A GANÂNCIA DOS MERCADOS E O DIREITO À ESTUPIDEZ

acho que os touros tendem a reagir mal ao interstício de palavras e também porque sempre tive as maiores suspeitas de que a “bio-tanato-política” era uma coisinha má….

Agora, quando leio vermes sanguessugas a reclamar sobre a qualidade moral das vitimas que aceitam ser sugadas, aí, bom, aí, passo-me! A sério!

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A ganância é caracterizada, na nossa cultura, a judaico-cristã (até ver…), como uma obsessão (negativa) de obtenção de uma vantagem material sem olhar a meios. Sempre que oiço, ou leio, alguns economistas falar da ganância dos mercados fico perplexo e confuso:

  1. Perplexo,

porque esses economistas passaram 70% do seu tempo de formação académica a estudar modelos de optimização de recursos e a adquirir um conjunto de ferramentas matemáticas e analíticas que lhes permitirá, espera-se, a obtenção de vantagens que os mercados, em cada momento propiciam, não tendo recebido qualquer formação, pelo menos no meu tempo, sobre a imoralidade do resultado obtido.

Assim, quando em Investigação Operacional, se estabelece uma solução óptima, ou em Análise de Investimentos, se determina o projecto adequado a um determinado nível de risco admissível, ou em Gestão Financeira se determina o a sequência e o conjunto de instrumentos de financiamento a utilizar, nunca se refere o problema da ganância.

Os economistas, são uma raça de gente concentrada num objectivo simples: o de encontrar uma solução para um problema: a optimização de um output face à utilização de um input. Esses outputs serão sempre mensuráveis: o lucro líquido da empresa, a quota de mercado, a eficiência da empresa, a produtividade de recursos, etc., tendo o input, ou recurso, uma característica única: ser escasso! O lucro da empresa tem de ser cotejado com os recursos utilizados (não é a mesma coisa gerar um resultado líquido de 1 milhão de EUR com um capital de 10 milhões de EUR ou de 3 milhões de EUR, como não é a mesma coisa atingir uma quota de mercado de 5% num ano utilizando um orçamento de publicidade de 20 milhões de EUR ou sem publicidade, etc.);

No restante tempo da sua curricula, os economistas recebem formação noutras áreas, a dos “Direitos” (Obrigações, Fiscal, Comercial, Trabalho, etc,), a das Ciências Sociais, da História do Pensamento Económico, das Tecnologia de Informação, etc., tudo em complemento das competências básicas de “conseguidor” que as Faculdades de Economia (FEP#1) exigem –  e bem!

 

  1. Confuso:

Quando leio que um “economista”, Franciso Louçã,  defende um “projeto económico e social para o longo prazo em que seja enfrentada a ganância dos mercados”…

 

… ou que um escriba partidário, Ângelo Alves, considera o sistema capitalista como parasitário, assim:

“Camaradas,
O carácter parasitário e decadente do capitalismo é hoje ainda mais evidente, trazendo para a luz do dia os seus limites históricos e, consequentemente, a necessidade da sua superação revolucionária e da construção de uma formação socioeconómica superior – o Socialismo.

qual é a minha imediata reacção? A de ir ver se é doutorado pelo CES.

SE NÃO É DOUTORADO do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, “superiormente” dirigido pelo Senhor Professor Doutor Boaventura de Sousa Santos, FICO CONFUSO! Porquê? porque só reconheço o direito à estupidez a doutorados pelo CES.

Quero ser muito claro. Que um doutorando passe parte da sua vida da sua vida a ruminar sobre o

“O Touro que nos Puseram na Arena. Ou: O Desdobrar das Fronteiras nos Interstícios da Palavra – Gaguez, Ciência e Comunidades de Responsabilidades”  

ou que outro doutorando defenda em tese de doutoramento que “Governar a vida na rua. Ensaio sobre a bio-tanato-política que faz os sem-abrigo sobreviver

(para referir somente 2 dos últimos temas de doutoramento daquela mui ilustre instituição)

dizia,

não me faz confusão nenhuma!

porque acho que os touros tendem a reagir mal ao interstício de palavras e também porque sempre tive as maiores suspeitas de que a “bio-tanato-política” era uma coisinha má….

Agora, quando leio vermes sanguessugas a reclamar sobre a qualidade moral das vítimas que aceitam ser sugadas, aí, bom, aí, passo-me! A sério!

1 comentário em “A GANÂNCIA DOS MERCADOS E O DIREITO À ESTUPIDEZ”

  1. esop convencido pelo que já li que o boaventura ss é o grande mentor do bloco, juntamente com o louçã. boaventura ss acaba por ser uma pessoa de honestidade duvidosa quando vemos que usa a investigação e os financiamentos que recebe para escrever artigos com orientação política

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