Os Filhos de Ninguém

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Compreendo a tristeza dos casais que querem ter filhos e não podem. Compreendo a dor das mulheres desprovidas de útero que jamais poderão conceber. Não compreendo que se meta no mesmo saco, casais homossexuais ou pessoas solteiras e se crie legislação que os permita procriar tolerando que a criança cresça sem DIREITO à figura materna ou paterna tão fundamental ao seu crescimento.

Estamos a criar a geração dos filhos de ninguém. Os fins justificam os meios numa sociedade cada vez mais egoísta. Chamam a isso evolução. Mas na verdade é a desumanização em curso. É a degradação acelerada de valores que gerações futuras terão de pagar a  um preço muito alto. Dizem que é para acabar com a discriminação. Dizem que é uma luta por igualdade de direitos. E os direitos da criança onde ficam nisto tudo? Que igualdade vem a ser esta?

Alguém já questionou as crianças que são objecto dessas experiências? Alguém já se preocupou em saber o que pensam elas destas decisões onde não são tidas nem achadas? Claro que não. Nada pode pôr em causa o desejo egoísta dos adultos LGBT e feministas.

Só mesmo quem não passou pela experiência de ser pai ou mãe NÃO SABE da importância que ambos têm no crescimento equilibrado e saudável dos seus filhos. NENHUM consegue substituir o outro porque ambos complementam a sua formação enquanto indivíduo. As meninas agarram-se à figura paterna na infância onde o pai é seu herói, seu porto de abrigo para depois na adolescência o “substituírem” pela mãe que passa a ser a figura com a qual se identificam e que procuram sempre que são assoladas por dúvidas ou se metem em problemas. Pelo contrário os meninos na primeira fase da vida são todos “da mamã” para depois já pré-adolescentes procurarem  identificar-se com o pai, seu modelo de homem, sua referência, seu conselheiro. A NATUREZA comanda. Não vale a pena inventar ideologias para aliviar as consciências gays. Não funciona assim.

Num testemunho emocionado (veja aqui), Millie Fontana com 23 anos, criada com duas lésbicas, explica a crueldade a que foi submetida por egoísmo dos adultos. O quão violento foi crescer ao ser-lhe negado a existência de um pai. O quanto a afectou ter pais AMBOS mulheres. O medo de dizer o que sentia por receio de lhe chamarem homofóbica. Apesar do amor com que foi criada, o facto de ter sido privada da figura paterna, deixou-lhe marcas. Alguém se rala com este tema? Alguém já investigou as consequências da Procriação Medicamente Assistida  junto destas crianças? Claro que não. Não é politicamente correcto.

A adopção deveria ser a ÚNICA possibilidade, por uma razão muito simples: a criança institucionalizada não tem absolutamente nada. Vive desprovida de afectos, de um lar. Ora, viver com pais do mesmo sexo não a vai perturbar mais do que viver sozinha num completo abandono. Sem no entanto lhe negar qualquer possibilidade de conhecer seus pais biológicos (deveria ser proibido não lhe facultar esse direito) e até poder conviver com os mesmos, esta adopção é positiva e é louvável. Pelo contrário aqueles que nascem da PMA , nascem da mentira. E isso é eticamente muito errado e profundamente perturbador no seu crescimento.

Porque há uma agenda LGBT e feminista para cumprirrouba-se uma geração no seu direito a ter uma família tradicional porque agora defender o tradicional é discriminatório. Mutila-se a criança no seu direito à igualdade menosprezando por completo os sentimentos dela. Depois incute-se o sentimento de culpa que as impede de dizer o que sentem, que as castram do direito de dizer que não estão bem porque se o fizeram serão homofóbicas. Mais, também não poderão queixar-se dos pais gays porque ao fazê-lo alguém lhes lembrará que isso é… descriminação. E neste ciclo vicioso crescerão revoltadas entregues a um silencio doloroso que não sabemos ainda como terminará porque nem sequer queremos ver reconhecido que existe este problema. 

E todos que tiverem a coragem de abordar o  tema serão  classificados de homofóbicos por defenderem os direitos dos filhos de ninguém. Como é o meu caso.

Isto faz sentido?

via Os Filhos de Ninguém — BLASFÉMIAS

Cristina Miranda

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