Marques Mendes e a Teoria do Professor Karamba

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Isto é já telepático, sempre que Marques Mendes fala pensamos em Marcelo. Não porque o comentador dos domingos da SIC chegue aos calcanhares do Presidente dos afectos, mas vamos admitir, faz muito bem a função de Woki Toki. Sempre que Marcelo pensa numa charada nova, conta ao seu amigo mais pequeno, mais pequerrucho, depois lá sorrateiramente o comentador anota tudo e fala com aquele ar que lhe caracteriza, como se tivesse uma mola na língua.

Marques Mendes faz parte daquela Oligarquia Barata do PSD, está sempre ao sabor do vento, não se define, são os moços de recado, aliás, é essa a diferença entre os maiores e os pequenos, enquanto uns tem espinha dorsal daquelas rijas, prontas para enfrentar tudo, aguentar a pressão do dia a dia para pagar as contas dos outros, recuperar o que parecia irrecuperável, estar morto todas as semanas e renascer dia 4 de Outubro de 2015, é obra. Esses ficam na história, esses tiveram que se assumir, largaram preconceitos e foi pragmático, restaurou a credibilidade. Outros.. Bem, outros tiveram no conforto da cadeira de comentador.

Certos domingos criticava com a cartilha que tinha à frente, quando Marcelo queria Passos fora do PSD, à força, quase que de modo rancoroso, Mendes debitava a cartilha dada. Agora, Passos já deve ser homenageado em congresso, segundo Marques Mendes, bastou sair para a cartilha mudar, não mudaram o estrutural, o seu interior, agora é tempo de lamber as feridas, Mendes e Marcelo já perceberam o contexto, se Costa não aguenta com incêndios e com polémicas ministeriais, tira sempre licença sabática, imaginem o que era o Primeiro-Ministro, que também precisa de um dicionário, em tempos de crise económica.

Marcelo precisa de um substituto para Primeiro-Ministro, alguém que não coloque o seu mandato na lama, recheado de instabilidade, para não ficar impopular  e perder o seu ego e poder informal através do povo, Marcelo quer águas calmas e quentes, o resfriamento das águas por parte de uma crise económica é tudo o que Presidente não quer. Chamar por Passos não vale a pena, precisa de descansar, aturar o cinismo da política, até do próprio partido, é algo que poucos conseguem, ele, lá com a sua serenidade normal, lá se despediu, de modo temporário, mas de uma forma peculiar, Passos não comenta o futuro do PSD, faz bem, porque, para previsões amorfas do futuro temos um anão.

O anão dos domingos, o Luís Marques Mendes.

Mauro Oliveira Piresg

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