Valha-nos nossa Senhora!

Quem me lê mais de modo assíduo reparou que eu não falei, e não planeio em falar muito, de Rui Rio ou de Pedro Santana Lopes, porquê? Porque, sendo directo, não gosto de nenhum dos dois, mas considero um deles um mal menor e outro uma eterna perneta do actual Primeiro-Ministro não eleito. O que caracteriza o PSD ou PPD, lá está, esta junção saborosa de não saberem o que são, é que ora estão ao centro ora estão à direita, não existe uma definição ideológica por concreto, existem várias, múltiplas, são vários Abacaxis a descascar, mas muitos tem pouca carne, o único que ainda teve consistência e sentido de Estado foi Pedro Passos Coelho no meio de tanta mediocridade alheia do espectro político do socialismo à esquerda e do socialismo à direita.

Para mim, na minha humilde opinião, o PSD deve ser um Partido Liberal, um Partido diferente dos outros, não mais um PS versão fofa, mas um Partido que acredita no libertar das amarras dos Lobbys que aumentam o nosso custo de vida a cada ano que passa com rendas excessivas que estes recebem, um PSD que acredite piamente na liberdade individual de cada um em construir o seu caminho, um PSD que acredite nas pessoas e não num Estado balofo e ineficiente que, como vimos, já nem as pessoas protege e não cumpre as suas funções mínimas constitucionalmente previstas.

Um Partido Social Democrata ser se de direita é impossível, primeiro porque social democracia é Marx, é socialismo democrático, é o Estado apresentado como uma Máscara de Koala mas que lá no fundo é a mesma cobra venenosa de sempre, sorrateira que cria sempre mais uma taxinha e mais um imposto para sustentar um sistema que foi feito para outro tempo, um tempo em que a população era maioritariamente jovem, um Tempo em que Portugal tinha mais filhos que hoje. Somos um dos Países mais envelhecidos do Mundo, obrigamos a actual geração a pagar as pensões do agora, ficando eles sem as suas pensões de futuro, é um esquema de ponzi, uma farsa que um dia vai dar o berro, como se diz na gíria.

No meio deste lamaçal eterno da nossa política de galinhas, temos um Rui Rio que diz que o PSD não é de direita, ou seja, trocando por Rios, Manuelas e Pachecos é um PS+D e não um verdadeiro PPD que quer reformar e é inconformado. Rio fez muito bem à grande e invicta cidade do Porto, mas não vai fazer bem ao PSD, ou PS+D como queiram. O PSD precisa e vai continuar a precisar de Passos, não de um Pedro Santana Lopes para fazer uma travessia no deserto e falar bem, como sempre falou, o País precisa de acção e de reformas profundas seja de que agente político for, não de um Rio que quer ser muleta de um Primeiro-Ministro não eleito, de um Santana com boas intenções mas ultrapassado, mas sim de um Pedro Passos Coelho que soube dirigir o País nos momento mais críticos com seriedade, responsabilidade e sentido de Estado sem olhar para o Partido, coisa que pelo que parece não lhe perdoam. Mas é isto que assusta, termos só um agente político que não é a melhor coisa do Mundo e arredores, mas é suficientemente digno para saber o que quer para o País, e isso é um mau sinal, porque parece que não estamos a produzir políticos de qualidade, e de grosso modo ainda bem, quantos menos políticos produzidos melhor, mas ainda precisamos deles para este contexto.

Estamos entregues a isto: Socialismo de foice e martelo, Socialismo de Marijuana, Socialismo Rosa, Socialismo de Rios e Laranjas Podres e Socialismo Beato. Quem nos salva? Nossa Senhora não dá para tudo meus caros.

Mauro Pires

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