António Costa: A Naja

Nenhum comentário

O Político que, tomou de assalto o poder através de uma frente de esquerda, sem planos para futuro, não para de amealhar bolinhos da sorte à medida que a tortura da passagem do tempo nos atormenta com visibilidade da sua pessoa nos órgãos de comunicação social. Em 2014 António José Seguro deu nos o primeiro aviso à navegação, aos tripulantes, aos marinheiros, ninguém o ouviu, falou em falhas de carácter, e António Costa mostro-as, indo para Ibiza em tempos de incêndios, falou Seguro ainda em falta de espinha dorsal, Costa casou com a Catarina e Jerónimo e formou um troika de canhotos, Seguro acusou Costa de ser mentiroso pois o que Costa prometia para futuro não correspondia à realidade, Seguro acertou, Portugal aguentou quase 2 anos e meio de um Governo fascista devido à submissão do Primeiro-Ministro as intransigências Europeias, hoje Costa Cativa, Costa espreme serviços públicos e ainda promete mais austeridade, isto sem perder votos, pelo menos segundo as sondagens um feito à medida de um encantador de cobras do mais refinado que existe.

Costa tinha um problema efectivo e sabe disso, Portugal não aguentará muito mais o seu actual desempenho económico devido à ausência de reformas estruturais importantes que estão a ser constantemente adiadas, uma dívida privada(famílias e empresas), brutal e que parece estar a inverter a curva descendente de descida dos últimos anos, a dívida pública não desceu o suficiente e continuamos, portanto, continuamente frágeis a choques macroeconómicos vindos da frente externa, um País que esteja robusto a nível orçamental, sem maquilhagens de maior e com uma perspectiva de longo prazo de uma redução da dívida pública de modo sustentado, vão aguentar a “tempestade” na entrada de um novo ciclo económico, mas desta vez descendente.

Sabendo disto, Costa tem algumas opções:

  1. Como as reformas de Passos Coelho e actual conjuntura deram para Costa surfar a onda do optimismo, num cenário de crise económica Costa culpará Merkel, a Europa, Trump, a Índia, o Paquistão e o SpongeBob. O povo acredita na ladainha, o PCP tira da toca o Camarada Arménio, activa a sirene dos gritos e tem 7-8%, o Bloco falará dos seus novos planos “fracturantes” para o futuro do País, lá terá 10-9%, se Rio ganhar sem maioria, Costa governa, se ficar em segundo Costa governa;
  2. Costa não quer gerir um barco com remendos a entrar água, faz a táctica do barulho, do choradinho mole, lê um discurso de cartilha e abandona a governação e alguém terá que remendar, lá esperará pelo cargo de Presidente da República a SiC, a TVI e a RTP dão um novo cargo de comentador ao ex-Primeiro-Ministro este “limpa” a sua imagem e começa a fazer oposição sombra a Marcelo;
  3. Última opção e é o que acho que está na cabeça de Costa, o Primeiro-Minúsculo usa parte da táctica do ponto 2), chora, ajoelha e gere a crise fazendo as reformas com um Rui Rio a Vice-Primeiro-Ministro, se lá chegar, claro, perpetuando-se no poder como Cavaco Silva, caindo somente pela sua prepotência e arrogância normais da sua personalidade medonha;

As 3 opções no fundo dão no fim o resultado governativo tricolor, com a excepção do três com um bloco central, em que Rio será o servo do seu fiel dono. Rio é experiente, sabe de contas, é frio, todo o conjunto de trapalhadas que tem tido não ajudam nem a sua consolidação enquanto Presidente do PSD, não líder, pois isso Rio não o é. Portugal fica então resumindo a jogos de poder, purgas, intrigas e o Mundo avança, moderniza-se e a lógica da batata continua em Portugal.

Derrepente aquele ser teimoso, que cumpriu o ajustamento tendo a coragem de o tornar “seu”, aquele que disse não ao Polvo de Ricardo Salgado com aventais pelo meio, esse maldoso, Passos Coelho, a sua saída não é algo normal, é a queda do Portugal decente que votou e teve esperança na mudança em 2015. E, sim, é o único capaz de derrotar a cobra cascavel actualmente no poder, que não pensa no poder como plataforma de reforma contínua do País, mas como extensão da sua ditadura.

No fim, Costa vai ter que gerir uma crise que ele próprio criou, mas muito mais profunda que ele própria imaginaria, tão profunda que meros cortes conjunturais não vão bastar, talvez o fim da III República esteja perto.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s