A Táctica da Toupeira

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O grande Puzzle do nosso tempo, pelo menos na minha óptica, é tentar perceber as charadas da nossa esquerda e extrema esquerda, hoje duas variáveis que entraram em processo de fusão acelerada, para que se torne imensamente impossível distinguir um Partido Socialista, dito moderado e Social Democrata, dos seus coadjuvantes parceiros caricatos PCP e BE. Esse é um dos grandes perigos da nossa democracia cada vez mais doente e bafienta, é uma esquerda refém do populismo barato dos votos à vista e uma direita que só é mesmo direita devido à posição que ocupa no parlamento, que sofre hoje uma crise identitária, tendo um medo quase que existencial  de sair do “armário”. Tenho falado aqui no PortugalGate e, espero continuar a insistir nestes pontos, que precisamos de pactos de regime entre os três maiores Partidos, não de um Bloco Central mas de um acordo de “cavalheiros” que coloca-se o País acima das jotas e dos aparelhos de bugiganga dos Partidos do Regime em Portugal.

Um Pacto que fosse incisivo na resolução dos no(s) nosso(s) problema(s) macroeconómico(s) talvez mais importante(s), que são a falta de poupança e descapitalização das empresas Portuguesas no geral, o nível de fiscalidade directa e indirecta e a sua continua imprevisibilidade impedindo que haja investimento reprodutivo com valor acrescentado, ou seja, que crie mais riqueza através de meios de produção mais “avançados”, pagando melhores salários. Só com este ciclo de menos impostos, menos despesa pública com maior previsibilidade fiscal e queda continua no longo prazo, só assim se gerará mais poupança e por conseguinte mais investimento quer interno quer estrangeiro. Um processo lento e longo com mais de 10 anos de duração que nenhum político quer fazer, o que quis fazer já saiu, ninguém se apercebeu da enorme perda para Portugal.

Hoje todos colocam a cabeça na areia, Catarina e Jerónimo falam de reversões, sabem que não acontecerá nada de relevante e insistem na ladainha fazem o seu papel de figurantes do reino. Costa está no seu ambiente ideal, tem sol à direita e chuva com chapéus de chuva à esquerda, escava buracos entre as várias dimensões que separam os dois reinos, como se de uma toupeira fosse. O poder absoluto de António Costa equivale a uma derrota moral para Portugal, uma vitória do Primeiro-Ministro não eleito seja com maioria absoluta ou relativa é uma mensagem de conformismo, de estagnação, no acreditar que as coisas mudam com “beijos mágicos” e não com reformas estruturais profundas. O País votou em Passos, escolheu o caminho das reformas, é preciso não esquecer esse pequeno facto que hoje é de enorme importância, Costa só está à frente das sondagens devido à complacência e obediência da Comunicação Social que não escrutina as “calinadas” do Primeiro-Ministro em conjunto com uma política organizada de propaganda que faz lembrar o Governo de Hitler.

Um dos exemplos, talvez o que mais caracteriza o pragmatismo de Costa, foi a manutenção de maioria se não na totalidade das medidas de Passos do lado laboral, as reformas que apesar de insuficientes, permitiram uma queda continuada, ainda hoje se regista, na taxa de desemprego. Costa sabia que se revertesse este pilar toda a sua política estaria em causa, a inversão da taxa de desemprego traria pressão orçamental do lado das prestações sociais, logo mais despesa e pelo perfil da nossa Economia cada vez mais desemprego de longa duração e logo em vez de ser despesa “conjuntural” a mais é despesa “estrutural” a mais. Costa fez bem em não mexer, e ainda por cima com a ajuda da direita.

Não nos podemos esquecer, que António Costa em campanha eleitoral nas eleições de 2015 prometeu a reversão e mais uma vez a comunicação social não fez a táctica do barulho. E claro, também não nos podemos esquecer que o Partido do António também assinou o Programa da Troika, o PS reclama de mãos vazias e cumpre quando está com as mãos no “pote”, nada de novo. Felizmente que as reformas de Passos deram certo, vamos aos dados.

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FONTE: Trading Economics;

1º Ponto das Falácias do PS:” Passos destruiu emprego“, Camaradas, se ainda sabem ler gráficos, o PS governou de Sócrates Governou de 2005 a 2011, a taxa de emprego era de perto de 58% em 2008 em 2011 perto de 52%, uma queda de 6% em 3 anos da taxa de emprego, ou seja do numero de pessoas empregadas face à população activa. Pelo efeito do Ajustamento inevitável, corrigindo os sectores onde se criou emprego insustentávelmente, como nos sectores não transaccionáveis(Construção Civil à cabeça), a taxa de emprego teria que cair em pleno programa da troika, de 52% para 48,5% uma queda muito menos intensa que a do Governo Socrático Rosa, recuperando apartir de 2013. Depois Passos é mau.

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Fonte: Banco de Portugal, Estatísticas Online. 

2º Ponto das Falácias do PS: ” Passos fez aumentar a taxa de desemprego no seu mandato, logo a austeridade não funcionou“, José Sócrates encontrou o País em 2005 com uma taxa de desemprego de 7,7% em 2011 deixou nos com uma taxa de desemprego de 12,1% e com toda uma situação pantanosa com o fecho do crédito externo como podem ver na bolinha vermelha. Como referi no ponto 1, a situação de “reajuste” para cima da taxa de desemprego era inevitável devido aos “excessos” da nossa Economia no passado. Passos encontrou uma taxa de desemprego de 12,4% viu o pico de 17,5% no primeiro trimestre de 2013 deixando nos no 3º trimestre de 2015 uma taxa de 12,2%. Logo, no cômputo geral, a taxa de desemprego com Passos na governação até baixou entre o que ele encontrou e a que deixou, que mau é este Passos Coelho.

Lá está meus caros leitores, as falácias do PS são desmistificadas facilmente, é uma pena que a literacia económica em Portugal esteja pela hora da morte.

Mauro Oliveira Pires

 

 

 

 

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