Contado ninguém acredita…

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 Mais uma semana, mais um caso de violência na noite. Após o caso da discoteca Urban Beach todos pensámos que ficaria por aqui, mas não. Surgiu um novo episódio desta “nova” série gravado em Cinfães, distrito de Viseu, onde jovens foram agredidos violentamente pelas personagens principais, os seguranças. Para além disto, depois de inconscientes, foram deixados ali, estendidos no chão. Mais! Através das imagens captadas pelas câmaras de vigilância, conseguimos perceber que um destes jovens ainda foi arrastado por um dos “seguranças” para fora do local, tendo recebido assistência médica horas depois do ataque. No entanto, foi um caso que mereceu muito menos destaque ao nível das redes sociais e dos media por comparação com o caso Urban Beach, algo que, a meu ver, é incorreto, visto que as agressões tiveram um nível de violência muito superior. Mas que seguranças são estes, que em vez de garantirem a harmonia e ordem numa discoteca, agridem clientes sem qualquer respeito para com a vida humana? Que seres humanos são estes, que depois de deixarem outros inconscientes ainda os arrastam pelo chão numa tentativa de encobrimento dos atos hediondos que cometeram? Não, não são seres humanos, são animais!

  Casos como estes acontecem diariamente nos espaços de diversão noturna em Portugal. Mas porque será que só agora são tomadas medidas? Era do conhecimento de todos que o Urban era famoso não só por ter uma bela vista para o rio Tejo, mas também pelo grande acolhimento e hospitalidade que os seguranças tinham para com os clientes. No entanto, agora que surgiram imagens é que decidimos agir. Também sempre se soube que as refeições nas cantinas das escolas não eram as melhores, assim como a limpeza das cozinhas, mas foi preciso uma criança gravar uma larva no seu prato para tomarmos todos atenção ao caso e serem tomadas medidas. Também ocorreram diversos eventos no Panteão Nacional ao longo dos últimos anos, mas agora que foi gravado e todos nós tivemos acesso às imagens é que vimos o que tem sido feito nas nossas costas. Mas será essa a natureza do ser humano? Será que só conseguimos ver a realidade quando ela nos é dada pelos ecrãs aos quais passamos agarrados todo o dia? Ou será que ainda há corpos (porque somos apenas isso) que conseguem pensar por si e ver os problemas?

  Temos de agir enquanto é tempo. Os problemas não desaparecerão se continuarmos à espera deles. Para isso, temos de atuar na prevenção dos mesmos, temos de ver o que está de errado na sociedade, temos de ter a coragem de dizer “basta!” e incutir a mudança nos outros e, a cima de tudo, temos de chamar à razão aqueles que estão no poder e que deviam ser os primeiros a atuar. Que se tome atenção ao estado do país e às causas sociais. Que se mude o pensamento. Que se lute pelo fim da injustiça.

 

Rodrigo Dias

  

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