O Presente envenenado de Marcelo a Rio

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Mais uma vez a táctica de Marcelo continua a dar resultados e desta vez palpáveis. O Presidente já não precisa de tomar banho no Tejo, andar de táxi, espetar setas de cupido, não, desta vez Marcelo, na sua óptica claro, fez tudo muito bem. Conseguido o primeiro objectivo, poder informal vindo dos populares, que lhe transformou num ser indubitavelmente superior a Costa quer em poder institucional quer em poder formal, Marcelo conseguiu igualmente o seu segundo objectivo, afastar Passos, mesmo que temporariamente, do PSD. Passos representa tudo aquilo que Marcelo não gosta, é anti-elites de Lisboa, simples, digno, tem espinha dorsal, sabe o que quer para o País, mas, acima de tudo, teve sucesso enquanto Primeiro-Ministro tornando-se Primeiro-Ministro cargo que sua excelência o Presidente da República não conseguiu, nem que nadasse até ao Rato pelos esgotos mais tenebrosos da capital Lisboeta.

O 3º Objectivo está perto de ser atingido, nem que Marcelo tenha que engolir a laca do cabelo da Catarina, é juntar PSD e PS num Bloco Central de Interesses, ou, no mínimo, acordos conjuntos em áreas fulcrais para o crescimento sustentado do País. É o terceiro e, pelo que parece, a meta mais fácil de atingir do Presidente, resta saber quando Costa rompe com os seus adjuntos e Camaradas do sector da esquerda para se juntar talvez num casamento mais prolongado com Rio.

Marcelo, com muito sacrifício, mata dois coelhos num só tiro, enterrou Passos Coelho(não totalmente), e vinga-se de Rui Rio criatura que no passado fez das suas ao actual Presidente, e Marcelo não esquece, dá beijinhos, abraços, mas não esquece de quem lhe trai, sempre maquiavélico, sempre maldoso lá por dentro, Marcelo dá a mão a Rio para este ser o novo Martin Schulz da nova Merkel de Portugal, o doutor Costa.

Com isto, Rio será Vice-Primeiro Ministro, um lugar de sonho para alguém que adopta uma lista de sonho, em vez de renovar o PSD, Rio enche o mar do Partido com toxinas, com Socialistas. Elina Fraga é um aviso, Rio não quer renovação, prefere o caminho bafiento. As renovações que o País precisa passam por uma outra geração no PSD, e na direita como um todo, mais partidos à direita, e mais descaramento, sim, porque o politicamente correcto da direita está a cavar a sua cova, o Socialista Rio, nada difere de Costa. É sua nova Bengala preferida. Costa ganhou, da esquerda à direita, é dono e senhor do regime, da comunicação social, tem influência nos aventais e agora no maior partido do País.

Finalmente, o aluno atingiu o mestre, António Costa e Marcelo são uma dupla extraordinária, mas para abrirem uma sepultura onde cabem 10 milhões de almas fartas do Estado.

O discurso violento de Passos Coelho, e muito bem, parece que transmite um não arrumar do fato de macaco, talvez a cola da Geringonça volte e desta vez muito mais forte.

Mauro Oliveira Pires

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