A vontade de mudança! Desire for change!

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pexels-photo-296324.jpegHá cerca de 10 meses, escrevi um post em que identificava os motivos que levariam à uma “revolução” liberal – https://portugalgate.org/2017/04/29/porque-vem-ai-uma-revolucao-liberal/

Num dos trechos abordei algo que estava a visualizar e vingou, a multiplicação de plataformas liberais por toda a Europa, sendo notários a visibilidade crescente e em muitos casos ganharam o poder. Desde então a Iniciativa Liberal se tornou partido político diante do Tribunal Constitucional português, Macron e o seu partido dominaram a França; o Ciudadanos se tornou a maior força política na Catalunha (a Catalunha é um caso excepcional, visto que um dos partidos que lidera o processo de independência também é liberal) e poderá se tornar na maior força política espanhola, segundo sondagens; e no geral todos os membros da ALDE tiveram crescimento e até aumentou o número de chefes de governo na Europa ( https://www.aldeparty.eu/news/alde-celebrates-counting-8-liberal-prime-ministers ).

Mas o que se explica tamanho dinamismo, não só em Portugal, mas por toda a Europa e inclusive o Mundo, com o avanço de movimentos liberais na América Latina?

Falando com vários amigos de dentro e de fora da Europa, eles tem a mesma sensação que eu: que “saímos do armário” e revelamos que somos liberais e não temos medo de o assumir. Por anos sentimos que devíamos ficar calados com os nossos valores e ideologia. Várias vezes senti que poderia ser mal visto se revelasse que era liberal. O liberalismo era visto cheio de preconceitos.

O que fez assumir a minha ideologia foi estar farto do mesmo tipo de política em Portugal, a ameaça ao projeto europeu de liberdade e paz, e ao mesmo tempo que extremistas ganharam mais voz.

O liberalismo tem uma coisa que adoro, que há anos ultrapassou o clássico combate simplista de “esquerda-direita”. Para exemplificar, partidos liberais históricos da Europa que conservam o seu nome fundador como “Venstre” (esquerda) ou “Radical”. Em outras paragens, em que políticos defendendo o mesmo, numa visão simplista da sociedade, são taxados por direita. Além disso, nem todos os Estados democráticos possuem parlamentos em hemiciclo, sentando a oposição de um lado e a bancada que apoia o governo no outro; ou ainda Estados que nem sequer há lugares marcados em seus plenários, os representantes podem sentar onde quiserem. Eu prefiro o combate de ideias e não uma visão antagonista de “esquerda-direita”, que todos os portugueses sabem que em nada beneficiou Portugal nas últimas décadas, estando o país sujeito à uma volatilidade de “políticas estratégicas”. É nisso que os liberais conseguem renovar e satisfazer a vontade de reforma: não aceitar a vigência dos mesmos combates de décadas que não dizem nada ao cidadão comum.

Além disso, para os jovens que sempre viveram em paz, diversidade e liberdade, o liberalismo tem uma mensagem completa. Não é fazer política para os poucos ou para os muitos, mas para todos. Não é discriminar, mas integrar não importando a diversidade de pessoas. Não controla os nossos sonhos, mas nos dá liberdade de empreender e seguir os nossos projetos. É acreditar numa Europa que já superou as fronteiras e barreiras, sendo agora necessário uma representação ao nível europeu. É acreditar num mundo que coopera e não Estados que se fecham em si próprios, incapazes de resolver os problemas crescentes; não vivendo apenas de idealismo (e muito menos de utopia), procurando alternativas e aceitando contribuições construtivas para que esse mundo seja real.

Os movimentos liberais tem crescido e acumulado sucesso, no entanto, considero importante não pararmos por aqui. Está na hora dos liberais trabalharem em conjunto para mostrarem para os cidadãos que ainda não foram capazes de sair do sofá ou do silêncio. Trabalhar para acabar com a convicção no voto útil e para que as pessoas votem em quem mais as representa. Trabalhar para acabar com os preconceitos e mentiras disseminados sobre as nossas ideias e propostas. Trabalhar contra o ódio, mas para uma sociedade de diálogo e confronto de ideias.

Não podemos nos acomodar. Chegou a hora de fazermos um Portugal, uma Europa e um Mundo mais liberal.

Liberais, ergam a voz e trabalhem para esse mundo!


 

About 10 months ago, I wrote a post in which I identified the reasons that would lead to a liberal “revolution” – https://portugalgate.org/2017/04/29/because-vem-ai-an-revolucao-liberal/

In one of the excerpts I approached something I was visualizing, the proliferation of liberal platforms throughout Europe, with increasing visibility and in many cases gaining power. Since then the Liberal Initiative became a political party in Portugal; Macron and his party turned the major political force in France; Ciudadanos became the major political force in Catalonia (Catalonia is an exceptional case, since one of the parties leading the process of independence is also liberal) and could become the largest political force in Spain, according to polls; and in general all members of ALDE have grown and even increased the number of heads of government in Europe ( https://www.aldeparty.eu/news/alde-celebrates-counting-8-liberal-prime-ministers ).

But what does explain such dynamism, not only in Portugal, but throughout Europe and even the World, with the advance of liberal movements in Latin America?

Speaking to several friends from inside and outside Europe, they have the same feeling as me: that we came out and revealed that we are liberals, and we are not afraid to show it. For years we felt that we should stay silent with our values ​​and ideology. Several times I was afraid of being misunderstood. Liberalism was full of prejudice in my country.

What made me assume my ideology was to be fed up with the same kind of politics in Portugal, the threat to the European project of freedom and peace, and at the same time, extremists were gaining more voice.

Liberalism has one thing that I love, for years has surpassed the classic simplistic “left-right” struggle. For example, historical liberal parties in Europe that retain their founding name as “Venstre” (left) or “Radical”. In other countries, in which politicians defending the same, in a simplistic view of society, are designated as right wing. Moreover, not all democratic states have parliaments in the hemicycle, sitting the opposition on one side and the representatives that support the government on the other; or even states that there are not even fixed seating in their plenaries, representatives can sit wherever they want. I prefer the combat of ideas and not an antagonistic view of “left-right”, which all Portuguese know that in no way has benefited Portugal in the last decades, being the country subject to a volatility of “strategic policies”. This is where liberals will renew and satisfy the will of reforms: not to accepting the same decades-long fighting that says nothing to ordinary people.

Moreover, for the young people who have always lived in peace, diversity and freedom, liberalism has a complete message. It is not politics for the few or for the many, but for all. It is not discrimination but integration regardless of the diversity of people. It does not control our dreams, but it gives us the freedom to undertake and follow our projects. It means to believe in a Europe that has already crossed borders and barriers, and now there is a need for representation at European level. It means to believe in a cooperating world, not self-closing states, incapable of solving growing problems; not only living from idealism (much less from utopia), seeking alternatives and accepting constructive contributions to make this better world real.

The liberal movements have grown and accumulated success, however, I consider it important not to stop here. It is time for liberals to work together to show citizens who have not yet been able to get off their couch or still are in silence. Work to end the conviction in the useful vote, and for people to vote on who represents them the most. Work to end the prejudices and lies spread about our ideas and proposals. Work against hate, but for a society of dialogue and confrontation of ideas.

We cannot be satisfied with what we were able to achieve. The time has come to make an even more liberal World.

Liberals, raise your voice and work for this world!

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