Um Senhor!

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É necessário dar os parabéns, imensos, ao Grémio Literário, instituição multidisciplinar, aberta, livre e plural que acolheu a excelente iniciativa que ocorreu ontem em Lisboa. Foi uma conferência sobre a dívida pública abordada no seu contexto histórico desde o século XIX até a actualidade. Os professores Rui Ramos e Maria de Fátima Bonifácio, cronistas no Jornal Observador,  estiveram à altura do desafio. Tenho é que apontar um problema que acho que no futuro se pode resolver, este tipo de conferências tem que ser viradas para o que é o cidadão normal, não para a gente da “casa”. A população portuguesa tem um grave défice de literacia financeira que condiciona as escolhas governamentais, que condicionam as políticas públicas ao nível finanças públicas a médio e longo prazo. Um País informado é um País com uma sociedade civil com opinião, com mobilidade elementos que em Portugal praticamente é inexistente. Este modelo de conferências é sempre um primeiro passo a dar, que vai crescendo e que tendo selos de qualidade como a presença do Ex-Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho.

Uma pessoa como eu, estive presente, estava calmamente à espera do começo da tertúlia, derrepente aparece Pedro Passos, como cidadão, não como político. Fez o que António Costa, Rui Rio, todo ou qualquer adversário seu, que não acrescentam nada ao País, não fizeram, esses ficam nos seus assentos, no seu conforto Oligárquico. Passos mais uma vez mostra que tem a Costela Liberal que o País precisa, a serenidade da mudança, não fala com as pessoas só na altura do voto nem faz sorrisos cínicos para ficar na selfie, Passos falou com quem o abordou, normalmente, explicou, detalhou com o seu tom professoral. Entre a esquerda socialista e a “direita” socialista, Passos era o manto da dignidade, tocar neste ponto é essencial, porque encontrar políticos com espírito de sacrifício e com espinha dorsal é como encontrar uma agulha no palheiro.

Passos também teve a sua intervenção no debate, tentou na sua forma habitual, serena, respondeu aos oradores, não fugiu, foi ele mesmo. Os mesmos defeitos que lhe apontam, foram os mesmos defeitos que nos salvaram. Falar é fácil, é o mero acto de mandar postas de pescada, devemos lhe algo, não é algo superficial, é algo que devia perdurar por gerações mas que se perdeu com Costa, o mero acto normal de respeito pelas instituições, pela comunicação social e pelos deveres de cada um.

Se queremos mudar o mesmo ciclo de sempre, outros resolvem a situação financeira deixada por uns, a direita portuguesa tem que ser verdadeiramente de direita, falar, não ter medo, sair do conforto. Governar na época de vacas magras é digno para os corajosos, mas indigno para quem quer fazer algo mais, cumprir Portugal é libertar o povo português de um Estado monstruoso para que estes façam o que melhor sabem, trabalhar, ser criativos e expandir os seus negócios como qualquer português faz no estrangeiro. Ser proprietário do seu destino. O Caminho é estreito, os perigos são imensos, os espinhos das rosas são crescentes, mas se há algo que com o que podemos contar com Passos Coelho é isso mesmo, a lealdade que será sempre igual a ele mesmo, leal ao País e às reformas que ainda não fez.

A dívida pública continua numa rota perigosa, inverteu o caminho de súbida devido aos reembolsos ao FMI e utilização de depósitos do Estado. O que interessa era descer o rácio para a campanha, não interessa para futuro, Costa não pensa no futuro, a não ser no seu. Termos um stock de dívida deste tamanho com uma crise financeira próxima, é habilitarmos-nos a ter um rácio de 140% ou mais em tempos de recessão. Uma coisa é termos um rácio de dívida de 105% antes do resgate, tudo saiu do tapete, foi consolidado. Estarmos entregues a aprendizes de feiticeiros que acham que fazer cativações e colocar o investimento público é algo estrutural e que vai fazer com que o défice orçamental fique controlado é um erro monumental, pois, se maioria das variáveis da despesa são rígidas e com tendência de aumento, numa outra conjuntura um défice de 1,3 ou 1,4% passa rapidamente a um défice 5 ou 6.

Facto, o povo aprendeu alguma coisa, os Portugueses estão menos dependentes do Estado, inovaram, criaram. O problema continua o mesmo, no Estado, nos políticos e na sua incapacidade de fazerem pactos de regime em áreas fundamentais.

Fazer este texto é isso mesmo, a mesma marca que o Pedro deixou na minha pessoa, deixou em muitos, em independentes, em Liberais em muita gente sem ser PSD, porque, uma vez na vida, viu um Político na sua forma nobre, não viu um oportunista barato, um cartilheiro que maioria deles Políticos foi neste tempo todo. Ser honesto neste País paga-se caro, mas terá frutos no futuro.

Mauro Oliveira Pires

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3 comentários em “Um Senhor!”

  1. Tenho para comigo que este regime socialista assim como qualqer homólogo como o comunista não constroem destroem , o futuro pela certa não passa pelo modelo pós 25 de Abril , tudo tem de inverter caminho , não me refiro a liberdades alcansadas mas na senda económica e de intervenção do estado na sociedade , este tem a obrigação de desonerar impostos qe asfixiam o investimento e por consequência a criação de emprego , Portugal precisa como pão para boca de uma politica liberal a unica que liberta a imaginação e a iniciativa , não mais o estado paternalista , o estado tem de abrir caminhos , comunicações a quem qeira investir , deve ter como já existe uma instituição de fomento mas para pequenas e médias empresas , de resto cabe ao estado gerir muito bem o dinheiro proveniente dos impostos dos cidadãos , cabe ao estado providênciar uma segurança social que faça jus ao nome para obviar as muitas carências existentes e com tendência crescente , gerir bem é gastar menos com melhores resultados um verdadeiro dilema para as politicas de esquerda Portugal tem de seguir uma politica de direita liberal .

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  2. Mal do nosso País, é que os políticos e sindicalistas nunca tiveram o seu negócio para gerir.
    Assim aprendiam que não é com a subida de impostos, que a nossa máquina produtiva ganha uma mais valia.
    Somos bons a criar impostos e tachinhas em tudo, sufucando o crescimento.

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