O Nosso Mal é a “Pulhítica”

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E pronto! Caiu a máscara aos partidos! Ninguém daqui em diante terá mais dúvidas sobre o funcionamento real do Parlamento. Quem andava iludido pensando tratar-se de um local sério onde pessoas sérias (eu não!), eleitas para governar (eu não!), legislavam pelo interesse da Nação (ui… muito menos!) ficou a saber que afinal não passa de um antro de “pulhíticos” (salvo umas excepções) que no escurinho da noite, sem actas nem propostas assinadas,  planeiam o saque ao contribuinte, desta vez para beneficiar os seus partidos. Aqui nem sequer houve divergências. Aqui nenhuma ideologia “pulhítica” entrou em choque. Aqui até houve entendimento pois claro (excepto CDS e PAN). Quando se trata dos próprios bolsos, todos se apoiam.  Que coisa mais linda! Até já estou emocionada! Veja aqui os discursos fofos de rasgados elogios uns aos outros. Tão giro…

Tenho dito  que o mal deste país está na política e políticos que temos muito mais do que nos défices e dívidas. Ter contas desequilibradas é assustador e merece toda a  atenção com uma gestão responsável e eficaz. Mas a ameaça maior deste país está nas pessoas que têm assento no Parlamento. Esse é o perigo. Esse é o GRANDE mal. Essa é nossa desgraça. A qualidade das pessoas que representaram o país foi o que nos trouxe a pobreza e mendicidade da Nação. Ano após ano, geriram-se a eles, familiares e amigos. Uns de forma mais discreta, outros totalmente à descarada mas sempre a pensar neles. E por pensarem só neles, hoje somos um povo que vive com salários miseráveis, em condições miseráveis, com promessas miseráveis e futuro ainda mais miserável assente numa  “pulhítica” de propaganda que cria a ilusão de que este é o melhor país para se viver (ah! ah!ah!). Mesmo que morram centenas de pessoas por falta de assistência. Mesmo que o Estado não passe de uma figura de corpo presente apenas eficaz na hora de cobrar impostos (além de os aumentar e inventar uns quantos mais) falhando redondamente em todo o resto. A lavagem cerebral entra com a força toda da Comunicação Social que, comprada e manipulada pelo regime, vende esse bem estar a toda a hora convencendo os incautos, que depois só na hora de solver seus compromissos percebem que afinal, não vivem dos rendimentos que cresceram mas dos créditos que contraíram. Mas mesmo assim acreditam que vivem melhor (até falirem) porque a doutrinação é eficaz nos mais fracos. Coisas da “pulhítica”.

Não acredito que Portugal mude de rumo sem uma limpeza parlamentar. E quando digo limpeza é mais do tipo  desinfestação total. “Matar” a velha política dos interesses e dos compadrios  com o surgimento de novos projectos com gente competente da sociedade civil completamente independente mas com profundo sentido de missão. Gente que já tenha um percurso profissional de pelo menos 10 anos a “partir pedra” todos os dias e construído  fora da política. Gente que adquiriu a pulso tudo o que possui sem ser por ocupar cargos políticos. Gente limpa de interesses, favores e vícios. Gente capaz de rasgar um caminho defendendo apenas a Nação acima de qualquer coisa de forma altruísta e desinteressada. Precisamos de um “Ciudadanos Português”, feito pelo povo, liderado pelo povo com um único compromisso: defender os cidadãos acima de TUDO.

Porque estes mentirosos que agora desmascarados se desculpam como ciancinhas apanhadas a roubar no supermercado, não vão mudar. Nasceram e cresceram na “pulhítica”. Não sabem fazer mais nada nem sequer tiverem de partir uma unha para terem o que têm. Nunca sofreram um desemprego, uma dificuldade económica, o desespero de ter um salário magro que mal dá para as despesas. Por isso jamais mudarão seu modus operandi nem largarão o pote de mel a menos que o povo unido e bem organizado, lho retire. Mais depressa legislarão em segredo sobre LIMITES às redes sociais que os desmascararam do que corrigirão seus caminhos erráticos. Está-lhes no ADN “pulhítico”.

E nós, sem gente nova e projectos novos, estamos condenados.

Cristina Miranda

Via Blasfémias

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1 comentário em “O Nosso Mal é a “Pulhítica””

  1. Concordo…mas tenho uma dúvida…será que “essa gente competente da sociedade civil completamente independente” ao fim de algum tempo não ficará igual aos “velhos políticos”?

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