse between a married woman and married man is stoning to death.”

Hazrat Imam Ja’far as-Sadiq

A homossexualidade é também condenável à morte:  os praticantes devem ser atirados de um edifício alto e apedrejados até à morte, caso sobrevivam:

“gays should be thrown from a high building then stoned if they are not dead when they hit the ground.”

https://www.haaretz.com/middle-east-news/breakdown-isis-islam-and-homosexuality-1.5395747

Aqui chegados, só podemos concluir que se a Comunidade é autenticamente Islâmica então é inapropriado que lhe seja atribuída qualquer condecoração relacionada com a liberdade!

Analisemos agora a questão da “condecoração ser falsamente da liberdade.”
Se por hipótese esta Ordem  já tiver sido atribuída a, por exemplo, assassinos e assaltantes de bancos, ela pode ainda ser considerada uma condecoração? Não me parece. Receio que o Presidente da Republica queira, sempre que a atribui, dar-lhe o sentido de condenação e não de condecoração. É a sua oportunidade de condenar, por exemplo, cidadãos flagrantemente assassinos e ladrões que os tribunais não condenaram. Ou ainda uma forma de punição adicional. Não me surpreenderia que, tendo os tribunais condenado um assassino na pena máxima, o Presidente da Republica, achando a pena insuficiente, o condene – cumulativamente – com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade! Parece-me injusto, por exemplo, que o Pedro Dias, que foi condenado em penas de prisão que somam 104 anos, só cumpra, por força do cúmulo jurídico, uma pena de 25 anos. Acho que devia levar também, depois de cumprida a pena, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade – Fica a ideia!

  1. O ISLÃO ESTÁ NA ALMA DE PORTUGAL

Julgo que aquilo que Sua Excelência o Senhor Presidente da Republica queria de facto dizer, na sua imensa sabedoria e utilizando uma linguagem politicamente correcta, foi: “SOMOS UNS FILHOS-DA-PUTA DA PIOR ESPÉCIE”.

É certo (já disse que os meus conhecimentos de história são rudimentares?) que no Séc. VIII, este país a que hoje chamamos Portugal foi invadido por fiéis do Islão que chacinaram homens, violaram mulheres e raptaram meninas que se tornaram escravas no Norte de África, para onde foram levadas. Também é certo (não esquecer que os meus conhecimentos de história são fraquinhos) que muitos dos habitantes das regiões invadidas fugiram em direcção a Norte, abandonando as suas terras enquanto outros – os moçárabes – optaram por ficar

“sob a condição do pagamento do imposto especial “jizya” e que não causassem perturbação à ordem estabelecida pelo dar-al-Islam.”

Considerar que o assassínio, o roubo, a violação e a escravização estão na alma de Portugal parece-me manifestamente descabido. Acresce que a má-fortuna dos lusitanos, que continuam hoje a ser estuprados com impostos, não se iniciou com a invasão muçulmana – já os romanos o tinham feito – e ainda hoje perdura! Como é sabido “IMPOSTO É ROUBO”  e a “jizya”  tem a particularidade de ter de ser paga com “submissão declarada”, veja-se o quran 9:29
until they pay the Jizya with willing submission, and feel themselves subdued.”

o que faz da “jyzia” um roubo ecuménico em que a submissão do contribuinte deve ser total. Acontece – e lamento ter aqui de o dizer – que tenho visto muito menino, quando paga os seus impostos nas bombas de gasolina, a rosnar “cabrões” ou “chulos do caralho” e outras coisas que me abstenho de aqui referir e que infirmam, categoricamente, que o Islão esteja na sua alma – e “alma” é uma palavra de origem hebraica (esqueçam aquela regra de que todas as palavras começadas por “al” têm origem na permanência árabe por esta região.)

Não se vislumbrando como, históricamente, está o Islão na alma de Portugal, teremos de atentar nos comportamentos do português contemporâneo, para tentar perceber o fundamento da infeliz “boutade” do nosso querido líder.

Sendo certo que este tema será certamente objecto de teses de Mestrado – provavelmente de um dos muitos excelsos cursos da prestigiada  Universidade de Coimbra – vou só referir os tópicos que, provavelmente Sua Excelência, o Chefe Supremo das Forças Armadas, quis aludir quando referiu que o” Islão está na alma de Portugal”:

– porque somos uns mentirosos? De facto, a mentira é reprovada na cultura judaico-cristã. Levítico 19:11 https://www.bibliaon.com/versiculo/levitico_19_11/ João 14:6 https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/14/6  João 8:44 https://www.bibliaon.com/versiculo/joao_8_44/. A mentira é um dos 10 Mandamentos que Moisés revelou, o 8º. Respeitamos estes valores judaico-cristãos ou outros? No Islão a mentira é aceite – o quran dedica-lhe os versículos 2:225, 3:28, 3:54, 9:3, 16:106, 40:28 e 66:2 disfarçado com uma palavra nova “taqyia” – pode-se mentir se isso ajudar a propagar a fé islâmica! Argumento a favor: É verdade que alguns de nós mentem por tudo e por nada, sobre se a “vichyssoise” foi servida numa ceia ou se temos determinada habilitação académica.

