Marcelo e dois anos de Presidencialismo

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Hiperativo, irreverente, centro das atenções, unificador, o Presidente Sol, Rei Sol, Marcelo Rebelo de Sousa é isto e muito mais. Mas desde a sua eleição em Janeiro de 2016 que outro adjectivo é um excelente quantificador e qualificador da qualidade de Marcelo enquanto político, Marcelo é génio da táctica política. O xadrez das variáveis que dançam estão sempre a seu favor, o Presidente conhece como ninguém os meandros, cada canto, sabe temporizar o que diz, quando diz e porque diz. Experiência é conhecimento dizem uns, a verdade é que são muitos anos disto, muitos anos de sucesso e insucesso, muitos anos de muito marketing político televisivo, Marcelo sabe tudo, de todos e onde buscar quem sabe a informação.

Não foi por mero acaso que o Presidente, quando assumiu as rédeas do Palácio de Belém, construiu uma “central” de comunicação onde foi buscar muitos elementos que o acompanharam durante anos na TVI e Maria João Ruela da SIC que era boa coadjuvante com Marques Mendes, um ajudante passa informações oficial do Presidente Sol. Com isto, Marcelo tem um raio de acção sobre os seus adversários, sabe as coisas primeiro e age em conformidade. Como Professor Catedrático, de imensa qualidade diga-se, as colchas Constitucionais Marcelo sabe as cozer como ninguém, e saber interpretar a Constituição da República a seu favor, se Portugal é uma República Constitucional Semi-Presidencialista, onde o Presidente partilha o poder com o Primeiro-Ministro, tem alguma acção executiva, mas não a que Marcelo desejaria na altura.

Foi aqui que o génio da táctica de Marcelo entrou em acção. O católico fervoroso é e sempre foi afectuoso, gosta das pessoas, nasceu nas elites mas é dos poucos políticos Lisboetas que compreende a linguagem do povo, se Marcelo não pode ter mais poder por via Institucional, mudando a constituição,  e que tal usar a via informal? Ou seja, usar o poder popular para controlar o Governo como se de uma mão invisível fosse? Marcelo hoje tem 10 milhões atrás, é esse o poder de Marcelo, o popular, Costa quando bica queima-se e sabe disso.

Marcelo não é só amor, também é frio, calculista, detalhista, como qualquer político com um jogo de cintura acima da média, porque, consolidado o poder informal Presidencialista, ele é agora o Homem mais poderoso do País, Marcelo pode queimar todo e qualquer adversário, inclusive António Costa quando este não lhe servir. Muitos me dizem  na direita e me falam que, se Marcelo apoia a geringonça não merece o meu voto. Não é bem assim, Marcelo enquanto Presidente tem o dever de apoiar todos os governos de qualquer cor, mas também tem que olhar para as coisas que outros também não veem, um Governo fraco como o de Costa que está sempre em constante processo de equilibrismo, era o que Marcelo queria e desejava, podia finalmente satisfazer o seu ego e utilizar o seu poder. Com Passos era diferente, uma pessoa estável, respeitoso e reformadora tinha respeito institucional suficiente para não estar colado o suficiente a Marcelo, aliás, Costa estava sempre colado a Marcelo.

O afastamento de Marcelo a Costa é outro conteúdo táctico do génio, mas pode ficar para outro artigo. Os presentes são para se desembrulhar devagar…

Mauro Oliveira Pires

 

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5 comentários em “Marcelo e dois anos de Presidencialismo”

  1. Não vale nada , traz às costas o Costa que vergonha de Presidente da República . É bem feito o que ele queria com governos PS BANCÁ ROUTA, VAI LIXAR LHE A VIDA

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