A Europa-Burka do Islão

Nenhum comentário

Aqueles que defendem as populações locais são hoje apelidados de racistas e xenófobos.

O que vemos actualmente na Europa e o que se tenta fazer nos Estados Unidos da América (basicamente no que se pode considerar mundo ocidental), é a defesa cega das comunidades que vêm de fora, sejam eles imigrantes ou refugiados como é, por exemplo, a imposição massiva de imigrantes e refugiados tanto pela União Europeia como pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Na declaração da ONU de Nova Iorque de 2016 sobre imigrantes e refugiados é reconhecida a existência de vagas migratórias motivadas por conflitos armados, fuga de situações climáticas adversas, terrorismo, fome, pobreza e a procura de melhores condições de vida.[1] Curioso que aquando a ocorrência do terramoto e do desastre nuclear no Japão não se tenha assistido a estas vagas migratórias. Ainda assim, o ponto 12 da introdução desta declaração ressalva a importância da diplomacia e da prevenção das situações que motivam estas vagas, o qual até considero o ponto mais importante deste tema.[3] Porém, o destaque dado a este assunto é o mesmo dado pela comunicação social quando a esquerda aumenta impostos em Portugal (nenhum, portanto).

São pontos intermináveis na defesa de imigrantes e refugiados: a sua protecção durante o percurso e na sua chegada, a capacidade de lhes ser providenciado apoio médico, a luta contra a discriminação e violência (das populações locais contra os imigrantes e refugiados, claro) chegando ao ponto em que é defendido o levantamento da restrição da entrada de imigrantes e refugiados com HIV. Obviamente. Porque não fechar os olhos à entrada de pessoas com elevados problemas de saúde, nomeadamente HIV? As mulheres violadas por estes indivíduos sentir-se-ão bastante melhor por saberem que estes individuos não foram discriminados com base na sua nacionalidade ou estado de saúde.

E as populações locais? Estes, não só têm a obrigação de empreender todos os esforços para a protecção dos refugiados, acautelar pelas suas necessidades e condições de vida, como assegurar o registo de nascimento de todas as crianças que nasçam no seu território ao providenciar toda a assistência relativa ao seu estatuto civil. Pensavam que ia falar das medidas que iriam ser tomadas para proteger as populações locais? Lamento, esta questão é resvalada para o ponto 8 da página 18 da mesma Declaração onde constam somente 3 alíneas que, na realidade, não têm como objectivo a protecção das populações locais, mas tão somente a sua preparação prévia para a recepção dos imigrantes e refugiados (pelos vistos 24 páginas não são suficientes).

Hoje a Hungria está a ser considerada um país ditatorial (particularmente por esquerdistas que consideram Chavez e Lula exemplos a seguir, note-se a ironia) por não aceitar a entrada desmesurada de estrangeiros apenas com base em ordens e critérios de organismos internacionais. A sua perspectiva de que a Europa está a ser invadida coloca-a solitária no espectro político europeu e internacional. Considera que a Velho Continente tem uma cultura judaico-cristã que choca com muitos valores trazidos pelas comunidades de imigrantes e refugiados; admite que estes teimam em não se integrar e não respeitar os valores, tradições e cultura dos países europeus, por isso, é um país considerado racista e xenófobo.

Querer preservar o actual ponto civilizacional europeu é desrespeitar a cultura e a religião que não descansa em nos invadir. Ainda me lembro de que maus eram aqueles que iam para o Médio Oriente supostamente subjugar tudo e todos à reles cultura ocidental. Pelos vistos, tal argumento só é válido quando utilizado pela esquerda.

É cómico e simultaneamente deprimente assistir ao descaramento do júri da União Europeia sobre o concurso da próxima capital europeia da cultura que rejeitou uma candidata húngara, a cidade de Székesfehérvár, por ser “demasiado branca e sem migrantes suficientes”?[4] O facto de aparecerem pessoas brancas e crucifixos durante 10 segundos num vídeo de mais de 3 minutos consternou demasiadamente o júri. Incrível como burkas a tapar mulheres são consideradas por alguns o epítome da liberdade religiosa. Qual a mulher que não quereria usar a burka no deserto?

A própria Polónia resvala para a mesma linha política e é ostracizada com ameaça de sanções pelos seus parceiros da União Europeia. Estamos a falar de um país disposto a prestar ajuda humanitária e financeira de cerca de 10 milhões de euros ao Líbano para a construção de habitações para refugiados sírios[5]. A parte negativa desta política polaca na óptica da máquina europeia? A Polónia considera que providenciar ajuda mais próxima daqueles que precisam é mais benéfico do que trazê-los para longe das suas terras-natais. Pelos vistos, isto é racista e xenófobo.

Os países e, por conseguinte, os estados, têm o dever de proteger os seus cidadãos. Se os seus cidadãos não estiverem em primeiro lugar, o estado não está a cumprir o seu dever. Discursar durante 8h como Nancy Pelosi do Partido Democrata o fez pelos dreamers norte-americanos[6] (que mais não são que imigrantes ilegais), quando não teve o bom senso de reconhecer, por exemplo, o mais baixo nível de desemprego de afro-americanos da história dos EUA durante o discurso do Estado da Nação, representa apenas tudo aquilo que actualmente está a ser defendido pela esquerda: a protecção dos imigrantes resvalando para segundo plano a vida e o futuro dos cidadãos nacionais.

Este objectivo de proteger quem vem de fora tem o propósito cruel de suplantar a sociedade ocidental com outras culturas e valores, muitas vezes não coincidentes, para ganhar votos e mão-de-obra barata. Objectivos mascarados de humanitarismo, empreendidos pelos próprios membros da sociedade ocidental que usam a liberdade de expressão para calar quem se atreve a discordar e para receber quem promete em aniquilar-nos.

Sara Albuquerque

Notas:

[1] New York Declaration for Refugees and Migrants – Resolution adopted by the General Assembly on 19 September 2016

[3] We are determined to address the root causes of large movements of refugees and migrants, including through increased efforts aimed at early prevention of crisis situations based on preventive diplomacy. We will address them also through prevention and peaceful resolution of conflict, greater coordination of humanitarian, development and peacebuilding efforts…”, New York Declaration for Refugees and Migrants – Resolution adopted by the General Assembly on 19 September 2016, pág 3, ponto 12.

[4] EU: Hungarian town can’t be European Capital of Culture because there are “too many happy white people”, Voice of Europe, 17 Fevereiro 2018

[5] Polish PM pledges $10 million aid to Syrian refugees in Lebanon, Fox News, 14 Fevereiro 2018

[6] Nancy Pelosi makes 8-hour marathon plea to help ‘Dreamers’, The Chicago Tribune, 07 Fevereiro 2018

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s