Voa! Voa Marocas!

Há uma coisa que eu, pessoalmente, detesto, são pessoas e instituições incoerentes. Eu dou os Parabéns a Mário Centeno por ter arrepiado caminho, por não ter embalado na lógica de confronto de mija na escada como fez há 1 ano e meio, tendo a Europa lhe ameaçado com sanções e este ter cortado no famoso Santo Graal das esquerdas parabólicas unidas, o investimento público. Cortar no investimento público, não tem mal nenhum em termos de lógica orçamental e cumprimento de objectivos quando estes são de cumprimento de margem mínima, ou seja, se tivéssemos uma meta de défice de 2,0% e no ano transacto, por exemplo, tivéssemos tido um défice de 2,4% cortar um chavo no investimento público não vem o diabo ao Mundo. Mas, quando se corta perto de 3,5 mil milhões de euros no investimento público levando o ao tempos de Salazar prejudicando serviços públicos, como hoje se vê, só para alimentar as clientelas de sempre e, ao mesmo tempo, efectuando irresponsabilidades do lado da despesa como empurrar com a barriga X para 2018, X+2 em 2019 etc é uma irresponsabilidade tremenda.

Efectuar cativações é um bom instrumento de gestão orçamental mas nunca se pode abusar dela, temos sempre que as “libertar” em parte no exercício orçamental do ano seguinte, é como suspirarmos e colocarmos o cinto e este depois arrebenta com a expiração. Mário Centeno e Costa queriam enfrentar a Europa como todos os eleitores que votaram PS, PCP e  BE não conseguiram, enfiaram a carapuça e hoje festejam resultados com austeridade encapotada. Se ela matava com Passos, com o Marocas e o seu superior as flores até florescem em Pântanos de gás.

Não posso ficar feliz com uma Europa que elege um Ministro que reduz o défice nominalmente e não o reduz estruturalmente, ou seja, de grosso modo, não cumpre as regras europeias por inteiro. Se é assim que a Comissão liderada por Juncker, um excelente apreciador de vinhos, diga-se, não ganha credibilidade nenhuma. E Mário Centeno devia ter um bocado de recato, quando este diz que é um feito sem igual, lembro ao Marocas que Durão Barroso foi Presidente da Comissão Europeia, cargo imensamente  superior, mas esperem, é de direita, não é do Partido das Rosas, porque se fosse, era imensamente amado, amante da cultura e da igualdade, ou lá o que isso é.

Mário Centeno, Presidente do Eurogrupo, vai ter que ter o condão de dizer ao Ministro das Finanças Português, o Sem Tino, que terá que efectuar reformas de modo a cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Estas duas pessoas, tão diferentes, mas, ao mesmo tempo, tão iguais, vão ter que se encontrar de uma forma virtuosa em gerir os gritos do Arménio, da Catarina e do Jerónimo, não esquecendo os pontapés na gramática de Costa, e os gritos frios de Merkel. Camarada Mário, diz ao Sem Tino para fazer austeridade da séria, não te esqueças é de avisar os canhotos para engolirem o sapo, e dos GRANDES.

O fim da Geringonça está próximo, muito próximo, resta saber se o Presidente do Eurogrupo Centeno sabe gerir um tetra de Bancarrota no País do Sem tino. Veremos…

Mauro Pires

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