A mãe de todas as falácias ambientais – as alterações climáticas

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Tradução integral de um texto de Fernando del Pino Calvo-Sotelo de responsabilidade do editor deste post.

 

A mãe de todas as falácias do ecologismo actual, e de longe a mais perigosa, está nas  chamadas alterações climáticas, provavelmente a maior patranha político-ideológica de todos os tempos ou, se preferirem, “o pior escândalo científico da história”, nas palavras do Dr. Kiminori Itoh, especialista em Meteorologia Ambiental da Universidade de Yokohama.

As premissas pseudo-científicas da ideologia das alterações climáticas são quatro: o planeta atingiu valores máximos históricos de temperatura, a temperatura evoluiu determinada exclusivamente pelo CO2 produzido pela actividade humana, as consequências do aumento da temperatura serão catastróficas, e existe um amplo “consenso” científico a este respeito. As quatro são falsas.

No último milhão de anos da história climática do planeta Terra as glaciações alternaram com períodos inter-glaciares com temperaturas muito mais quentes (como o que agora, afortunadamente, nos encontramos). Desde a última glaciação (há uns 12.000 anos atrás) a Terra tem estado tão temperada como agora durante um período de talvez 4.000 anos, incluindo o máximo do Holoceno (no tempos do Antigo Egipto), e mais recentemente, o Período Quente Medieval (do séc. X até aos finais do séc. XIV). Durante o século XX, as temperaturas aumentaram até 1940, diminuíram de 1940 até 1975 (altura em que então o incipiente alarmismo ecologista assustava com a chegada de uma nova Idade do Gelo causada, como não… pela actividade humana), voltaram a aumentar de 1975 até 1998 e não variaram de forma significativa desde então (a chamada “pausa” no aquecimento). Os dados dos satélites mostram um aquecimento total na baixa troposfera de 0,4°C (a partir de 1979, um ano frio) e um ligeiro arrefecimento na estratosfera. Primeira pergunta: se o clima tem variado constantemente desde o alvor dos tempos, de que modo é que a industrialização é a responsável pelas variações climáticas? Se desde há milhões de anos e até meados do século XX o clima variava por causas naturais, como pode ele agora mudar, magicamente, devido à actividade humana?

O dióxido de carbono (CO2) escandalosamente estigmatizado pela propaganda ecologista como “contaminante”, é um dos pilares básicos da vida no planeta, alimento por excelência das árvores, das plantas e dos cereais com que nos alimentamos (de facto, graças ao aumento do CO2 a Terra está significativamente mais verde, como os satélites da NASA confirmam). O CO2 representa apenas 0,04% da atmosfera, do qual por sua vez só uns 3% é proveniente da actividade humana (ou seja, 1 molécula em cada 85.000). Cada vez que respiramos, de forma natural e inócua, expulsamos CO2 com uma concentração 100 vezes superior à que existe hoje em dia na atmosfera; logo, para os ecologistas, os seres humanos são contaminantes pelo mero facto de respirarem. O seu efeito de estufa é escasso; de facto, o gás de efeito de estufa mais importante (jamais citado como tal pela propaganda ecologista por ser difícil de demonizar) é o inofensivo vapor de água, com uma concentração 50 vezes superior ao CO2. Mais, os dados paleo-climatológicos indicam que, historicamente, o CO2 aumenta uns 800 anos depois do aumento das temperaturas, o que significaria, caso a correlação implicasse causalidade, que é o aumento da temperatura que causaria o aumento do CO2, e não o inverso. Portanto, pretender que o CO2 de origem humana é o principal factor explicativo da variação das temperaturas nega la evidência científica relativa ao CO2 e omite de forma interessada factores muito mais importantes e correlacionados como a actividade solar (fonte de calor da galáxia), as oscilações oceânicas ou as nuvens. Por tudo isto, a dita teoria “nem sequer é científica”, como afirma o físico e veterano de 35 anos da Agência de Protecção Ambiental norte-americana Alan Carlin, autor de Environmentalism Gone Mad. Na realidade, como esclarece o Dr. Tennekes, ex-Director de Investigação do Real Instituto Meteorológico da Holanda, “só compreendemos 10% das causas das variações climáticas”, um sistema complexo, não linear e caótico.

