Mugabe e Isabel, a mesma luta

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De África finalmente veem bons ventos, vamos ver se estruturais e de continuação no tempo. Metade da minha família, e eu falo sobre a experiência própria,  é de África nomeadamente Moçambique, com algumas costelas Indianas pelo meio. Recordo me dos meus avós falarem dos tempos Gloriosos de Moçambique colonial dos anos 60 e da Cidade de Lourenço Marques, actual Maputo. Foram corridos a pontapé com uma descolonização necessária, mas tremendamente mal feita por Mário Soares onde muitos dos Portugueses vindos de África, ou retornados como certos “Portugueses” chamaram a muitos na altura, vieram sem os seus bens, repito nada, com família para alimentar e uma vida a recomeçar. Em África o comunismo soviético e o socialismo tomaram conta das ex-colónias Portuguesas, Moçambique ficou uma terra queimada, destruído por uma guerra civil impiedosa e políticos da estirpe de José Sócrates Pinto de Sousa.

Enquadrando esta minha história com uma criatura da foto, Robert Mugabe, uma mistura de Khadafi com um José Sócrates Armani, que reproduziu os sonhos molhados do camarada Jerónimo em todas las vertentes num País outrora próspero. Mugabe conseguiu que um salário médio de um trabalhador do setor privado, mil euros, repito médio, por exemplo de um trabalhador português convertido em dólares Zimbabweanos fosse de 440.713 dólares(!). Conseguiu tornar a antiga Rodésia com um turismo forte e uma agricultura invejável num País amorfo, sem, sem futuro, com esgotos a céu aberto e sida por tudo o que é canto. O controle total do Estado na economia do Zimbábue, um laboratório de socialismo a céu aberto, está a vista de todos. Isto é socialismo na sua forma pura, aquilo que a nossa Troika de Esquerda defende com todos os dentes que tem na boca. O Camarada Jerónimo defende o regime Russo, O venezuelano e também o defensor do Zimbábue com certeza. Uma camarada Catarina não fala, não ouve, não respira, já não faz nada, é uma estátua de maconha incompetente.

A queda de Mugabe é uma nova era para o Zimbábue, não tenho dúvidas disso, mas um País que já não sabe o que é um democracia há quase 40 anos, só no prazo longo recuperar os problemas necessários para qualquer país dito normal. Não é permitido deixar de falar da ex-vendedora de Ovos de Galinha, é um trabalho mais que digno como qualquer outro, atenção! Mas uma ironia contra uma Camarada Isabel da Quadrilha dos Santos é sempre uma referência a fazer. A situação Angolana todos já sabem o contexto como Eduardo dos Santos chegou ao poder, foi eleito, muito bem, não sabemos com a confiança do acto eleitoral, estabilizou uma situação do País e reconstrução de uma Angola do Caos. Eduardo dos Santos teve uma obrigação de ser um líder diferente, para melhor, num ciclo novo, não como ele, como Socialista normal, deu cargas a amigos e familiares,

Este é uma grande, uma maior vitória da Clã dos Santos: Colocou o graveto no bolso (desculpem a gíria), sem grande contestação social. Quem fala, é perseguido, é morto. Nós sabemos como funcionam os oligarcas, fofos por fora para os vermelhos por dentro, nada de novo. O novo Presidente de Angola, João Lourenço, tem os no sítio, e bem, agora tem que arranjar proteção policial reforçada, quem mexe no polvo pode acabar enforcado … Se efetuar como mudanças estruturais para mudar o panorama social e económico do País Não temos dúvidas no que se refere a dificilmente oligarcas da Clã metralha dos Santos voltem a tocar no pote de mel. É o Kharma.

Mauro Pires

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