O PS+D Saiu do Armário

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Já é um sacrilégio para o PSD, é o seu caminho das pedras, claro que nada polidas, mas sim bem achatadas, o de reformar o País ou tentar tal feito quase diabólico para uns e necessário para outros, mas imprescindível para as gerações que ai vem, pois a próxima geração não será a geração dos direitos adquiridos, será a geração dos deveres, sem emprego seguro, já o é aliás, a geração da rotatividade, do imprevisível, do criativo, coisa que os Portugueses são e que muito do extenso Estado que temos não quer que tal aconteça, pois isso era premir o gatilho que deitaria abaixo todo o esquema socialista de Ponzi que é criar uma Sociedade de Funcionários Públicos prontos para o voto nos seus programas marxistas.

Felizmente que parte dos funcionários públicos em Portugal olham para além da sua posição, do seu salário, sabem que primeiro cria-se riqueza para, no principio Keynesiano onde estamos, se financie a coisa pública, especialmente os seus salários. Sabem que a máquina do Estado asfixia quem trabalha, quem produz, quem poupa, quem é o aforrador e o investidor do amanhã. Outros, pensam que o dinheiro é público, que nasce nas árvores de São Bento ou perto das Cagarras das Ilhas Selvagens, não! O dinheiro é privado, é do contribuinte, é de cada um de nós e cada eleitor, cada cidadão não deu o seu aval para que um Monstro que é o próprio Estado gerir o nosso dinheiro e aloca-lo da melhor forma que entende, e claro, não, não existe nenhum “contrato social”, eu não assinei, nenhum de nós o assinou.

Mas, em termos pragmáticos, temos que aturar este ser que suga o nosso suor e esforço, é por isso que o queremos no mínimo das suas funções essenciais, ou seja, a defesa nacional, segurança, o mínimo da regulação da nossa vivência e que nos deixe produzir e estar descansados a produzir fluxos económicos num circuito que seja virtuoso, mas não, o ente, o todo poderoso Estado quer mais, tem políticos, seres com ambições desmedidas e mais amigos para colocar, quer sempre meter a pata onde não deve, inclusive na produção de empresas privadas.

É este o trabalho, ou devia ser,  do PSD e do CDS bem como dos novos Partidos de direita e liberais que estão a aparecer, casos da Iniciativa Liberal, Partido Libertário e Democracia21, o de captar o descontentamento entre a Iniciativa privada, as formiguinhas como diz aqui no blog a Cristina Miranda, não ter medo de o assumir do seu próprio projecto e pensamento, o de criar pontes com independentes que o sejam verdadeiramente no sentido da palavra, criar um projecto para fazer frente à Frente de Esquerda que não tem uma reforma palpável que se veja, mas sim uma Nau controlável e bem remendada por um Senhor que já não está em cena.

O PSD, per si, já não tem a capacidade de diálogo, ter tem, mas com António Costa, tal como Marcelo cria, dar a Costa um presente para este se livrar dos canhotos e seus coadjuvantes, fazer finalmente de Costa um  polvo que saiba dançar para esquerda ou para a direita, usar quem bem entender, como se o Primeiro-Ministro fosse uma espécie de Império do Meio que tudo centraliza, tudo controla e tudo manda. Não é com António Capucho, Manuela Ferreira Leite, Morais Sarmento, Elina Fraga e tais elementos que parecem retirados de um livro de bruxaria daqueles pesados, que o PSD se renova, é com o assumir que é um Partido de direita, não Social Democrata, Social Democrata é o PS e ainda bem, porque o PSD deve ser o liberal que protege a vida, a liberdade individual do ser comum, o Partido do risco e da “destruição criativa” ou Caos criativo, onde cada um é responsável por si mesmo, mas sempre cumprindo as suas responsabilidades de cidadão.

Parece que descrevi a Suiça, um País que muitos Portugueses elogiam, mas que cujos cidadãos são livres, ao contrário de nós aqui no quintal. Menos Estado é igual a mais liberdade, mais riqueza, mais prosperidade é tão simples quanto isto, não é um cenário de laboratório, é um cenário real, tão real que foram essas políticas liberais que tornaram a Nau que Costa hoje navega respeitada, mas não ainda sustentável.

A Direita que tenha coragem de ser de direita, e não o a esquerda da direita.

Mauro Oliveira Pires

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