Sem o medo criado por uma ameaça apocalíptica, que corresponde a uma ameaça de morte, seria  impensável que a população aceitasse os três resultados das políticas anti-alterações climáticas, do que nunca se fala: um aumento do poder político, um substancial empobrecimento e uma perda significativa de liberdade. As consequências supostamente catastróficas do aquecimento não são mais que elucubrações fantasiosas sem qualquer valor científico que desafiam, de novo, os dados e a lógica. Sabendo que em cada ano o frio mata 17 vezes mais pessoas que o calor (The Lancet, 2015) e que a biodiversidade é obviamente muito mais rica nos climas mais temperados, porque teríamos que temer um ligeiro, paulatino e natural aumento das temperaturas neste pico milenar do ciclo interglaciar? Ultimamente, o catastrofismo ecologista retirou outro coelho da cartola. Recorde-se que inicialmente a senha mágica falava de “aquecimento global”, e que logo mudou para “alterações climáticas”, termo muito mais vago e amplo (chova ou não chova, faça calor ou frio, é sempre culpa do homem). Hoje a senha é o suposto aumento dos fenómenos meteorológicos extremos (furacões, inundações, secas, etc…). Isto é de tal modo falso que inclusivamente o enviesado e politicamente controlado Painel Inter-Governamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC) se viu obrigado a reconhecer que “não existe nenhuma tendência de alta significativa na frequência de ciclones tropicais a nível global (…), nem há suficiente evidência quanto ao aumento de secas desde meados do século XX, nem tão-pouco quanto à magnitude ou frequência de inundações a nível global” (IPCC Assessment Report 5). Mas não obstante, a propaganda ecologista aproveita a extensa cobertura mediática de que sempre gozam os fenómenos extremos (ainda que sejam tão cíclicos como o El Niño ou os furacões) para continuar a ligá-los às alterações climáticas.

E que dizer do consenso? Nunca existiu tal coisa, antes uma campanha de intimidação inaudita para silenciar os milhares de cientistas escandalizados perante o sequestro da ciência perpetrado pelo ecologismo e pelo poder político. Permitam-me que lhes apresente um exemplo. Em 2014 o meteorologista sueco Prof. Bengtsson tinha aceitado fazer parte de uma fundação britânica, céptica à teoria do aquecimento global de origem humana. Teve que se demitir, como explicou por escrito, porque havia sido submetido “a uma pressão tão grande, tão virtualmente insuportável para mim, que a continuar serei incapaz de levar a cabo o meu trabalho e inclusivamente começarei a preocupar-me com a minha saúde e a minha segurança física”. Este foi o vergonhoso bullying imposto a um cientista com 79 anos de idade. Apesar disto, a evidência empírica está a abrir portas para a luz entrar frente à opressão política e só nos últimos dois anos emergiram mais de 1.000 estudos em publicações científicas defendendo que as variações do clima são fundamentalmente naturais e não fruto da actividade humana, como opina o Prémio Nobel de Física Robert Laughlin (“por favor mantenham a calma, não temos poder para controlar o clima, cuja variação é uma questão de tempo geológico que a Terra produz de forma rotineira sem pedir licença a ninguém nem dar explicações”) e o seu colega (também Prémio Nobel) Ivar Giaever (“sou um céptico; o aquecimento global converteu-se numa nova religião”).

Richard Lindzen, eminente físico atmosférico autor de vários livros e professor durante 20 anos no prestigiado M.I.T, é peremptório: “o aquecimento global tem a ver mais com política e poder do que com a ciência”. Com efeito, a verdadeira ameaça não é nenhum cataclismo futuro, mas sim uma perigosa ideologia totalitária que, encoberta por superstições pseudo-científicas, já está a doutrinar as crianças com os livros escolares e aos adultos com o constante martelar da propaganda mediática. Não se deixem enganar.

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