Portugal e os genes da corrupção

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O ambiente de podridão não é de agora, Portugal tem algo no ar, nos genes, nas ruas, nos cantos mais recônditos algo de inexplicável, o chico-espertismo saloio provinciano é o pão nosso de cada dia na terra do Quinto Império. Para determinados Portugueses, os esquemas, o “arranjo”, o “abraço” ou o passeio ao restaurante mais próximo é sempre o primeiro acto de uma panóplia de sequências abismais para se chegar ao ponto que querem: O Favor.

O Favor é sempre o primeiro passo de muitos para as trevas dos pergaminhos da indecência, da formação de Oligarquias desmoralizadoras e formadoras de incompetentes. Os Portugueses são um povo especial, não quer dizer que somos os melhores, não se lance os foguetes, simplesmente tem uma capacidade de ver as coisas que outros não tem, são algo desengonçados mas ao mesmo tempo trabalhadores, meios ingénuos mas sentimentais e com o coração na boca, afectuosos com o próximo e frios com o inimigo.

É um povo que já passou por muito, quando não tinha pão lançou-se ao mar com um conjunto de financiadores para matar a fome e encontrar algo que o País não tinha, oportunidades, conseguimos, fomos donos e senhores dos mares, investimos mal o que recebemos, formou-se um conjunto de teatros palacianos na capital, as oligarquias divertiam-se não produziam, outros tinham que o fazer, é a mesma sina de sempre e que muitos não gostam de ouvir, Lisboa é importante, sim, mas tal como traduz a riqueza 50% da Geração de riqueza do País, também hoje traduz tráfico de influências, traduz conformismo, traduz a desistência de mudar o País para algo liberto das amarras que ela própria criou com um centralismo quase que autoritário.

Portugal é isto, é riqueza de aventura, mas pobreza de espírito, almas que não saem do quintal não evoluem, veja-se os emigrantes quando voltam, a formatação é outra, o CD do Socialismo foi “cuspido” pelo realismo da incerteza, do risco e do sair do conforto do Pai e da mãe que são sempre os “protectores” excessivos, algo deprimente na Sociedade Portuguesa. São estes que podem mudar o País definitivamente do chip do “inho”, de que somos o “pobrezinhos e felizes”, que assim é que estamos bem, são estes que podem quebrar com a ditadura do politicamente correcto que as famílias do antigo regime alimentou, dos aventais que jogam nos bastidores e que descaradamente nos gozam na cara.

Portugal precisa de cidadãos no sentido prático da palavra, alguém que “inspeccione” o “Monstro” Estado que criamos, os políticos saídos das juventudes mais amorfas, mas, acima de tudo, precisamos de cidadãos informados que assim sim, podemos combater a táctica da desinformação que a criadagem política criou como arma de arremesso quando a cartilha não funciona.

Mauro Oliveira Pires

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