Que se faça justiça a Joana Marques Vidal e Manuela Moura Guedes

Este regime bafiento, bolorento, maçónico, de jogadas de bastidores e de rentistas oligarcas à mistura não caiu completamente, perderam as pernas, Sócrates e Salgado,  mas o regime ainda rasteja, devagar, mas chega sempre a onde quer, ao pote, ao orçamento, ao graveto. Num País onde o povo tem índices educacionais deveras baixos para a média europeia, verdade que existe um esforço nesse sentido e estamos a melhorar, mas no cômputo geral ainda continuamos com um atraso estrutural na área, o que beneficia políticos de charneira, da esquerda à “direita”, onde um PS que é social democrata engana a população com contas de somar, e depois vai às carteiras dos outros subtrair, e ainda não desapareceu do mapa eleitoral, estranho, e temos um PSD, que agora não se diz de “direita”, mas sim de centro, centro direita e centro esquerda, ou seja, uma mescla camaleónica  com pedaços de laranjas podres no meio.

Tendo só esquerda no horizonte, ainda vamos todos rezar de joelhos para que Passos volte, conhecendo nós muito bem o que os partidos do arco da governação metralha fazem ao orçamento, podemos prever mais pregos no caixão das nossas finanças públicas, mas hoje vamos falar de outra coisa, que merece hoje um destaque especial. Especial essencialmente porque Portugal elegeu para Primeiro-Ministro, em 2005, com maioria, em 2009 reeleito com maioria relativa(este governou sem maioria… que estranho..), com tiques ditatoriais de khadafi, que quis calar, e calou, parte da comunicação social, criou um polvo em todos os sectores de actividade(quase todos), onde, através de São Bento, e de forma categoricamente Venezuelana Chavista/Madurista, os quis controlar e até demasiado para que o seu culto de personalidade não fosse afectado. Foi nisto que o povo votou em 2009, aqui já se sabia que Sócrates queria usar a PT para controlar a TVI e expulsar jornalistas que lhe eram incómodos, soube-se da licenciatura aos domingos, mas Portugal votou, e votou no mesmo corrupto de sempre, afinal, o fenómeno Isaltino não é assim tão estranho quando olhamos para isto.

Um caso icónico na nossa comunicação social, que hoje devemos louvar, foi o de Manuela Moura Guedes, ex-jornalista da TVI.  Já não o é porque o imperador Socrático quis que assim o fosse, e neste País poucos se revoltaram, o poder político efectuou, na altura, uma prática de censura, mas as teorias da conspiração logo surgiram contra a jornalista. Ela avisou, combateu e fez tudo para que o povo mais distraído soubesse, a luta parece que chegou a bom porto. Não só teve razão, como os seus colegas lhe deviam fazer referência, a não ser que o partido vigente não queira…

Um bem haja ainda maior à actual Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, que conduziu o Processo Marquês até ao fim de forma sóbria e independente, coisa rara em Portugal, mas que devia ser matriz, ou o caminho a seguir em qualquer País de primeiro Mundo.

Num País digno desse nome, não devia estar a agradecer o mínimo bom funcionamento do sistema judiciário, isso já devia ser algo habitual, o que só demonstra o quão baixo caímos nestes últimos anos. Se Pinto Monteiro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça na altura(lapso de nome), neste momento estivessem à frente dos respectivos órgãos, será que a investigação a Sócrates continuava? Não me parece.

Caiu uma parte da teia, querem que caia o resto? Falem com os aventais.

Mauro Pires

 

 

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