Politica e Jovens

É opinião de um número elevado de jovens que a política é algo desinteressante e monótona. Os jovens revelam cada vez mais desinteresse e prestam muito menos atenção ao que se passa á sua volta e aos aspetos que compõe a verdadeira definição de cidadania. A ausência de conhecimento político é algo preocupante para a sociedade, afinal de contas, os jovens de hoje são os líderes de amanhã e os eleitores no futuro. Daí ser fundamental realizar o armistício entre jovens e política.
A responsabilidade, na sua totalidade, não é dos jovens. É certo que o desinteresse é algo interno a cada indivíduo, porém cativar e alertar os indivíduos não é algo que parta de nós. Tenho assim de reforçar a ideia de que instituições que são próximas e até mesmo fundamentais no desenvolvimento cognitivo dos futuros adultos, têm o dever de os educar para serem cidadãos mais preparados e dotados de maiores capacidades de análise e pensamento crítico da sociedade e dos órgãos que os governam. Começo por referir as escolas, quer sejam públicas ou privadas, devem fomentar e criar esse interesse e esse sentido de dever cívico nos seus estudantes, incentivando-os a votar nos atos eleitorais e criando a mentalidade que promova o ato de exercer os seus deveres cívicos. Sou um claro defensor da criação de núcleos de debate político nas escolas, muitos jovens não têm acesso ao mais primário dos elementos políticos, o debate e a troca de ideias que é fundamental para a formação de ideia próprias e maior capacidade de argumentação. A culpa dessa falta de acesso reside nas instituições de ensino que transmitem a ideia de que discutir política é tabu e pouco aconselhável. Estará isto correto? Não! Os jovens têm de abrir a sua capacidade cognitiva para a política mas não da que são “forçados” pelos mecanismos estatais para aprender correntes filosóficas de autores de séculos passados ou para decorar formas matemáticas. A política e a cidadania que a completa devem ser encorajadas e não incutidas, realizando debates escolares e promovendo a criação de núcleos que o premiram.
No seu caráter individual não critico, apenas deixo um apelo aos jovens. O futuro está nas nossas mãos, hoje podemos não ter a voz que outros têm mas amanhã certamente teremos, mas o amanhã começa-se a construir hoje. Usem um pouco do vosso tempo e capacidade de raciocínio e vejam noticias e não se limitem a observar, critiquem e marquem uma posição, seja ela de esquerda ou de direita, liberal ou conservadora, tenham uma voz! O futuro do país depende da próxima geração, e essa geração tem de ser capaz de criticar e pensar sobre aquilo que os rodeia, bem como debater leis e medidas tomadas por governos e outros órgãos. A iniciativa tem em parte de ser dos jovens, a política não é um tabu, nem é um tema aborrecido, a política é tudo o que nos rodeia e é mais do que um conjunto de ideologias opostas. A política é o benefício do cumprimento do dever cívico de todos nós.
É tempo de preparar o futuro, é tempo de cada um se focar nos seus deveres cívicos. Aos que têm o poder de preparar a nova geração deixo o apelo de ajudarem a criar cidadãos capazes e preparados. Aos jovens deixo a minha esperança num futuro liderado por cidadãos preparados, capazes e atentos.

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