O Pontapé de Marcelo a António Costa

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No seguimento do que prometi no final deste meu artigo anterior , vou dar rotação a um tema que acho deveras interessante, o afastamento táctico de Marcelo do Primeiro-Ministro. Acho que maioria da população já reparou que aqueles posses de Estado solenes entre os dois poderes institucionais já não são ordem do dia, nem de facto, nem em abstracto, Marcelo já não se junta a António Costa e este, por mais que queira, por mais que procure, não encontra o Presidente nem na rotunda, não é que as agendas estejam trocadas, o génio táctico de Marcelo diz lhe ao ouvido que está na hora de um afastamento de António Costa.

Este afastamento começou em 2017, reparem que, quando Costa parecia o todo poderoso, quando não tinha defeitos para a comunicação social, quando tinha habilidades mágicas superiores a qualquer feiticeiro africano mais duvidoso, Marcelo estava lá, sempre, colado, como uma lapa, o poder popular de Marcelo tinha que fazer simbiose ao suposto “sucesso” de António Costa que representava, segundo o próprio, o trabalho do povo português, logo Marcelo tinha que estar onde estava o pedestal do suposto “trabalho” ou representante desse “trabalho” do povo.

Quando o Tsunami de trapalhadas de 2017 começou a vir ao de cima, Marcelo começa a dar passos para trás, devagar, mas dava, já dizia que o Primeiro-Ministro tinha que assumir as responsabilidades, já actuava com mais pulso depois de qualquer trapalhada deste. Reparem que, depois daquele discurso horroroso sobre os incêndios de António Costa, a suar a bruto, a trapalhão, quase que um ser num estado miserável superior, Marcelo logo a seguir, colocou uma pedra no charco “acalmando” a população com um discursivo de junção não de disjunção como o todo habilidoso da feira da ladra fez.

Agora, Costa malha, bate e foge, Marcelo recolhe os cacos, junta e fica com os louros, Costa é bruto e malcriado, maltrata o Português, Marcelo é uma raposa velha que conhece todos os passos de Costa e até os prevê, ganha mais poder informal e com a sua “mão invisível” lá lhe controla os movimentos e ainda ganha votos, uma estratégia de excelência para gerir uma crise, Marcelo agora prepara o impacto da próxima crise financeira na sua imagem, faz bem, porque ficar colado a uma queda de António Costa era mau demais, mau para o seu ego, mau para a sua possível reeleição enquanto Presidente.

Marcelo matou assim dois coelhos, descolou-se dos maus modos de António Costa, gerindo assim a sua imagem e votos. Por último, Marcelo fica finalmente como único e verdadeiro pilar do regime, aquele e único que é capaz de fazer cair António Costa do seu lodo e pântano. Se Costa com sucesso é rei, com trevas é sapo, e Marcelo não gosta de sapos, talvez no final de tudo, Passos Coelho vá ser útil a Marcelo… Outro artigo meus caros… Vamos com calma.

Mauro Oliveira Pires

 

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