O que Portugal podia aprender com a Alemanha

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Os 12 anos de “reinado” de Angela Merkel, enquanto Chanceler e Dama de Ferro Europeia, foram lhe retribuídos com mais 4 anos por parte dos Alemães. Merkel, já tive oportunidade de falar disto aqui no PortugalGate, aplicou o método científico à política, a par da sua ex-homóloga Britânica Margaret Thatcher que de 1979 a 1990 aplicou uma espécie de processo de fusão entre a metodologia, a calma e o estudo da ciência, medindo cada passo político como se fosse o último. Merkel seguiu-lhe os passos com sucesso da sua ascensão de ministra a Chanceler do País mais poderoso da Europa. A Chanceler Alemã é uma política rara, não tem vergonha de consensos e no fim, acaba sempre por conseguir, pelo seu País, pela estabilidade Alemã e pelo povo Alemão, foi assim que Merkel sempre agiu, não só em defesa da Alemanha como da Europa.

O seu novo mandato, apesar de tremido, pode ser renovado com novos entendimentos com o SPD de Schulz, que é o cenário para mim mais plausível, porquê? Porque o avanço da extrema direita que absorveu tanto eleitorado da CDU como do SPD, paralisam ainda mais o Partido de Schulz, uma vez  que hoje já ninguém, ou poucos, acreditam no Socialismo Democrático, ou na sua forma mais bonita de se dizer, Social Democracia que está há anos pela hora da morte. Sem espaço para crescer, Schulz vai dar a mão a Merkel mais uma vez para um novo mandato, o que seria mais um acto de maturidade da democracia Alemã, o que a longo prazo, não invalida a saída de Merkel do poder, uma vez que se pode sentir desgastada.

Em 12 anos, Merkel cometeu pequenos erros, uns sem impacto no que é o seu “score” eleitoral e a sua imagem, mas cometeu um erro que, apesar de humanista, é perigoso. Nos tempos da II Guerra Mundial, outros Países de outros Continentes receberam os refugiados de Guerra Europeus, mas uma coisa são povos com tradições judaico-cristãs que tem como base o respeito, a liberdade individual e a paz entre povos, outra é uma religião como a Islâmica que é claramente uma religião com restrições à liberdade individual dos seus praticantes, não respeitando-os sequer, não respeitam as mulheres enquanto ser Humano tratando-as como meros objectos, isto, claro, no que diz respeito ao Islão Árabe, não comparemos o Islão Árabe aos muçulmanos das ex-colónias portuguesas que são pessoas fantásticas, trabalhadoras e respeitadoras e que tem uma cultura completamente diferente da Árabe. Falo em causa própria, a minha família cerca de metade, é muçulmana e outra Católica e Judaica estou tremendamente habituado aos hábitos de cada uma e respeito as diferenças de cada uma, mas, lá está, uma coisa são muçulmanos de Moçambique ou Angola que até festejam o Natal e a Páscoa, outra são milhões de refugiados muçulmanos árabes que sim, fogem da guerra, mas a política de portas abertas pode trazer sempre um infiltrado.

É este talvez um dos últimos pregos do caixão de Merkel que, espero, não seja o último mandato da mesma. Apesar deste erro, Merkel conseguiu colocar a Europa unida no seu momento mais difícil depois de políticas keynesianas de gastos públicos irresponsáveis. Todos querem ver Merkel pelas costas porque ela quer menos intervenção do Estado, a generalidade dos políticos Europeus quer mais Estado, mais poder, mais votos das clientelas, Merkel é a antítese disso. Não, quem nos levou à Bancarrota de 2011 foi Sócrates, não foi Merkel, quem assinou o Memorando entendimento com a Troika foi o PS, em conjunto com PSD/CDS, uma vez que Passos se comprometeu a cumpri-lo, e fê-lo como se vê hoje pelos resultados que Costa colhe.

Portugal tem um longo caminho a percorrer para chegar aos calcanhares da política alemã, os políticos alemães reformam, pensam no longo prazo, planeiam e logo constroem. Os Políticos Portugueses? Falam da lógica da batata, acham-nos todos estúpidos e meros votantes de cá aquela palha ou um conjunto de carneiros mansos. Não reformam, a não ser por pressão externa, querem mais Estado e mais poder para distribuírem cargos para os amigos. É isto que é Portugal, um País sem massa crítica, que pouco fala e pouco protesta contra o Estado balofo vigente. Que belo trabalho os nossos filhos e netos vão ter…

Mauro Pires

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