– porque temos muita violência doméstica? Também esta é reprovada na cultura judaico-cristã. Colossenses 3:19 Pedro 3:7. A Bíblia instrói o homem a tratar com dignidade a mulher “porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida,” Respeitamos estes valores judaico-cristãos ou outros? No Islão a violência conjugal é legítima. Ver quran 4:34:
“Men are the managers of the affairs of women for that God has preferred in bounty one of them over another, and for that they have expended of their property. Righteous women are therefore obedient, guarding the secret for God’s guarding. And those you fear may be rebellious admonish; banish them to their couches, and beat them. If they then obey you, look not for any way against them; God is All-high, All-great.” Argumento a favor: É verdade que alguns de nós agridem a mulher à cotovelada http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/20150808_0124_lider_islamico_agride_mulher_a_cotovelada

– porque somos pedófilos? A pedofilia é reprovada na cultura judaico-cristã. Pois, lamento, não tenho nenhuma citação nem judaica nem cristã sobre o assunto. Tal ficará a dever-se ao facto de ser uma perversidade tão grande e inconcebível que qualquer pessoa de valores morais recusa liminarmente sem precisar que esta esteja escrita num livro sagrado. E no Islão? Pois, se tiverem capacidade de ver este vídeo, https://www.youtube.com/watch?v=nXw5oDuRZ7Q, sem vomitar, ficarão esclarecidos sobre a posição do “profeta” relativamente à legitimidade de sexualmente se consumar um casamento de um homem adulto com uma menina em idade pré-menstrual.

Em suma, caríssimo Presidente do Conselho de Estado da República Portuguesa, o Islão estará na sua alma e na de alguns outros escroques que parasitam este país, mas não está certamente na alma da esmagadora maioria dos descendentes dos companheiros de D. Afonso Henriques.

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9 comentários em “O ISLÃO ESTÁ NA ALMA DE PORTUGAL”

  1. Grande comentário sobre o que é o islão.
    Isão não é liberdade, é ditadura e assassinatos de quem é diferente.
    Quando os de nominados altos magistrados da nação e da ONU condecoram esta religião com o grau de liberdade vê-se que é a ralé de Portugal que fala. Esta gente não podd falar em nome da grande maioria dos portugueses porque não têm esse direito.
    Tenham vegonha na cara.

    Curtido por 3 pessoas

  2. Parabéns pelo excelente texto, que subscrevo.
    Mas permita-me ser advogado do diabo, neste caso do marcelo.
    Ele(s) estão apenas a cumprir directivas, ordens vindas de cima.
    Acha normal que o marcelo quando tomou posse como Presidente da Republica Portuguesa tenha ido directamente à mesquita?
    Acha normal que num simples aniversário, 50 anos da presença de 5 jovens oriundos da ex-colonias, tenham estado presentes:
    Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República
    Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República
    António Costa, Primeiro Ministro
    António Guterres, Secretário Geral das Nações Unidas
    Sheik Ahmad Mohammad El Tayyeb, Grande Imã da Universidade Al Azhar
    D. Manuel Clemente, Cardeal Patriarca de Lisboa
    D. Rino Passigato, Núncio Apostólico
    António Ramalho Eanes, antigo presidente da República
    Jorge Sampaio, antigo presidente da República
    Cavaco Silva, antigo presidente da República

    Não foi nenhuma inauguração, não foi nenhum dia especial, NADA
    o marcelo diz que o islão é a nossa alma, o guterres atravessa o Atlântico para dizer que os Portugueses são racistas, xenofobos e aproveita para falar do Radicalismo Budista e Cristão.

    Deixo o link da placa comemorativa (de coisa nenhuma)
    Isto foi uma celebração orquestrada Artificialmente, sem pés nem cabeça.

    https://thumbs.web.sapo.io/?epic=OThibOIjYDpJk1PEUTjFPYe5XAd/68OatanEj05tEU7GIZpgXsl2KG9k/6N0keXyz3ZWrVWxYrGo5pEBDqXFAa97ZUShLh8Ew/sKCYx7BBncrDY=&W=770&H=0&delay_optim=1

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  3. Sobrescrevo toda a mensagem que passam o conjunto do seu texto. Correspondente a vontade que, se tivesse oportunidade, diria ao nosso presidente da república.

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  4. Subscrevo a 100% este artigo e penso que a última parte diz tudo e fala pela larga maioria dos portugueses: Presidente Marcelo, o Islão estará na sua alma e na de alguns outros escroques que parasitam este país, mas não está certamente na alma da esmagadora maioria dos descendentes dos companheiros de D. Afonso Henriques.

    Curtido por 2 pessoas

  5. Se o boneco PR tivesse referido que a cultura árabe está na alma de Portugal, talvez passasse. Mas se referenciou o islão, só podemos anuir que efectivamente o Islão está na alma de Portugal na medida em que os portugueses sempre combateram o islão aquém e além mar e fronteiras.

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